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Impressões sobre o primeiro ciclo de treinos de 2017

O início foi complicado, como já era de se esperar. A asma foi o vilão a ser vencido nestas primeiras oito semanas. Ainda não estou livre dela, mas consegui reduzir significativamente o uso dos medicamentos. 
Tive poucas dores musculares, que foram bem contornadas com o alongamento após os treinos.
A sétima semana terminou com um treino até a praia. Consegui esticar a corrida até a esquina da Av. Presidente Backer e retornar. Fato raro, já que os treinos deste primeiro ciclo foram curtos.

Vamos em frente!
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Saúde a cada passada

Seis semanas depois e posso dizer que minha evolução física já me trouxe muita alegria. Não apenas pela evolução do pace de algo acima de 9 min/km para abaixo de 8 km/min, mas pela redução do uso de medicamentos. O corpo começa a ganhar forças para enfrentar este inverno e a cabeça melhora junto. 
Faltando duas semanas para acabar a planilha retorno de lesão do site da O2 por minuto, começo a pensar no próximo passo.

1 mês depois...

Realizei 11 dos 12 treinos previstos para o período. Um feito apesar das crises respiratórias que tem me perseguido. Verdade também que muitos treinos foram em intensidade abaixo do desejado, mas é difícil correr respirando pelo canudinho. Paralelamente a corrida sigo com a medicação na esperança de reencontrar os velhos tempos.

O náufrago e o corredor

A situação está ficando melhor a cada dia, tanto que não parei sequer para fazer o registro do sexta. Mas o melhor veio no domingo, com um treino totalmente dentro da frequência cardíaca programada e com o discreto aumento de velocidade no intervalado. Foi muito bom correr mais de cinco quilômetros depois de tanto tempo e perceber que o corpo ainda gosta do exercício. O sistema respiratório vem melhorando, mas ainda sofro bastante no início dos treinos e nos dias sem treino. Sigo com o uso eventual da bombinha para manter a asma controlada. O momento atual me remeteu a uma cena do filme o náufrago, interpretado por Tom Hanks, onde ele sofreu para escapar da arrebentação, ganhar o oceano, e consequentemente um caminho para sua liberdade. Não foi fácil, nem haveria ser. Foi preciso muito planejamento e transpiração para chegar aquele dia com chances reais sucesso. No "exílio" de meus pensamento preciso encontrar um jeito de conciliar compromissos, responsabilidades e a corrida.…

A primeira semana depois de muitas

Não importa se você é iniciante ou um veterano voltando a treinar depois de um tempo parado. A primeira semana é sempre a primeira semana. Frequência cardíaca acima do estabelecido, forçando um treino mais lento. No meu caso ainda teve a minha asma como obstáculo. Os treinos mais pareciam sessões de exorcismo, com o corpo lutando contra todas as sinusites, rinites, bronquites e outras ites que eu possa ter e não sabia, antes, durante ou depois dos treinos.

Recomeço

Olá. Me chamo André. Eu tenho asma. Mas apesar dela, eu sempre adorei praticar esportes. Desde pequeno. Corri como toda criança, andei de bicicleta, brinquei na praia, na piscina, mas alguns dias por um motivo que sempre desconheci ela aparecia. Me acordava a noite se sufocando, impedindo minha respiração. Dali em diante eram horas de agonia para que os remédios fizessem efeito e me tirassem da crise. Foi assim por muito tempo. Muito mesmo. Dizem que muita gente se livrou da asma quando chegou a maior idade. Sinceramente, nunca tive esta esperança, pois ela sempre me espreitou. Nunca se ausentou por tempo suficiente para eu achar que havia me livrado dela. Asma. Minha asma. Aprendi na prática que qualquer atividade aeróbica ajudava a controlar a minha asma. No início eu acreditava que apenas a natação conseguia me ajudar a domar este monstro, mas os anos de corrida me mostraram havia solução também fora d'água. E assim corrida de tudo um pouco.  Provas de cinco, dez, meias e até um…

Da vergonha à Glória

Navegando recentemente descobri que a origem do sobrenome Silva vem dos tempos do Império Romano. Este que foi uma das maiores forças militares da humanidade denominava todos os povos que se refugiavam nas florestas (onde hoje conhecemos como Península Ibérica) como Silva. Silva que em latim significa selva, floresta, mata.
A história avançou e chegou à Vera Cruz. Muitos portugueses buscando o anonimato (não irei discutir a motivação do fato) adotaram o sobrenome Silva ao virem para o Brasil tentarem uma nova vida. Em nosso solo, o agora sobrenome Silva se estendeu aos escravos, já que a maioria perdeu suas referências após serem sequestrados no território africano.
Durante muito tempo percebi que a vergonha pesava sobre aqueles que carregavam o Silva em seus nomes. Era algo comum. Do povo, há tempos abandonado a própria sorte pelos poderosos. Mas como ouvi um dia no filme JurassicPark, "a natureza sempre encontra um meio de prevalecer". Ela trás consigo poder para maioria. As…