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Mostrando postagens com o rótulo Revista Runners World Brasil

Do jeito que dá

A crise realmente chegou para todos. Da mesma forma que Lelo Apovian relata (na matéria A corrida não pode parar , publicada recentemente no site da Runners World Brasil) que a vida não está fácil para quem vive da corrida, não está fácil para nós que desafiamos o orçamento do mês para encaixar eventualmente acessórios e inscrições nas despesas mensais. É preciso se planejar e saber quanto é quando gastar. Nestas horas relembro de informações cortadas nestes anos de corrida. Uma que se aplica bem a este momento foi dita pelo nosso melhor maratonista (na minha humilde opinião) de todos os tempos. Vanderlei disse que se preparava para participar em alto nível de suas provas em média num ano. Particularmente algo sensato até para nós amadores, já que a maioria das planilhas treino (genética ou não), sugerem oito semanas de treino para um prova. Além de bom adequado, fisiologicamente dizendo, faz bem para o bolso nos dias atuais. Muitas organizações sabendo que as pessoas serão mais cri...

RESENHAS: Revista Runners #155 (parte 1)

Corredor de Verdade Há 99 edições atrás eu havia escrito minha última resenha sobre uma revista. Faz tanto tempo que a revista hoje está sendo publicada por outra editora, mas a sua essência foi mantida. O material está ali para quem está pronto para lê-lo. Para buscar naquelas linhas algo para se inspirar, ou algo para corroborar esta vida de corredor que levamos. A matéria do Fausto fala sobre ser corredor (amador). Vale para o jovens ou master , magro ou gordo, para baixo ou alto, rápido ou lento, que treina muito ou pouco, por estética ou saúde. O que importa é correr. Cada carrega dentro de si o motivo para colocar o par de tênis e desbravar as ruas de onde mora, ou gastar a lona da esteira. Afinal, qual é o seu motivo? Números da Maratona do Rio 29 mil corredores de verdade participaram do evento que possuía 3 distâncias: 42 km, 21 km e 6 km (Family Run). As mulheres preencheram as fileiras nas seguintes proporções: 30%, 53% e 70%. Os números refletem minha...

CSI: tênis de corrida

A edição 78 da revista Runners trouxe uma reportagem sobre o laboratório de testes responsável pelas informações divulgadas no guia do tênis. Martyn Shorten, ex-atleta e responsável pelo lab shoe é o chefe da perícia dos tênis de corrida. Até o momento foram quase 15.000 testes, mais de 4.000 tênis diferentes, quase 1.200 modelos de 63 marcas avaliados. Simples e conciso, o investigador de tênis fez algumas colocações contundentes: Tênis não são itens mágicos Por melhor que seja um tênis, a economia de energia mal alcança a 2% na maioria dos corredores amadores ou profissionais. A evolução dos tênis fez a corrida popular O conforto fez da corrida uma opção para o desportista amador. Com o surgimento de tênis mais confortáveis, foi possível praticar este esporte sem receio de lesões. Tênis minimalista foi uma jogada financeira Há alguns anos, com os insumos de produção caros, os tênis minimalistas não foram mais que um exercício de criatividade para baixar o custo...

Limites

Lendo a colunas do Mário Sérgio Andrade Silva e do Marcos Paulo Reis resolvi fazer uma reflexão sobre limites pessoais e até onde se consegue evoluir na corrida de forma saudável. O Marcos fala da estrada para o bom desempenho. Alerta que apenas os quilômetros rodados fazem o bom corredor e não há como você vencer o tempo. Se exagerar na carga de treinos e exercícios, as contusões virão. Junto com elas a desmotivação, frustração e perda de saúde físico e mental. Esta ansiedade por alcançar resultados se transformou em preocupação dos treinadores, apesar da maioria dos corredores serem amadores. Questiona-se o motivo de tanta urgência por excelentes tempos e grandes distâncias.  A realização pessoal virou objeto de obsessão? Ou talvez válvula de escape para as frustrações do cotidiano?  Percorrer estes quilômetros de forma saudável é palavra chave neste processo de desenvolvimento, pois superar marcas pessoais é um fator de grande motivação para maioria dos corredores seg...

Corrida e turismo

Estou curtindo um novo momento da corrida. Não estou em busca de recordes pessoais, mas não por isso as ambições ficaram de lado. Esta semana resolvi compartilhar minhas impressões sobre a última matéria do Sérgio Xavier em que ele lista as dez provas que um corredor brasileiro deveria correr.  Já fiz algumas viagens para correr e posso dizer que duas vezes mais prazeroso. Novos ares trazem ânimo para corpo e para mente, além de ser uma ótima oportunidade para fazer novos amigos. Além de finalmente conhecer alguns amigos virtuais que conheci a partir dos blogs e grupos de corrida as redes sociais. No mínimo uma chance única de conhecer um pouco mais vários cantos deste nosso imenso país. Eis a lista: São Vilvestre (SP), Meia do Rio (RJ), Volta da Pampulha (MG), 10 Milhas da Garoto (ES), Volta à Ilha (SC), Círio de Nazaré (PA), 10 Km da Tribuna (SP), Revezamento Pão de Açúcar (SP, CE, RJ ou DF), Centro Histórico (SP) e a Corrida de Reis (MT). Participei de duas destas, j...

Proibido para menores

Esta semana resolvi resgatar uma antiga reportagem do Sérgio Xavier Filho, quando ele relatava o quão difícil foi encontrar provas para sua filha de 15 anos participar. Depois de uma semana de trabalho fora do Rio, assistir a cidade chegando pela janela do avião foi um alento. Primeiro observei o lindo recorte da orla, depois comecei a observar as montanhas, as casas e de repente uma pista de atletismo no meio de uma região muito arborizada. "Que lugar é aquele?", pensei. De repente vi uma segunda... terceira... quarta... quinta! Me surpreendi com o número de pistas de atletismo que existem no Rio de Janeiro e olha que não vi o CEFAN, onde normalmente ocorrem as provas para menores. Meu protesto se faz pelo simples fato de que apenas três grandes provas são organizadas por ano para os menores. Estas ocorrem entre os meses de outubro e janeiro do ano seguinte. E só! Nos tradicionais circuitos que participamos existe idade mínima para se fazer inscrição: 14 anos para os 5 ...

O que é preciso para se tornar um corredor?

A revista Runners World entrevistou simplesmente Geoffrey Mutai, o maratonista mais rápido do mundo. Em suas breves e simples palavras contou o que ele fez para chegar onde chegou e sobre as possibilidades de se correr ainda mais rápido. Antes de qualquer outra coisa é preciso lembrar que a relação do Quênia, seu país, com a corrida é a mesma que o nosso tem com o futebol. Juntou um punhado de crianças vão elas a correr imitando seus ídolos. Durante a entrevista nada foi falado sobre dietas especiais. Treinador? Ele disse que não tem, mas reconhece a utilidade para algumas pessoas e em determinadas situações. Ele particularmente treina com outros corredores. Eles se puxam, se aprimoram, reforçando a tese dos treinos coletivos. Há tempos vi em outra reportagem o tal local de treino. Uma pista de terra vermelha que possivelmente tem os 400 metros da pista olímpica. Para ganhar força ele participa de diferentes provas para fortalecer o corpo, dentre elas provas de cross-country (f...

RESENHAS: Revista Runners #57

PARE DE FUMAR Decidi começar pela matéria de capa, pois tabagismo é um assunto emblemático. Faz mal, todo mundo sabe, mas por um jeito ou de outro acaba fumando. Até eu já tive minha fase, apesar de uma vida fortemente amarrada a atividade física. Fui ainda mais irresponsável que os irresponsáveis por conta da bronquite (asma se preferir), que nunca deixou de estar presente na minha vida. A reportagem impressiona. Não tem como se sentir bem ao ler as palavras jovem, vício, fraqueza e dependência reunidas em um mesmo contexto. A matéria GABI CONTRA O CIGARRO é uma breve nota de um mal que assombra a juventude. Foi na minha época e continua sendo nos dias de hoje. Os motivos também. Influência do grupo, ou da família. Segundo a revista, 1/3 da população adulta do mundo ainda fuma e os efeitos sobre o pulmão é o menor dos males. O pulmão tardiamente poderá desenvolver um câncer, mas durante este caminho você verá uma pessoa dependente quimicamente, com crises de ansiedade e possíveis v...

O desaquecimento não serve para nada

Iberê contou esta na sua coluna da Runners 57. Um novo grupo de cientistas resolveu colocar a prova uma teoria levantada nos anos de 1970 e repaginada nos anos de 1990. Esta pesquisa que começou em 2007 jogou esta verdade no ventilador, mas no lugar da polêmica Iberê resolveu mostrar como a endorfina ajuda a deixar o copo meio cheio . Mesmo cientificamente comprovado que o desaquecimento não trás benefícios fisiológicos para remoção do ácido lático dos músculos, ele ainda é responsável por aumentar o seu volume de treinos semanal e por permitir um bom papo no final do treino com os amigos. Afinal não é preciso intensidade em 100% do treino. Pelo contrário, a resistência está ligada também a distância e não a velocidade. Quanto a parte social o desaquecimento já me presenteou com algumas boas conversas. E você, o que acha? Boas passadas.

Pare de fumar

Decidi antecipar esta matéria da RESENHA da Runners #57, pois tabagismo é um assunto emblemático. Faz mal, todo mundo sabe, mas por um jeito ou de outro acaba fumando. Até eu já tive minha fase, apesar de uma vida fortemente amarrada a atividade física. Fui ainda mais irresponsável que os irresponsáveis por conta da bronquite (asma se preferir), que nunca deixou de estar presente na minha vida. A reportagem impressiona. Não tem como se sentir bem ao ler as palavras jovem, vício, fraqueza e dependência reunidas em um mesmo contexto. A matéria GABI CONTRA O CIGARRO é uma breve nota de um mal que assombra a juventude. Foi na minha época e continua sendo nos dias de hoje. Os motivos também. Influência do grupo, ou da família. Segundo a revista, 1/3 da população adulta do mundo ainda fuma e os efeitos sobre o pulmão é o menor dos males. O pulmão tardiamente poderá desenvolver um câncer, mas durante este caminho você verá uma pessoa dependente quimicamente, com crises de ansiedade e po...

RESENHAS: Runners #56 parte II

CALENDÁRIO CORRIDIANO Este mês tá todo mundo fazendo graça. O Professor X fala sobre a gestão do tempo, da rotina e a forma como percebemos o tempo passar. Fala de quanto uma planilha altera nossa percepção do tempo e suas idiossincrasias. Eu percebi que não odeio mais a segunda-feira. Sinto muito pelo Garfield, mas segunda é o dia que antecede meu primeiro treino da semana. Não dá mais para ter antipatia por ela. Quarta, além de ser bom por conta do futebol e também antecede a corrida da quinta. A sexta-feira e seu S da saideira. É o S que separa a semana de trabalho do final de semana. É o S que lembra o sábado. Para fechar a semana de treinos tenho o domingo e o longão. Os dias nunca mais foram convencionais, cono o calendário gregoriano sugere. Nem muito menos o fuso horário, pois meus dias começam às cinco e eventualmente tenho a sorte de encerrá-los mais cedo que a maioria. Definitivamente correr nos faz enxergar o copo meio cheio e sobrepor as coisas da vida com ...

RESENHAS: Runners #56, parte I

Sabe aquela revista que você, lê, relê e quando vê, gostou de tudo? Pois é, a edição 56 da RW foi assim. A resenha ficou tão grande que preferi dividí-la em duas partes para que quem passasse por aqui tenha fôlego para ler o post inteiro. A segunda metade vem daqui a alguns dias. Boa leitura. MAIS TREINOS O Maurício Barros foi muito feliz (novamente) no editorial da revista já no primeiro parágrafo, que faço questão de compartilhar com vocês: "Nutrição, motivação, inspiração. Tudo isso é importante e parte do universo da corrida. Difícil evoluir como atleta se você não ingere os combustíveis certos, se não calça o tênis com a faca nos dentes, se não se abastece de grandes histórias e bons exemplos. A essência da prática esportiva, porém, é o treinamento." Corroboro com cada palavra do Maurício, pois não há meios de enganar a corrida. Você colhe o que você treinar. Não falo apenas de intensidade, mas também de regularidade, de continuidade visto que a menor das plan...

Ela usa LSD

O alarme tocou e me preparei para mais uma alvorada. Era dia de intervalado. Rapidamente cheguei a praia e durante o aquecimento encontrei vários conhecidos dos treinos matutinos. Aproveitamos a coincidência de todos estarem ainda no aquecimento para trocar algumas palavras. Falei sobre os treinos com as planilhas genéricas e a assessoria esportiva que faço parte. Foi quando ELA disse que os meus treinos deveriam ser muito puxados e que preferia os tradicionais treinos longos. Lendo a Runners #56 há alguns dias, este assunto havia passado despercebido, mas lembrei imediatamente do texto antes mesmo da conversa terminar. E O LSD? Entre os anos de 1960 e 1970 o treino do  tipo long slow distance  (LSD) foi considerado o mais eficiente dos treinos para se desenvolver a resistência do corredor. Transcrevendo as palavras do Renato Dutra, diretor técnico da Run & Fun,  "As pessoas saíam por aí achando que, quanto mais corressem, melhor. Com o passar dos anos, o alt...

RESENHAS: Revista Runners #55

Olá, para todos. A resenha da edição 55 vai começar pela coluna TREINO. A matéria intitulada DOBRADINHA trás uma interessante sugestão para as pessoas que enfrentam problemas com a duração dos treinos. Por sentir na pele o esforço dos últimos quatro meses treinando para a Maratona do Rio, resolvi encabeçar este post com este assunto. Treinar em dois horários no mesmo dia pode ser a solução para a falta de tempo. Com os treinos organizados para compensar (ou aproveitar) o descanso entre as sessões, você pode manter viva suas esperanças de realizar uma prova de qualidade. Particularmente, não vejo motivos para quem treina para provas de 5 ou 10 quilômetros se submeter a treinos deste tipo, mas a reta final dos treinos para os 21 ou 42 quilômetros é que acabam exigindo mais tempo em treinos com mais de uma hora e meia com tênis. Daí, ainda temos o alogamento, banho, refeição… e lá vai o horário de ir para o trabalho, ou cumprir com qualquer outro item da agenda. Para quem treina a ...

RESENHAS: Revista Runners #54

Vou começar esta resenha com a matéria da capa. Concordo com o Mauricio Barros quando ele nos convida a abrir a revista direto na página 66. É um verdadeiro guia para os iniciantes começarem muito bem a prática da corrida, pois esta aborda todos os pontos essenciais do "processo de transformação". Avaliações medicas, planejamento dos treinos e exercícios complementares de fortalecimento. A verdadeira tríade do poder. Mas a matéria atende também aos veteranos, pois se analisarmos com cuidado nossa rotina, encontraremos algo para melhorar algo. As matérias FORÇA CASEIRA e NA PRESSÃO complementam o guia com a apresentação de exercícios funcionais e controle de ansiedade respectivamente. EFEITO ESTUFA Como sempre , me surpreendo com as reflexões da Patricia Julianelli. Ela joga no ventilador a ineficácia do poder transformador do estado (na minha humilde opinião, claro). Quando pequeno eu  ouvia que a fome era um problema no Brasil. Trinta anos depois a obesidade é o ...

RESENHAS: Revista Runners #53

LARGADA A coluna largada e uma foto de uma corredora em Natal me fez lembrar a quanto tempo não vou ao nordeste. A parte boa é que com um pouco de atenção, ainda consigo correr uma das onze etapas do Cicorre em Recife. E por 15 reais. TREINO Sprint final e split negativo não são novidades, mas tentar dividir a corrida em três partes foi algo interessante. Mas a aplicabilidade desta estratégia em uma prova curta com os 10 Km não é animador, pois não há muito espaço para se trabalhar. Correr com ritmo em torno dos 5'00"/km não é algo que eu possa dizer que faço com tranquilidade. Mas seria legal experimentar o plano a abaixo: 1. 3 km a 5'10"/km 2. 4 km a 5/km 3. 3 km a 4'40"/km Fiquei com isso na cabeça ...  JOGO LIMPO A Patrícia Julianelli elaborou mais uma obra prima. De escrita leve, mas profunda este mês foi fundo na questão COMPORTAMENTO. Falar deste novo método de emagrecimento chamado detox foi mero detalhe, pois o que está em jogo a...