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Etapa verão do Circuito das Estações pinta o Aterro de vermelho

Mais uma vez tive a oportunidade de encontrar alguns amigos que compartilham a felicidade e a disposição com um tênis. Eu realmente estava em ritmo de festa. Acordei em cima da hora, joguei as coisas na mochila e parti para o Aterro do Flamengo. Até chegar ao Monumento dos Pracinhas eu ainda me perguntava se iria correr 5 ou 10 quilômetros, ainda mais quando percebi que havia esquecido o cinto do monitor cardíaco. A estratégia em cima de uma corrida leve já era. Iria ser na base da força como um bom cavaleiro jedi.

Chegamos com tempo de sobra, o que facilitou na retirada do chip e no guarda volumes. Tiramos as primeiras fotos e ainda deu tempo para alguns cumprimentos antes do aquecimento, inclusive com o Leandro (e esposa), velho companheiro de trabalho. Foi dia também de gente nova no grupo. A Sylvania, amiga da Marta, vinha com uma meta boa: correr para algo perto de 1 hora 10 minutos, fato que me interessou. Se eu tivesse pique para correr a prova toda, havia calculado que levaria mais ou menos este tempo para concluir o percurso. A coragem que faltava para correr os 10 quilômetros veio quando "ganhei" um coelho para prova.

Seguimos para a baia de largada do pelotão branco. A equipe de apoio da O2 estava realmente controlando o acesso, tanto que o cara ficou atônito ao nos ver com a faixa preta do Pelotão Quênia querendo entrar lá atrás. Foi engraçada a reação dele. Queríamos sair todos reunidos e conseguimos.

Haviam cerca de dez mil corredores aguardando a largada. Com muita organização, seguimos sem sustos ou atropelos. Preciso parabenizar a O2 pela conquista, pois a largada por ritmo é um desafio antigo para as organizadoras de prova.

Assim fomos até o segundo quilômetro e na transição do primeiro posto de hidratação, eu e Sylvania nos desgarramos. Lucilene foi para os 5 quilômetros e a Marta para os 10. Tivemos certeza ao vê-la na Praia de Botafogo alguns minutos atrás. Entre o sexto e sétimo quilômetros senti um pouco a prova, mas deu para vencer o aclive do curvão da Glória. Foi continuar com a hidratação e respirar fundo até a grande reta do aterro. A situação já estava sob controle, quando passamos pelo prédio da FINEP. Bastou manter a concentração até a curva da Cinelândia. A música começou a preencher o percurso e num último suspiro fechamos a prova em 1 hora e 8 minutos. Missão cumprida. Sem monitor, sem treinar há seis semanas, sem noção!

Eu, Marta, Sharlene, Sylvania (frente), Lucilene e Denison
Vieram as medalhas, as frutas e mais fotos. De quebra ainda encontrei outros dos amigos, a Sharlene e o Denison (debutando em corridas de rua). Celebramos mais uma conquista, mais um ciclo vencido. A etapa verão representou muito bem o ano de 2015. Foi um ano difícil, mas o vencido com muito esforço e fé. Seguimos para 2016 animados com as vitórias pessoais e esperançosos de dias ainda melhores. Quem viver, verá!

Boas passadas!

IMPRESSÕES DO EVENTO
Retirada do kit
Fui no primeiro dia e não tive problemas, mesmo com a chuva que caíra na hora do almoço. Pegar o kit foi tranquilo. Sem filas ou lentidão saí da cada amarela com o uniforme do pelotão 1.

A camisa
A qualidade da camisa deste ano é maravilhosa. Quem me dera ter participado das outras duas etapas. Ficarão na coleção pessoal e de uso constante nos treinos.

Postos de hidratação

Apesar da quantidade de corredores, havia água gelada na maior parte dos postos de hidratação, mesmo largando tão atrás não ficamos na mão.

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