Seria muito
frustrante chegar hoje ao Aterro do Flamengo após 14 semanas de treinamento e
não conseguir correr o que se pode. Assim na noite de sábado, quase que por
misericórdia, uma frente fria chegou ao Rio trazendo chuva e uma inacreditável
queda na temperatura para os três mil corredores que participaram do Desafio
Boost Rio. Há dois dias o Rio sofria com o dia mais quente do ano, com os
termômetros marcando ao menos 42°C em vários pontos da cidade.
A chuva fina
e a temperatura na casa dos 18°C criaram o cenário ideal para superação de
marcas individuais. Após devida atenção ao aquecimento, segui para a largada
dos 10 km junto com o Eric e Isabel com a estratégia montada. O objetivo era
correr na zona 3 (forte) até o km 5 e depois ver o que era possível fazer. A
situação estava melhor do que qualquer um ali podia sonhar. Agora era manter o
foco e fazer uma boa corrida.
A largada
para os 10K foi forte, mas não como em outros tempos. A perna direita não
trazia muita confiança, apesar do longo aquecimento, mas mesmo assim fechei o
primeiro quilômetro com pace de 05'09". Controlada a adrenalina da largada
segui com o planejado. Como já foi dito, correr com a temperatura entre 16 e 18
graus propicia o bom desempenho de qualquer corredor. O corpo não superaquece e
a fadiga demora a chegar. Em todas as passagens (km a km) o pace nunca foi
superior ao planejado (05'30"/km). A cada passagem o tempo realizado na
Etapa Inverno do Circuito das Estações estava sendo pulverizado. Foram 23
segundos a mais rápido no primeiro quilômetro seguidos de -8, -9, -6, -11, -5,
-4, -9, -19 e -30 para totalizar 53'32". Nada mais nada menos que
01'26" mais rápido. É um pedaço de chão de vantagem.
No intervalo
comi as frutas e bebi o isotônico oferecido pela organização. Depois fui
procurar um canto para colocar as pernas para cima. Pouco antes da largada para
os 5K uma parada no banheiro e um papo rápido com Eric e Isabel sobre a
primeira perna da prova. Me sentia bem e reconfigurei o Virtual Pace do Garmin
para 05'24"/km. Eu ainda não tinha noção que na passagem dos 5 km há pouco
eu já havia batido os 27'15" com 26'50"! Mesmo assim larguei para derrubar
mais uma marca.

Fazia tempo
que não comemorava uma fase tão boa. Sem contusões, ou contra-tempos. Fechar o
final de semana desta forma fez valer a pena cada dia de treino, apesar dos
pesares. A comemoração terminou com as tradicionais fotos e a celebração por mais uma prova vencida.
O circo
armado era menor que o do ano passado. Possivelmente a crise chegou à corrida
de rua também. Algumas coisas ficaram abaixo do esperado, mas nada que
desqualificasse o evento. Assim como no ano passado, os tonéis de gelo estavam
lá para quem quisesse. Achei que iria utilizá-lo, mas a baixa temperatura me
demoveu da ideia. As frutas também estavam aquém do esperado, mas procurando se
achava algo aceitável. As bebidas estavam quentes em vários pontos, mas com a temperatura ambiente baixa não fez diferença.
A medalha
deste ano conseguiu ser ainda mais bonita que a do ano passado e as camisas
continuam como um diferencial. As camisetas da Adidas são fantásticas. Lindas e
duráveis desde 2010! Ainda uso algumas dos tempos que o Circuito das Estações
era Adidas. A viseira foi o presente da vez.
Quero parabenizar para
minha amiga Marcia Baroni, que foi guia para uma atleta com limitação visual. Depois
foi seguir para casa em busca de um canto mais quentinho e sonhar com a próxima
prova.
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Marcia Baroni (direita) e Waldemar (aguachado) |
Espetáculo de performance, hein, meu amigo! Excelente!
ResponderExcluirgrande abraço,
Sergio
Obrigado, meu amigo. É muito bom estar de volta a corrida sem sustos. Fechar o ano assim dá gosto. É planejar a "pré-temporada" para 2016 de metas ainda mais ousadas.
ExcluirConfesso que cheguei a pensar que já havia alcançado meu limite, mas veio uma nova esperança.