Pular para o conteúdo principal

O que fazer com as dicas matadoras para o Desafio Boost - Adidas?

Eu na edição de 2014
O diretor técnico da UPfit Assessoria Esportiva, em entrevista para O2, passou 10 dicas para quem pretende participar da prova organizada pela Adidas.

Quisera eu ter desempenho para estar entre os 200 primeiros colocados e disputar o tiro final de 1 km, mas como este é um outro nível de corrida, contarei o que pretendo fazer, já que correrei apenas a primeira etapa de 10 km e a segunda de 5 km.

10 dicas para o Desafio Boost Endles Run

Use estas orientações para ter a energia necessária e se dar bem no Desafio Boost Endles Run

Existem provas que exigem uma atenção melhor na estratégia durante o percurso, onde qualquer erro pode fazer você “quebrar”, e aquela sensação de frustração pode derrubar qualquer corredor sem planejamento. Em provas, como o  Desafio Boost Endles Run Adidas, que oferecem um modelo diferente de competição (10 km + 5 km +1 km) com foco no desempenho, se o corredor não estiver muito bem preparado pode não chegar ao fim.

O Desafio Boost Endles Run começa com um percurso de 10 km, a ser cumprido no máximo em 1h30. Após um intervalo, acontece a largada para os 5 km. Os 300 melhores corredores – 200 homens e 100 mulheres –, qualificados por tempo, poderão concluir o desafio e disputando a última pensa do desafio com 1 km. Em São Paulo a corrida acontece no dia 13/09, na USP. E no Rio de Janeiro, no dia 18/10, no Aterro do Flamengo.
Para dar um boost na corrida, o treinador Rogério Carvalho elaborou dez dicas para que você conclua o desafio.


1. Acesse o site da organização, conheça os percursos, e se possível, tente treinar pelo menos uma vez em cada um. Em seguida, aplique a estratégia a seguir.
Sempre bom para qualquer prova. Um tempo run no local do evento é realmente algo que pode se tirar vantagem, ou ao menos se precaver contra surpresas. Porém, o Aterro já é meu velho conhecido.

2. Divida a prova dos 10 km em duas partes: 6 km/4 km, 5 km/5 km, 4 km/6 km, 7 km/3k m ou até mesmo 8 km/2 km. Corra a primeira “perna” em ritmo mais controlado, moderado. Na segunda parte, aumente a intensidade. Escolha a estratégia de divisão da prova de acordo com a sua capacidade, desempenho, experiência e treinamentos, pois essa dica é justamente para você evitar “quebrar” e ter condições de correr bem a etapa de 5 km. Não dê os seus 100% na segunda “perna” dos 10 km, pois você ainda tem 5 km pela frente.
Verdade. Sentei a bota nos 10 km e sobrou pouca força para correr o trecho de 5 km no ano passado. A verdade que minha prova alvo foi e será novamente o trecho de 10 km. Irei para os 5 km para tentar baixar os 27'51" que fiz no ano passado.


3. Nos 10 km, evite subir forte e descer forte, segure um pouco o ritmo nesse trecho. Subidas e descidas exigem muito da musculatura e desgastam demais fisiologicamente. Isso pode prejudicar o seu desempenho na prova de 5 km.
Se você está debutando no Aterro do Flamengo, vale saber que dependendo do dia você pode enfrentar um belo vento contra no trecho Glória-Botafogo, além de um leve aclive entre a enseada de Botafogo e o Aterro do Flamengo. É importante saber dosar a energia neste trecho.

4. Nos 10 km e nos 5 km, evite dar aqueles honrosos, glamorosos e heróicos “sprints finais”. Guarde essa energia extra e explosiva para ser usada na prova de 1 km.
Não se aplica a minha realidade. Vou para tentar correr os 10 km abaixo dos 55 minutos.

5. Na prova de 5 km, você já pode correr um pouco mais solto e no ritmo que está acostumado para essa distância. Só não vá tentar fazer a sua melhor marca para 5 km, pois ainda tem o grande desafio de 1 km para fechar a corrida.
Meu melhor tempo do ano para a distância até agora são 27'15". Quem viver, verá!

6. Não corra no ritmo dos outros. Faça a sua prova e ponha em prática a sua estratégia.
Fato! Evite o "efeito manada" e execute o que você planejou durante as semanas de treino. Procure no máximo um coelho para lhe ajudar na manutenção de seu ritmo, mas evite apostar corrida com outras pessoas. Você pode quebrar.

7. Ingerir carboidrato e se hidratar bem antes dos 10 km, durante os 10 km, entre os 10 km e os 5 km, e após os 5 km é imprescindível para que você tenha energia de sobra para correr cada prova, e também para acelerar a recuperação entre cada uma das etapas.
Beba e coma o que a organização oferecer. As quantidades são razoáveis e ajudarão na reposição de energia. Melhor ainda se você já desenvolveu sua estratégia de reposição energética. Se você nunca se preocupou com isso antes, vale ressaltar a importância de se reabastecer a cada 40 minutos para não assistir se desempenho se deteriorar durante a corrida, principalmente pelo calor que faz nesta época do ano.

8. Após os 10 km e os 5 km, faça alongamentos LEVES e RELAXE as pernas. Deite um pouco e eleve um pouco as pernas, apoiando em um banco, por exemplo. Isso irá favorecer a circulação sanguínea, o retorno venoso e, consequentemente, a recuperação muscular. Você pode colocar bolsa (ou saco) de gelo nos quadríceps e nas panturrilhas por 10 a 15 minutos, para acelerar a recuperação muscular. Se houver a possibilidade, faça massagem leve nas pernas, pois isso também ajuda na recuperação. Faltando de 15 a 20 minutos para a próxima prova, levante-se e comece a se reaquecer.
Tomarei coragem para entrar no tanque de gelo para acelerar minha recuperação para os 5 km.

9. Se possível, use um tênis para correr 10 km, outro para correr 5 km, e na prova de 1 km coloque novamente o tênis que correu os 10 km. Isso dará uma maior sensação de bem-estar durante cada etapa. Vista sempre meias secas, após cada prova.
Trocar o tênis é um exagero em meu universo, mas levarei um par de meias extras com certeza. Ficar descalço após os 10 km foi reconfortante no ano passado.

10. Na sexta-feira que antecede o Desafio Boost Endles Run, faça apenas treino de rodagem. Na véspera (sábado), faça um DAY-OFF. Lembre-se que é importante chegar na prova bem descansado e sem dores ou sequelas musculares.

(Fonte: Rogério Carvalho, diretor técnico da UPfit Assessoria Esportiva, de São Paulo)

Manter uma rotina de alongamento e descanso é crucial para quem começa a sonhar com distâncias maiores. O Desafio Boost é um belo ensaio para quem quer consolidar o desempenho nas 10 milhas, ou está a caminho de uma meia-maratona. No meu caso, o Desafio Boost é a consolação após um 2014 repleto de lesões e pouco descanso. Sigo animado e com meta definida para prova deste ano, espero que você também.
Boas passadas!
#boostrio


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Do jeito que dá

A crise realmente chegou para todos. Da mesma forma que Lelo Apovian relata (na matéria A corrida não pode parar, publicada recentemente no site da Runners World Brasil) que a vida não está fácil para quem vive da corrida, não está fácil para nós que desafiamos o orçamento do mês para encaixar eventualmente acessórios e inscrições nas despesas mensais. É preciso se planejar e saber quanto é quando gastar. Nestas horas relembro de informações cortadas nestes anos de corrida. Uma que se aplica bem a este momento foi dita pelo nosso melhor maratonista (na minha humilde opinião) de todos os tempos. Vanderlei disse que se preparava para participar em alto nível de suas provas em média num ano. Particularmente algo sensato até para nós amadores, já que a maioria das planilhas treino (genética ou não), sugerem oito semanas de treino para um prova. Além de bom adequado, fisiologicamente dizendo, faz bem para o bolso nos dias atuais. Muitas organizações sabendo que as pessoas serão mais criteri…

Asics, Fundação do Câncer e o GEL-Noosa TRI 10

A Asics e a Fundação do Câncer chegam ao terceiro ano de uma campanha, onde 10% da receita da compra de produtos da coleção Accelerate Hope será doada para a Fundação do Câncer. Pesquisando sobre o modelo do tênis envolvido na campanha descobri que este foi feito para pronadores como eu!
A Edição especial da série GEL-Noosa TRI 10 com cores comemorativas da campanha Accelerate Hope, além do visual, a nova entressola Solyte e a placa Propulsion Trusstic garantem melhor amortecimento e resposta mais rápida durante as passadas. A altura do calcanhar reduzida oferece mais performance com um contato mais eficiente.
O que eu sei sobre este modelo?
Praticamente nada. Um verdadeiro tiro no escuro. O blogueiro Victor Caetano deixou seu feedback sobre o modelo no Corrida Urbana. Vale a leitura. O que me chamou atenção foi o menor peso em relação ao Kayano, referência para quem tem pisada pronada (na minha humilde opinião).
O tênis é muito difundido entre triatletas e o cardaço elástico foi feito ju…

Rebuild

Umas das coisas que mais admiro nesta vida é a possibilidade de mudar as coisas. De desenvolver, criar, crescer. Uma das coisas que mais tenho receio nesta vida é o imponderável, pois ele é a pitada de improvável em nossos planos, mas como diria Darwin, os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência. E assim vou eu após praticamente cinco meses sem colocar o tênis.
Sair hoje cedo (não tão cedo quanto nos velhos tempos) para meu primeiro treino do ano foi muito bom. Não aconteceu nada de novo ou inesperado. Trote leve por quarenta minutos, coração com frequência alta e algumas dores de um corpo há muito abandonado.
O céu de outono azulado e sem nuvens era mesmo de outros anos. Os poucos corredores que acordam cedo eram praticamente os mesmos. O que mudou? Tudo, pois a cada passo ficamos mais fortes, mais resilientes e capazes de buscar o melhor para nós e para àqueles que nos cercam. É a busca incansável pelo equilíbrio corpo/mente para viver de uma única m…