Ainda estava escuro quando acordei. O silêncio denunciava que ainda não era hora das pessoas normais levantarem. Pego o smartphone e vejo que são quatro e trinta e cinco da manhã. Despertei quinze minutos antes do alarme. Nem parecia que eu havia me deitado perto da meia noite. Estava sem sono e completamente lúcido. Tudo isso deve ser fruto de alguma parte dos 92% do nosso cérebro que não conhecemos ou usamos conscientemente. Com o tempo extra consegui me preparar com calma para o treino. Enquanto comia pensava na coluna da Revista Contra Relógio, reforçando a importância do alongamento ativo antes do treino e do estatístico no final. De que aquecimento não lesiona ninguém e que a carga mal dimensionada dos treinos é a verdadeira vilã, junto com sua comparsa, a técnica incorreta de correr. Às cinco eu já estava na rua iniciando a corrida leve. Os primeiros minutos de treino têm sido difíceis, pois as dores musculares já não passam tão rapidamente com quatro treinos na semana. Hoje a...
:: Corrida na cabeça e o tênis nos pés