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Bursite trocanteriana

No meu caso, dói do lado esquerdo. Depois de muito custo consegui agendar a ultrasonografia do quadril. O procedimento é realizado com mesmo equipamento do exame periódico das grávidas. É um exame rápido, onde o objetivo foi avaliar a articulação quadril/fêmur. Apesar da dor (em outubro) ser percebida na crista ilíaca, o dispositivo foi apontado para região pubiana. Segundos depois ela disse: "você tem uma bursite . É antiga." Segundo o Wikipedia, bursite é um tipo de inflamação e pode ser provocado por movimentos repetirivos, ou sobrecarga na articulação. A carapuça servi certinha. Como se feita sob medida. O tratamento pode ser feito com anti-inflamatórios, analgésicos, repouso, fisioterapia e dependendo do caso, intervenção cirúrgica.  Contei minha breve história das três meias maratonas, um bocado de treinos e noites mal dormidas, por causa do trabalho e os pormenores da vida. Sem chororo, pois viver é um desafio diário. A parte boa é que o diagnóstico confirmou ...

Correr, dormir e comer... mas comer muito bem!

Mais uma semana de treinos chega ao final trazendo ensinamentos e reflexões. As dores no quadril vem diminuindo rapidamente desde que retomei os exercícios funcionais e me concentrei em manter a postura correta para correr. Manter o corpo ligeiramente inclinado para frente, cabeça erguida, olhos no horizonte, abdômen contraído e quadril encaixado. Não tão difícil quanto se lê, mas que requer força e concentração. A parte boa é que ganhei velocidade, pois a "passada encaixada" reduz o tempo de contato com o solo. A parte inusitada é relativa a ressonância que estou tentando fazer. Ainda não consegui uma data para realizar o exame, mas em poucas semanas o resultado será praticamente nulo, com a regressão que a lesão tem apresentado. Você que chegou até aqui deve estar se perguntando o que o título tem a ver com isso, não é? Tem tudo, pois treinar não é apenas o ato de cumprir com as especificações da planilha, vai além. Ter uma alimentação adequada e reservar boas horas de ...

A importância da técnica

As últimas semanas as dores na altura do quadril ganharam minha reflexão. Frequentemente eu parava para pensar na origem do problema. Se os tênis tiveram participam nisso, se a falta da musculação seria a culpada, se algo congênito finalmente se manifestou... Mas ao ler a matéria CONSERTO EM DÓI MAIOR na Runners 36 (edição de outubro) me lembrei de algo que negligênciei: os abdominais. Em meio aos afazeres percebi que havia parada com os exercícios abdominais e com a intensidade dos treinos e das provas as dores vieram. Trocar o tipo do tênis ajudou a minimizar o problema, mas não seria esta a solução. Correr na esteira me obrigou a ajustar minhas passadas. Na esteira não temos a mesma “liberdade” que temos quando corremos na rua. A largura limitada da esteira e o forçoso movimento dela jogando-nos para trás, obriga a adoção de uma postura mais rígida e concentração nas passadas. Neste momento lembrei de uma velha recomendação: cabeça erguida olhando para o horizonte, tronco leveme...

Quando precisamos usar o gelo

Para quem dedica apenas 3 dias da semana a corrida, perder um treino é um sacrilégio. Mas depois de uma semana de trabalho com jornadas de 10 a 12 horas, conseguir treinar só foi possível com muita perseverança. O treino de terça-feira foi realizado na quarta-feira de noite, ali pelas 11 da noite. O treino de quinta-feira acabou ficando para manhã de sábado e até que foi uma boa, pois correr na orla de São Francisco sempre é muito agradável. Apesar do esforço para manter a rotina, o treino começou difícil. O corpo cansado da semana de trabalho reclamava o esforço durante o aquecimento. O corpo mandava sinais de que iria me deixar na mão, pois uma incomoda dor na coxa direita apareceu logo após o aquecimento. Devo ter feito algum movimento errado. O objetivo do treino era identificar um ritmo para a prova que se aproxima. Três corridas de 2,5K, uma leva, outra moderada e a última forte. O primeiro tiro se confundiu com o aquecimento, pois de trote para corrida leve só fazia dife...

Quando precisamos nos superar

A Revista O2 de agosto começa com um artigo super interessante do comentarista esportivo Marcos Caetano. Ele fala como a dor é presente em quem adota a corrida como esporte. Ele diz que a dor pode se manifestar de várias formas e que se não tivermos força de vontade acabaremos desistindo da atividade. Nós que corremos para viver e não vivemos para correr praticamos o maior malabarismo para encaixar nas 24 horas do dia trabalho, família, estudo, lazer, amigos, descanso e a corrida. Mesmo com toda força de vontade do mundo às vezes fugir ao planejamento é algo necessário. Mas espere, eu não disse que você deva faltar com os treinos, pois o tempo que dedicamos a saúde já é bastante reduzido. Mas o que fazer depois de uma semana super puxada no trabalho? Será que ainda existe gás para o longão do final de semana? Em muitos casos, vale a pena dar uma reduzida no treino para evitar problemas, ainda mais com noites mal dormidas em que o corpo não teve tempo para se recuperar do desgaste a q...