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Asics Kayano 18: meu legado sobre a corrida

Fazem 11 meses e uns 1.200 quilômetros desde que escrevi meus primeiros comentários sobre este tênis. Provas foram disputadas, terrenos desafiados e meu fiel companheiro sobreviveu com dignidade ao desafio. Heróico, ele durou praticamente duas vezes mais que qualquer tênis que tive. Mas o fascínio por este tênis não é apenas meu. O post que escrevi sobre ele acumula mais de 2.000 visitas! Realmente estamos falando de um produto diferenciado.
Tempos atrás, assistindo uma aula sobre sistemas de produção um professor informou que a cada 100 unidades, 97 saem dentro das especificações, 2 nascem com defeito, enquanto 1 fica acima da média. Me pergunto se fui o felizardo que recebeu este tênis único, ou se meu desenvolvimento técnico contribuiu mais do que eu esperava para durabilidade do tênis. Talvez o próprio tênis tenha ajudado a me desenvolver tecnicamente, visto que foram meses a fio sem nenhuma lesão.
Na volta do último treino percebi que um buraco no tênis, que abrira exibindo meu dedão esquerdo. O forro estourou e comecei a perceber que chegou a fatídica hora da troca do meu companheiro de corrida.
Nestes quatro anos não vi nada parecido. Não sei ao certo o motivo de tanta resistência, mas é certo que desenvolvi uma relação simbiótica com este modelo da Asics.

Por conta deste desenvolvimento físico e técnico eu deveria naturalmente comprar a nova geração do Kayano, mas decidi pelo Asics Geo Neo para ser meu próximo tênis. Mais leve, acho que ele vai me ajudar com os treinos de velocidade. Mais para frente passo novas impressões sobre o modelo que já usei em algumas provas do ano passado.
Se tiver curiosidade para ver alguns posts sobre estes tênis, deixo abaixo os links:

É isso. Boas passadas!

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