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Mostrando postagens com o rótulo lesões

Eu joguei um Kayano novo na lixeira

Desse março de 2010 consegui me manter saudável e corri dezenas de provas, dos 5 aos 42 quilômetros, me fazendo em alguns momentos de treinos específicos (ladeiras, areia ou cross) e funcionais para fortalecimento muscular. Por conta das coisas da vida acabei me descuidando e em fevereiro de 2014 sofri minha primeira lesão muscular. Amarguei oito semanas no estaleiro. O corpo parou, mas a cabeça girava. Hipóteses para a lesão orbitavam sem parar, até que uma teoria se firmou: a culpa foi o enfraquecimento da musculatura. A certeza e a frustração eram tanta que em poucos dias eu já tinha ido a um médico (por conta do atestado) e me matriculado em uma academia. As primeiras semanas foram de total dedicação. Até esteira fiz para reduzir o impacto na panturrilha neste jumento de treinada. É sabido que o estresse provocado na musculatura é muito maior na corrida de rua. Mas não consegui negar minha natureza. Eu não gosto da rotina de academia e para piorar o horário concorria com a rot...

A cura

A espera finalmente chegou ao fim. Na última sexta-feira fiz a ultrassonografia das panturrilhas e recebi autorização para retomar os treinos gradativamente. As contraturas de grau 1 que sofri (a primeira em fevereiro e a segunda em dezembro do ano passado) não deixaram marcas. Beleza! E agora, retornar de onde? Existe uma teoria de que para cada semana de treino perdida, são necessárias outras três para alcançar o nível que se estava. Então, vamos as contas. Oito semanas parados... vezes três... praticamente o primeiro semestre dedicado a uma boa recuperação. No site da O2 existe planilha até para este momento delicado, pois errar na dose do esforço pode provocar uma nova lesão. A planilha pós-lesão tem duração de seis semanas. O objetivo é o simples exercício da paciência. Em meio a este momento haverá o Circuito do Sol, que será mais um momento de celebração. Bom que poderei ver caras novas e antigas. A prova, de uma forma ou de outra, trás uma energia diferente para gente. ...

Lesões

Existem vários tipos de lesões. Lesões que a simples redução de intensidade são curadas e outras que nos livramos apenas com a interrupção total dos treinos. Chato? Frustrante? De deixar pê da vida? Com certeza, mas é melhor parar e se curar do que arrumar um problema crônico. Escrevo estas linhas, pois minha panturrilha esquerda estourou no início de dezembro. Paciência é a palavra do momento e aproveitar o tempo disponível para resolver outras coisas. Treinadores indicam que para cada semana de treino perdido, precisamos de outras três para recuperar o condicionamento. Se você é um aficionado por metas e recordes pessoais, ajuste suas expectativas para este período. Adie o desafio. Programe mais para frente a prova para você chegar mais inteiro. Em relação a prova inscrita? O que fazer? Talvez seja uma ótima oportunidade para ser o  coelho  de algum amigo(a) iniciante, ou com ritmo um pouco mais baixo que o seu. No passado tive ajuda e também já ajudei vários amigo...

Circuito Light Rio Antigo: prólogo

Foram cinco semanas de treino para chegar até aqui. Não foi fácil, mas como um caça-fantasmas fui detonando uma a uma cada assombração. A panturrilha ainda preocupa e tenho feito os treinos mais intensos com muita prudência. Pelo menos por hora continuarei bastante conservador. Se fosse jogador de futebol diria que não estou 100%, mas vamos em frente. Nos tiros um pouco mais fortes eu me esforçava para aterrissar de forma o mais neutra possível para não forçar a panturrilha na fase de impulsão. Incrível o que se descobre quando queremos realmente fazer algo. Na corrida não foi diferente. Um tênue ajuste na passada me possibilitou continuar correndo, mas me pergunto quanto tempo terei que conviver com está insegurança? Parece uma ferimento de guerra que vai ser sentido toda vez que forçar.  Enquanto isto vivo como posso e a animação para segunda etapa do Circuito Light Rio Antigo cresce a cada momento. Há muito o que comemorar neste domingo de dia das mães, afinal foi mais um c...

A vida... é uma caixinha de surpresas II

Onze dias de molho, relaxante muscular e muito gelo. A perna parou de doer e resolvo fazer o primeiro teste em ambiente controlado. A proposta seria realizar 40 minutos de corrida leve na esteira para ver como a coisa estava debaixo da pele. Depois de dois minutos caminhando, coloquei a máquina rodando a 8.7 km/h e lá fui. Um gole d'água a cada 10 minutos (avisados pelo monitor cardíaco) e quando percebi o treino havia acabado. Foi um treino razoável, faltando uns 5 minutinhos um leve desconforto, mas não que assustasse. O decorrer do dia é foi um pouco mais complicado, pois fiquei com uma dor localizada. Mais gelo nas 48 horas seguintes e estava na boa. Era quinta, acordei cedo, mas decidi dar mais 24 horas para a musculatura antes de ir para a rua. Mais gelo, sem dor e novamente acordei cedo. Não resisti e desci para tentar 40 minutos de corrida leve, agora no asfalto. Não havia como àquela hora ligar a esteira dentro de casa. Minha mulher iria me trucidar antes mesmo dos ...

A vida... é uma caixinha de surpresas

Era uma manhã como outra qualquer. Enquanto eu concluída os preparativos pistas mais um treino, assistia a céu ganhar tons mais claros. A quarta semana de oito, na preparação para Athenas 10K, chegava ao ápice do primeiro microciclo com treinos de tiros de média duração. Era hora de avaliar o ritmo. Por se tratar da primeiras prova do ano, o objetivo é modesto: correr abaixo de 28 minutos. O que equivale ao meu ritmo de meia maratona. Então lá fui eu rua a fora ainda pensando no percurso que faria. Quando o aquecimento chegava ato fim decidi ir para São Francisco. O terreno plano ajudaria muito a desenvolver velocidade. Configurei o monitor para trabalhar dentro da zona 4 e fui para o primeiro dos quatro tiros. Terminei o primeiro tiro no meio da avenida que margeia a orla. Feliz com o resultado do primeiro tiro, respirei fundo por instantes e segui para o tiro. Mas a vida é uma caixinha de surpresas. Quando eu já alcançava a grande curva em direção a Charitas, a panturril...

Cuide bem do seu cabide

O dia de treino amanheceu com chuva e a noite anterior eu teimosamente fiquei assistindo a TV. A preguiça veio e o corpo parecia estar preso a cama pela coberta. Pensei "mais 5 minutos e eu levanto". Pura ilusão. Algum tempo depois eu ouço a voz do pequeno rebento me chamando. Sinto o celular em algum lugar entre a cama e minhas costelas. Ao resgatá-lo descubro que os 5 minutinhos viraram 2 horas. Passavam das oito da manhã. A culpa bateu, mas rapidamente foi substituída pela lamentação, pois não gosto de correr “tarde” por causa da poluição dos carros. Foi quando lembrei que havia consertado a esteira ergométrica, que há tempos foi transformada em cabide de roupas desde nossos tempos no Fonseca. Não ria, pois nosso cabide, digo esteira, teve grande serventia mantendo minhas camisas sociais esticadas. Passava-as a noite para na manhã seguinte vesti-las impecáveis graças ao nosso querido cabide. Brincadeiras a parte, a velha Meister é uma modesta esteira semi-profissional ...

Correr sem se machucar

Neste tempo escrevendo este blog, eu fugi de um assunto muito importante: lesões. Ninguém quer falar de temas desagradáveis, mas nas últimas semanas descobri dois amigos que se lesionaram devido ao excesso de esforço. Não tive muito trabalho para localizar inúmeras matérias sobre o assunto, onde chega a se dizer que a sobrecarga é tão prejudicial, quanto o sedentarismo, pois expõe o corpo a situações que ele não é capaz de suportar. Os principais motivos listados foram aquecimento e alongamentos inadequados, ou inexistentes; prática de esportes diferentes sem o devido preparo da musculatura; não reservar tempo para os músculos se recuperar da carga a que foram expostos; e por último e muito interessante, uma noite boa noite de sono. Eu confesso que durmo pouco menos de seis horas por noite e sei que estou errado, mas é o excesso de trabalho assombrando o pouco tempo livre que possuímos, mesmo estando longe dele de corpo e alma. A atividade física naturalmente provoca desgaste e normalm...