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Run The Night RJ: o relato


Fonte: Iguana Sports
Noite com temperatura amena e uma leve brisa para ajudar. Cenário perfeito para uma boa corrida. Para alguns ainda mais perfeito por não ser preciso acordar cedo para correr. A organização preparou um circuito de 5 km evitando o viaduto do aeroporto, o que garantiria um pouco mais de fôlego para quem estivesse tentando bater alguma marca. Àqueles entre os mais de 5.000 participantes (que deduzi no olhômetro), que como eu, optaram por correr os 10 km, dariam duas voltas.
Cheguei com relativa folga para largada e pude observa a estrutura montada no estacionamento do Monumento dos Pracinhas. Um DJ determinava o ritmo da festa em meio ao show pirotécnico. Como toda boa corrida, havia gente de todos os tipos, idades e não menos curiosas. Novamente fui abordado por conta da meia de compreensão. Esteticamente é feio, por contra dos tornozelos a mostra, mas o que vale é a musculatura protegida contra lesões e cãibras.
Fonte: Iguana Sports
Próximo do horário da largada encontrei o Eric e a Isabel. Enquanto trocávamos impressões e expectativas da corrida Sérgio e Drica apareceram. Segundo ela foi fácil me achar no meio da multidão - risos. A contagem regressiva foi acompanhada por fogos de artifício e muita música. Assim saí em perseguição ao meu melhor tempo do ano.
Manter o ritmo de 5'40"/km não seria muito fácil. Apesar da noite, o calor que súbita fui asfalto incomodava, apesar do termômetro "mentir" dizendo que a temperatura estava em 23°C. A água dos pontos de hidratação foi utilizada para me banhar também. A fadiga incomodava com o avançar dos quilômetros e pesou ao assistir o pessoal dos 5 km comemorando a chegada e eu tendo que seguir em frente pista cumprir com mais uma volta. Foi respirar fundo e seguir em frente, pois eu ainda estava vencendo o relógio. A vantagem derreteu com o calor e perto do km 8 acabou o gás. Sorri, pois eu estava correndo, apesar das dificuldades e do receio de nova lesão na panturrilha. Tem sido um exercício inusitado dar tanta atenção aos músculos, mas esta volta por cima está dando gosto de viver. Depois de 58'43" cruzei a linha final. Foi pegar a medalha e ir para o ponto de encontro.
Do alto da escadaria do monumento comemoramos nossas vitórias e já sonhávamos com a próxima prova. Algumas fotos depois e a confirmação de que o calor atrapalhou o desempenho, seguimos felizes para casa.

Considerações finais
O percurso, salvo engano, foi idêntico ao da WRUN. Mas em virtude do número elevado de participantes criou-se um grande gargalo na área de dispersão. Ficou meio complicado para receber a medalha, mesmo tendo corrido 10 km e parte dos corredores terem concluído a prova de 5 km com quinze a vinte minutos de antecedência.
Para quem não sabe o estacionamento subterrâneo da Cinelândia possui preço fixo nos sábado, domingos e feriados. É uma boa alternativa ao estacionamento do aeroporto e uma ótima alternativa para evitar a exposição aos flanelinhas da região.

Alguns dias depois
Há tempos não me sentia tão inteiro após uma prova. Cheguei a estranhar a ausência das dores musculares, principalmente na panturrilha direita.
Meus agradecimentos à Iguana Sports por mais um ano de parceria e em especial à Ana Amaro, por confiar no trabalho feito neste blog. Desejo um feliz natal e um próspero ano novo à equipe Iguana e que venha a WRUN 2015!
Boas passadas!

Que venha 2015
Pensando nas possíveis promessas de fim de ano, aproveito para divulgar a primeira prova da Iguana no calendário de 2015: a WRUN! Famosa pelos serviços e cuidados com as mulheres no dia da retirada do kit e no dia da prova, a prova segue para mais uma edição. Se quiser saber um pouquinho mais sobre as edições anteriores digite no google andreeotenis wrun.

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