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E agora, Gump?

Três mil duzentos e vintes e um homens se proporam a correr a Maratona Caixa do Rio de Janeiro 2013. Eu cheguei após dois mil cento e trinta corredores mais rápidos do que eu, com o tempo de quatro horas, trinta e quatro minutos e cinquenta segundos. Como prêmio pela devoção dos últimos seis meses, passei os dez dias que se seguiram sem tênis. A prioridade foi descansar, acho que mais a mente do que o corpo. Na mesma proporção que eu me sentia satisfeito pelo feito, experimentava um desconfortável ócio. O corpo aprendeu a levantar cedo e me vi vários dias olhando para o teto. Durante estes dez dias sem tênis, lembrei em inúmeros momentos do filme Forrest Gump. O trecho em que ele resolveu sair correndo em busca de respostas orbitavam minha mente. Emblemático foi o momento em que ele parou de frente para o oceano e depois de um tempo decidiu retornar. E continuou a correr. A vida é assim. Não existe um movimento verdadeiro sem motivação. Não estou falando daquilo que fazemos ...

A importância da prova alvo

Fim de ano chegando, muitos treinos, centenas de quilômetros corridos e um punhado de provas. Olhando o ano que passou eu acabei dividindo 2012 em duas partes: o processo de recuperação até a Golden Four Asics (G4) e a decisão de participar da XC 42K Búzios . Após a lesão do ano passado, a estrada foi longa para recuperar a forma. Sinceramente não tenho certeza se ainda estou no mesmo nível de 2011, mas estou satisfeito com o quanto conquistei. Correr a G4 abaixo de duas horas foi gratificante, mesmo não tendo superado minha melhor marca. O motivo da comemoração foi de ordem técnica, pois eu mudei a forma de pisar. Durante o primeiro semestre a dedicação foi toda para a nova pisada, pois o fantasma da bursite no quadril me assombrava. A cada treino uma gota de esperança e outra de confiança. Era o perigo da lesão indo embora. Corri algumas provas para avaliar minha evolução técnica e física, certo de que não estava no melhor de minha condição. A Corrida da Ponte foi um bom exem...