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Li e gostei na Runners #35 - setembro 2011


Meu ostracismo resultou em 3 revistas sem ler e hoje começo a tirar o pé da lama com a leitura. Abaixo algumas considerações sobre a edição da RWB de setembro:

1. Como tudo que se consome com moderação, a carne vermelha também pode ser uma aliada para o corredor
2. O Toddynho não é coisa apenas para crianças
3. Ouvir o corpo falar continua sendo a parte mais importante do treino de um corredor
4. Trabalhar o core é definitivamente a base da saúde do corredor
5. As colunas OXIGÊNIO e NO PIQUE sempre me fascinam
6. A reportagem sobre o Bruno Favoretto mostra que os limites estão em nossa mente
7. Continuo procurando respostas sobre qual o melhor tênis para correr: estabilidade X amortecimento?

Dos temos acima, vou destacar os exercícios para reforçar a região central do corpo. Não estou falando apenas os abdominais, pois não podemos esquecer dos exercícios para reforçar a coluna, principalmente nossa região lombar. Fraqueza nas costas leva a má postura na corrida, que pode trazer efeitos colaterais na forma de pisar.
O segundo destaque é a coluna OXIGÊNIO com o artigo LONGE DAS LESÕES, pois vivo exatamente uma situação em que ele descreve. Correr com um incômodo nada tem a ver em correr com dor. Desconfortos iremos sentir, pois faz parte da natureza do esforço. Porém, ignorar os sinais do corpo quanto a dores crônicas e lesões que estejam alterando sua postura no ato de correr é imprudente e irresponsável. Por causa disso, estou a procura de um bom ortopedista esportivo aqui em Niterói, ou no Rio. Há algum tempo sinto um incômodo na região da bacia (acho que a articulação com o fêmur) e neste retornou está mais presente do que antes, possivelmente por eu estar fora de forma. Tratar sempre será melhor do que viver a base de inflamatórios no futuro e ter qualquer esforço físico transformado em um martírio.
O terceiro destaque é por causa do GUIA DO TÊNIS. A leitura deste sempre me faz refletir sobre a minha evolução como corredor. Quando fiz meu primeiro teste de pisada, o resultado havia sido uma pisada levemente pronada. Meses depois eu refiz o teste e o resultado apontou para uma pisada neutra. Depois de muito ler, descobri que a técnica que gradativamente estava desenvolvendo afetou a forma com que eu pisava positivamente, visto que a pronação era leve. Depois disso, me dei ao luxo de testar modelos de tênis para pisadas neutras e tive a grata surpresa de conhecer os tênis da Adidas. Darei ênfase para o Adidas Response Cushion, por se tratar de um tênis de amortecimento e para corredores de pisada neutra. Entre todos os tênis, este foi o que mais me agradou. Até a tal dor no quadril sumiu, possivelmente pelo fato do tênis dar ênfase ao amortecimento. Os tênis com ênfase para estabilidade não foram tão eficiente e posso comprovar minha tese, pois retornei a usar um tênis com ênfase para a estabilidade: o Asics Kayano. Como meu Adidas Response Cushion definhou e o novo modelo não foi muito bem aceito, penso em testar o Asics Cumulus. Se alguém já fez uso deste modelo, agradeço pela manifestação de sua experiência com ele.

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