Pular para o conteúdo principal

RESENHAS: Runners #56 parte II

CALENDÁRIO CORRIDIANO
Este mês tá todo mundo fazendo graça. O Professor X fala sobre a gestão do tempo, da rotina e a forma como percebemos o tempo passar. Fala de quanto uma planilha altera nossa percepção do tempo e suas idiossincrasias.
Eu percebi que não odeio mais a segunda-feira. Sinto muito pelo Garfield, mas segunda é o dia que antecede meu primeiro treino da semana. Não dá mais para ter antipatia por ela. Quarta, além de ser bom por conta do futebol e também antecede a corrida da quinta. A sexta-feira e seu S da saideira. É o S que separa a semana de trabalho do final de semana. É o S que lembra o sábado. Para fechar a semana de treinos tenho o domingo e o longão. Os dias nunca mais foram convencionais, cono o calendário gregoriano sugere. Nem muito menos o fuso horário, pois meus dias começam às cinco e eventualmente tenho a sorte de encerrá-los mais cedo que a maioria. Definitivamente correr nos faz enxergar o copo meio cheio e sobrepor as coisas da vida com mais serenidade.

A REINVENÇÃO DA MÁQUINA
Você gosta de correr na esteira? Desculpe, fui desonesto fazendo esta pergunta. Vou melhorá-la: você já correu na rua e precisou correr na esteira? Não, não. Talvez seja melhor perguntar se depois que você correu na rua, se voltou a correr com alegria na esteira. Brincadeiras a parte, salvo pelo quesito segurança, correr na esteira fica em segundo plano quando falamos de prazer. Se desligarmos a TV e a música veremos as pessoas rezando para o treino terminar. É chato. Se você tem condições de correr ao ar livre, sabe do prazer que é poder curtir um parque, a orla de uma praia, ou mesmo as trilhas. Os diferentes estímulos fazem do treino uma atividade extremamente dinâmica e de certa maneira única. Afinal, dificilmente faremos a mesma coisa, ou veremos as mesmas pessoas. As variações de clima também são um fator único, que dificilmente conseguiremos reproduzir "em laboratório". Mas não descarto totalmente a esteira, em dias de chuva, ou em horários que ir para rua se torna um ato irresponsável, elas são um bom plano b.

FORA DA CAIXA
Para quem já sentiu a dor de uma lesão, qualquer ajuda é bem vinda. A matéria trás quatro métodos para nos ajudar na recuperação de uma lesão, ou atuar de forma preventiva. 
Acupuntura. Fique surpreso ao ver que o método também tem papel preventivo. Outro ponto interessante é quanto ao poder das agulhinhas que pode reduzir o tempo no estaleiro a metade do tempo com tratamentos convencionais.
Técnica de Alexander. O enigmático método se propõem a nos ajudar no processo de auto-conhecimento, além de seu papel no tratamento de lesões e aprimoramento da mecânica do movimento. O texto falou muito sobre ia benefícios e fiquei sem entender a forma como alcançá-los. Assim, vou transcrever o trecho final, pois achei que seria a melhor de explicar (um pouco) o método:"Apoie os joelhos no chão, mantendo o fêmur reto. Perceba o alinhamento entre seus ombros, quadris e joelhos. Então abaixe os glúteos e sente-se sobre as pernas, permitindo que is músculos relaxem. É assim que a maioria das pessoas corre. (...) Como se estivesse sentado. Mas muita gente não percebe os sinais que o corpo envia. Concentre-se para interpretar este feedback e ajustar sua postura".
Meditação. Toda vez que esbarro no treino lembro do filme Império Contra-Ataca. Lembro do jovem Luke indo para os pântanos de Dagobah aprender um pouco sobre a doutrina Jedi, que remete a meditação. Mas achei uma frase no texto que talvez traduza com maestria Jedi o poder da meditação:"(...) o objetivo de encontrar conforto em uma posição desconfortável." Correr é um ato adverso, que requer empenho. Aprender a gerenciar a fadiga é um diferencial.
Rolfing. É a primeira vez que ouço esta palavra, mas a proposta é tão interessante quanto as demais. Através da consciência corporal, o método trás como benefício primário a melhora da eficiência respiratória. Também possui aplicabilidade na prevenção e tratamento de lesões.

Ufa! É isso! Uma das melhores que já li.
Boas passadas!

Comentários

  1. Tá legal Demais esse post.
    Acupuntura realmente funciona.
    Meditar está um pouco alem do meu tempo mas pode ser que seja bom, porque não?
    E esteira, bem, não dá pra dizer que nunca, mas que é a última opção da lista é.
    Beijos André
    Boa semana
    Ju

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Ju.
      Valeu o feedback e obrigado pelo elogio.
      Segundo algumas leituras, quem corre sozinho e sem música atinge níveis mentais semelhantes que a meditação proporciona. #ficaadica.
      Quanti a esteira ... nossa... como sou resistente a ela também. Prefiro pegar chuva inclusive -risos.
      Beijos, Ju
      Até o próximo post.

      Excluir
  2. Correr com o visual que a gente corre, ter a opção de usar a areia da praia e, no final, ainda beber uma água de coco geladinha me fez colocar a esteira na categoria tortura cruel!
    Saudades de você, rapaz! Beijos!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Verdade. Faz tempo que não nos esbarramos :-)
      Em relação a esteira, parece que a coitada é uma unanimidade àqueles que têm a corrida de rua como primeira opção.
      A Drica vai elaborar um manifesto devido a sua ausência nos encontros - risos.
      Beijos

      Excluir
    2. Sobre nossos encontros, que injustiça! rs

      Quando será o próximo???

      Quero estar lá, sem falta.

      Posso te pedir uma gentileza, André? Tenta marcar ao meio-dia. Ou então bem mais tarde, tipo depois de uma e meia ou duas horas. Assim eu não terei desculpas! rs

      Beijos.

      Excluir
    3. Esta semana foi complicada, mas vamos tentar marcar algo para segunda ou terça.

      Beijos

      Excluir

Postar um comentário

Obrigado por você passar por aqui.
Deixei sua opinião ou comentário sobre o tema. Uma boa conversa é sempre salutar.
Boas passadas!

Postagens mais visitadas deste blog

André e seu novo tênis: Asics Gel Cumulus

É o Cumulus! O tênis me obrigou a fazer uma homenagem ao velho humorista que tive a satisfação de conhecer na minha infância, quando os Trapalhões passaram por Recife. Mas Cumulus é o nome do meu novo parceiro de corrida. O Asics Cumulus é um tênis com ênfase no amortecimento, mas não tão caro quanto o Asics Nimbus ou o Asics Kayano. Teste de rua. O tênis é realmente impressionou, com um amortecimento realmente inesperado. Para quem lê pela primeira vez este blog, eu estou trocando os tênis com ênfase em estabilidade por aqueles com ênfase em amortecimento. Há algum tempo busco um bom ortopedista para diagnosticar uma dor, que acho ser na crista ilíaca (depois de muito procurar em mapas de anatomia), ao invés de passar simples anti-inflamatórios.  Eu defendo uma têse de que a dor seja consequência do impacto, tanto que enquanto usei o Adidas Cushion (amortecimento) ela diminuiu. Quando voltei para o Asics Kayano (estabilidade), assim como quando usei o Adidas Sequence ela se fez mais pr…

Você é um corredor iniciante, intermediário ou avançado?

A Runners de fevereiro (Ed. 28) começa com uma matéria muito interessante na seção Treino. A matéria Semanão fala sobre a importância dos ciclos no desenvolvimento do corredor e que tentar colocar em uma única semana todos os tipos de treino é algo realmente complicado, quando não, improvável de ser feito. A sugestão é adotar um intervalo de tempo maior para que possamos incluir todos os treinos necessários para nosso desenvolvimento. A idéia é boa, simples e de praxe a revista ainda apresenta sugestões para os treinos de qualidade. Mas o que mais me marcou na reportagem foi a forma como foi identificado o nível do corredor. É a primeira vez que vejo algo do gênero, então segue o registro:Iniciante: aquele que corre até 24 Km semanaisIntermediário: aquele que corre de 24 Km a 48 Km semanaisAvançado: aquele que corre de 48 Km a 64 Km semanaisComo você se vê? Sua quilometragem semanal será determinante para o desenvolvimento de sua capacidade como corredor, seja seu objetivo ganhar resi…

O segredo dos corredores quenianos

Passei a semana procurando informações sobre corredores quenianos. Achei matérias que justificavam o desempenho deles o fator genético, outros usaram os treinos em altitude (O Quênia está a mais de 2.000 metros do nível do mar) e por fim a dedicação. A matéria O SEGREDO DOS CORREDORES QUENIANOS de Javier Triana humaniza os feitos dos queniano, mostrando mais uma vez que somos fruto do meio. A necessidade mais uma vez faz o homem. Prova disso foi que o "britânico" Mo Farah, vencedor dos 10.000 metros e o Kiprotich de Uganda fizeram. Eles treinam no Quênia, no High Altitude Training Centre, a capital mundial da corrida em distância - veja reportagem na The Finisher.
Com um estilo de vida tão simplório, correr sempre foi algo necessário para cruzar distâncias. Como foi bem dito na reportagem, eram 10 quilômetros para ir para a escola e outros dez para voltar para casa. Assim como a bola está para as crianças brasileiras, a corrida está para as crianças quenianas. A especializaçã…