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Adidas Boost Endless Run: o relato

Foto: Adidas
Correr é algo tão bom, tão bom que a Adidas criou um evento onde foi possível participar de dois eventos no mesmo dia! Os melhores ainda correram uma terceira prova! A Adidas Boost Endless Run inovou neste ponto, onde a primeira prova teve 10 km, a segunda 5 km e os 100 melhores homens e as 50 melhores mulheres correram um último quilômetro na disputa pelo título deste inusitado evento.
A infraestrutura do evento classifiquei como impecável. Padrão Adidas de ser. Lindas camisas e de altíssima qualidade serviram para situar os inscritos o nível do evento. No espaço montado dentro do Shopping Leblon na sexta e sábado, além da retirada do número de peito, era possível realizar o teste da pisada e saber qual o melhor tênis Adidas para você correr. Tudo bonito e organizado.

Levantar cedo, no domingo, antes mesmo do sol nascer não é uma novidade na minha rotina de corredor. Mas levantar cedo para correr uma prova no Aterro do Flamengo tem um gosto especial, com ou sem horário de verão para roubar uma hora de sono. Como disse no último post, foram oito semanas de treino para chegar até aqui. Fiz o que estava ao meu alcance para chegar bem para esta prova.
A concentração pré-prova foi feita em companhia do Eric e da Isabel. Foi bom para controlar a ansiedade, pois cheguei a pensar em me jogar em meio a multidão na frente do pórtico de largada. Assistimos o início da prova do gramado, em meio aos últimos preparativos e ajuste do Garmin. A pista estava quase vazia, quando o locutor alertou que a largada iria ser encerrada.

Começar às sete ajudaria muito, pois a previsão era de um domingo de calor e muito sol, mas naquele momento o nevoeiro vencia a disputa mantendo o ambiente ameno. Apesar de saber, a pouca concentração perdeu para o "efeito manada" e disparei. Imediatamente o Garmin berrou pedindo para eu reduzir o ritmo. Precisei do primeiro quilômetro para encontrar meu melhor ritmo. Então foi segui em frente ultrapassando um bocado de gente, em meio as muitas lembranças que o aterro me proporcionara neste mais de quatro anos correndo.
No quinto quilômetro um Carb Up para refazer as reservas, sabendo que a conta viria mais a frente. No sétimo quilômetro o desgaste começou a atrapalhar, mas a motivação era maior. ISSO AQUI É O ATERRO DO FLAMENGO. O "Maracanã" do pedestrianismo! Não precisei de muito esforço para recuperar a concentração e manter a força das passadas e os segundos de vantagem em relação ao corredor virtual do Garmin. A meta estava no papo e no último quilômetro ainda encontrei forças para um sprint final e fechar com 57'04". Melhor tempo do ano, deixando para trás as marcas do Circuito Rio Antigo e Athenas.

Primeira meta cumprida. Tínhamos pouco menos de meia hora para nos recompormos para a segunda prova de 5 km. Bebi, comi e fiz alongamento, enquanto conversava com alguns amigos. Drica e Sérgio entraram no tonel de gelo para acelerar a recuperação. Pouco depois me juntei ao Eric e Isabel para trocar impressões da prova e nos preparar para os derradeiros 5 km.
Desta vez eu resolvi me misturar ao pelotão, pois não queria perder muito temo com ultrapassagens. Mas a largada no sentido aeroporto não ajudou muito, pois a passagem pelo viaduto de retorno além de desgastante embolou o pelotão. A idéia de manter o pace em 5'25"/km derreteu com o esforço do viaduto e o sol, finalmente vitorioso sobre o nevoeiro. Esquentou rapidamente e a meta passou a ser correr um pace melhor que o dos 10 km. Qualquer pace! Valeu água na cabeça, na coxa e nas panturrilhas. Eu sentia demais o ritmo, mesmo após dois pontos de hidratação. Vi a placa de retorno um pouco mais a frente e o desânimo quase me fez caminhar, mas ao ver a placa do km 3, percebi que já tinha passado dá metade. No retorno o Garmin acusou que faltavam menos de 1.500 metros. Deu até ânimo e segui perseguindo um outro corredor que tentava se desgarrar. Faltando 500 metros usei o que restava da energia para ultrapassá-lo e fechar com 27'51". Não deu para bater os 26'54" do Circuito Rio Antigo (meu melhor tempo no ano), mas vamos dar um desconto, não é?

O pós-prova foi uma festa. Reencontrar vários amigos foi muito bom. Abraço especial para o Eric, Isabel, Drica, Sérgio, Victor e esposa, além da Claudia (beijos especiais para sua mãezona corredora). Com a bonita medalha no peito vieram as fotos para assinar este fantástico evento.
Que venham os próximos!


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