Pular para o conteúdo principal

43

Que venham muitas felicidades e outros anos de vida! No último dia 30 mais uma temporada teve início, com muitos motivos para comemorar e muitas conquistas para agradecer. A começar pela saúde, pois com ela todo resto é possível. Graças ao esporte chego aos 43 com cabelos para pentear (verdade que muitos deles são brancos), uma barriga muito modesta e com disposição para seguir em frente. Natação, judô, vôlei, basquete, futebol (no máximo como zagueiro-zagueiro) e finalmente a corrida. Os últimos quatro anos com a corrida me fizeram lembrar dos tempos de escola, onde ter uma atividade física na rotina da semana era algo normal. Apesar das obrigações da vida, a corrida é algo possível nesta apertada agenda. De brinde ainda ganho tempo para organizar esta complexa relação de necessidades versus tempo.
Como de praxe realizei o check up anual e os exames deram todos normais, graças a Deus. De volta ao asfalto, após semanas na areia achando que era um tatuí, chego com a musculatura e tendões fortalecidos para as oito semanas de treino que virão para a terceira etapa da Athenas e a Boost Endless Run Adidas em outubro. Incrível a leveza que se sente no asfalto após tanto tempo na areia. Até a subida em direção ao MAC pareceu mais simples e mais do que nunca acordar cedo para correr é motivo de prazer e celebração. Assistir ao sol nascer trás um sentimento diferente para o dia. Alimenta uma sensação de novo física e espiritualmente dizendo.
A panturrilha aparentemente esta curada, mas continuo prudente e responsável com o alongamento. Quando sinto dores musculares, estas começam pela mardita panturrilha direita, como uma velha ferida de guerra.
Assim sigo em frente, ansioso por rever os amigos do asfalto e por colocar de novo a prova meus limites, com o tênis.

Boas passadas

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

André e seu novo tênis: Asics Gel Cumulus

É o Cumulus! O tênis me obrigou a fazer uma homenagem ao velho humorista que tive a satisfação de conhecer na minha infância, quando os Trapalhões passaram por Recife. Mas Cumulus é o nome do meu novo parceiro de corrida. O Asics Cumulus é um tênis com ênfase no amortecimento, mas não tão caro quanto o Asics Nimbus ou o Asics Kayano. Teste de rua. O tênis é realmente impressionou, com um amortecimento realmente inesperado. Para quem lê pela primeira vez este blog, eu estou trocando os tênis com ênfase em estabilidade por aqueles com ênfase em amortecimento. Há algum tempo busco um bom ortopedista para diagnosticar uma dor, que acho ser na crista ilíaca (depois de muito procurar em mapas de anatomia), ao invés de passar simples anti-inflamatórios.  Eu defendo uma têse de que a dor seja consequência do impacto, tanto que enquanto usei o Adidas Cushion (amortecimento) ela diminuiu. Quando voltei para o Asics Kayano (estabilidade), assim como quando usei o Adidas Sequence ela se fez mais pr…

Você é um corredor iniciante, intermediário ou avançado?

A Runners de fevereiro (Ed. 28) começa com uma matéria muito interessante na seção Treino. A matéria Semanão fala sobre a importância dos ciclos no desenvolvimento do corredor e que tentar colocar em uma única semana todos os tipos de treino é algo realmente complicado, quando não, improvável de ser feito. A sugestão é adotar um intervalo de tempo maior para que possamos incluir todos os treinos necessários para nosso desenvolvimento. A idéia é boa, simples e de praxe a revista ainda apresenta sugestões para os treinos de qualidade. Mas o que mais me marcou na reportagem foi a forma como foi identificado o nível do corredor. É a primeira vez que vejo algo do gênero, então segue o registro:Iniciante: aquele que corre até 24 Km semanaisIntermediário: aquele que corre de 24 Km a 48 Km semanaisAvançado: aquele que corre de 48 Km a 64 Km semanaisComo você se vê? Sua quilometragem semanal será determinante para o desenvolvimento de sua capacidade como corredor, seja seu objetivo ganhar resi…

O segredo dos corredores quenianos

Passei a semana procurando informações sobre corredores quenianos. Achei matérias que justificavam o desempenho deles o fator genético, outros usaram os treinos em altitude (O Quênia está a mais de 2.000 metros do nível do mar) e por fim a dedicação. A matéria O SEGREDO DOS CORREDORES QUENIANOS de Javier Triana humaniza os feitos dos queniano, mostrando mais uma vez que somos fruto do meio. A necessidade mais uma vez faz o homem. Prova disso foi que o "britânico" Mo Farah, vencedor dos 10.000 metros e o Kiprotich de Uganda fizeram. Eles treinam no Quênia, no High Altitude Training Centre, a capital mundial da corrida em distância - veja reportagem na The Finisher.
Com um estilo de vida tão simplório, correr sempre foi algo necessário para cruzar distâncias. Como foi bem dito na reportagem, eram 10 quilômetros para ir para a escola e outros dez para voltar para casa. Assim como a bola está para as crianças brasileiras, a corrida está para as crianças quenianas. A especializaçã…