Pular para o conteúdo principal

Vanderlei Cordeiro teve a honra de acender a pira olímpica

Em 2004 o esporte que eu praticava e respirava era o volei. Valia na quadra, na areia, no video game ou um simples ataque/defesa para esquentar a mão. Quase que sem querer, com a televisão ligada para passar o tempo eu ouvia uma narração muito animada da maratona. Um brasileiro estava na frente. Eu tentei puxar na memória algo sobre atletismo e não me veio nada sobre maratonistas. Lembrei do salto triplo, do salto em distância, dos revezamentos, mas nada sobre corrida de longa distância. Eu tentava entender como "aquele desconhecido" ganhava com uma vantagem absurdamente grande a mais tradicional prova olímpica, até que apareceu aquele maluco. O resto da história vocês já sabem, pois aquela cena está impressa na mente de todos os brasileiros.

Em 2010, quando comecei minha história como corredor, eu não sabia literalmente nada sobre este universo chamado corrida. Tinha apenas uma referência, que li e refleti com muita satisfação. Suas citações sempre simples e objetivas. Usei (e ainda uso) suas palavras como referência.

Vanderlei, Lucas e Eu

Toda vez que passo por uma situação complicada, lembro (dentre outras pessoas e situações) do Vanderlei entrando no estádio olímpico comemorando a medalha de bronze, depois daquela desgraceira quilômetros atrás. É preciso (definitivamente) saber viver... 

... e a corrida, com seus ícones, me mostra uma forma mais bela de se fazer isso.

Boas passadas.

Comentários

  1. Vanderlei é o cara, vc também Andre...Parabéns...
    Bons treinos,
    Jorge Cerqueira
    www.jmaratona.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado, Jorge.
      Mas impressionante é o que vocês fazem.
      Honra poder falar que conheço um ULTRAMARATONISTA.
      Abraço!

      Excluir

Postar um comentário

Obrigado por você passar por aqui.
Deixei sua opinião ou comentário sobre o tema. Uma boa conversa é sempre salutar.
Boas passadas!

Postagens mais visitadas deste blog

André e seu novo tênis: Asics Kayano 20 NYC

Segundo o Garmin Connect foram 771 km corridos em 105 treinos. Foi assim que larguei o aço no meu antigo Asics Kayano 20. Gostei tanto dele que dei um jeito de encontrar seu irmão siamês, criado exclusivamente para homenagear a Maratona de Nova Iorque de 2013. Após o cancelamento da prova em 2012, o retorno de uma das mais tradicionais provas de rua precisava ser cheia de pompa. E a Asics não brincou em serviço. Além de muito bonito, o tênis tem tudo o que preciso para continuar evoluindo até outubro: estabilidade e conforto.
Muito já foi dito sobre a importância (ou não) do tênis na vida de um corredor. Eu sou do time que acredita que um bom tênis faz a diferença, tanto que hoje eu aceito usar qualquer tênis para correr desde que seja o Asics Kayano. Dentre minhas teorias eu acredito que ele seja o tênis mais eficaz para corredores de pisada pronada e que pesem mais de 90 kg. Como já mencionei em outros posts sobre tênis, já tentei utilizar outros modelos sem muito sucesso. Alguns aca…

Asics, Fundação do Câncer e o GEL-Noosa TRI 10

A Asics e a Fundação do Câncer chegam ao terceiro ano de uma campanha, onde 10% da receita da compra de produtos da coleção Accelerate Hope será doada para a Fundação do Câncer. Pesquisando sobre o modelo do tênis envolvido na campanha descobri que este foi feito para pronadores como eu!
A Edição especial da série GEL-Noosa TRI 10 com cores comemorativas da campanha Accelerate Hope, além do visual, a nova entressola Solyte e a placa Propulsion Trusstic garantem melhor amortecimento e resposta mais rápida durante as passadas. A altura do calcanhar reduzida oferece mais performance com um contato mais eficiente.
O que eu sei sobre este modelo?
Praticamente nada. Um verdadeiro tiro no escuro. O blogueiro Victor Caetano deixou seu feedback sobre o modelo no Corrida Urbana. Vale a leitura. O que me chamou atenção foi o menor peso em relação ao Kayano, referência para quem tem pisada pronada (na minha humilde opinião).
O tênis é muito difundido entre triatletas e o cardaço elástico foi feito ju…

Rebuild

Umas das coisas que mais admiro nesta vida é a possibilidade de mudar as coisas. De desenvolver, criar, crescer. Uma das coisas que mais tenho receio nesta vida é o imponderável, pois ele é a pitada de improvável em nossos planos, mas como diria Darwin, os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência. E assim vou eu após praticamente cinco meses sem colocar o tênis.
Sair hoje cedo (não tão cedo quanto nos velhos tempos) para meu primeiro treino do ano foi muito bom. Não aconteceu nada de novo ou inesperado. Trote leve por quarenta minutos, coração com frequência alta e algumas dores de um corpo há muito abandonado.
O céu de outono azulado e sem nuvens era mesmo de outros anos. Os poucos corredores que acordam cedo eram praticamente os mesmos. O que mudou? Tudo, pois a cada passo ficamos mais fortes, mais resilientes e capazes de buscar o melhor para nós e para àqueles que nos cercam. É a busca incansável pelo equilíbrio corpo/mente para viver de uma única m…