Calma. Não sou ultra maratonista. Não sou um destes super humanos. Estes 5.000 km são resultado de muita disciplina, dedicação e de amor a um esporte há tempos preterido. Sim, pois cresci nas piscinas por conta da bronquite e me diverti nas quadras e areias com vôlei. O basquete também ocupou muito do meu tempo e o futebol apenas com amigos muito pacientes, ou no gol. A corrida foi resultado da falta de tempo e da pança que começava a crescer. Sempre fui magro, mas a pança... a danada da pança. Chegou a um ponto em que minha esposa ficava brincando como se fosse uma bola de cristal, enquanto assistíamos TV. Levei para o coração, claro. Esta estória começou no estacionamento do condomínio em que morávamos. Se estendeu para as ruas em volta, até que eu já tinha disposição para ir e voltar do Horto Botânico de Niterói. Com o tempo, novas distâncias. A orla de Niterói vira minha companheira. Descubro que não sou um pária quando descubro que meu compadre Glaucio praticava a corrida. ...
:: Corrida na cabeça e o tênis nos pés