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Li e gostei na O2 de janeiro #93

Zé Lúcio Cardim foi muito feliz em intitular a seção largada com a palavra perseverança. Talvez não exista outra palavra que descreva de forma tão exata um corredor. Apenas com perseverança somos capazes de continuar seguindo nossos treinos e adequando nossas metas a esta vida caótica e imperativa que vivemos nos dias de hoje. A disposição para treinar precisa ser igual ou até maior do que a utilizada para trabalhar, pois o que nós amadores que treinamos antes ou depois do trabalho não ambicionamos retorno financeiro com a corrida, mas qualidade de vida. Esta força que buscamos para ir além da rotina é que nos faz diferentes, mais confidentes e perseguidores de objetivos correndo e em outras áreas de nossa vida. Se um dia faltar motivação para correr, lembre-se que você pode estar desistindo de quem você se tornou. E não estou falando do corredor(a). 
Para ser mais rápido. Se você acompanha as matérias nos sites especializados, ou se treina com apoio de uma assessoria esportiva deve saber que os treinos longos de baixa intensidade servem para aumentar sua resistência e os treinos mais curtos com alta intensidade servem para ganharmos força e velocidade (independente do nível que você se encontre). Aproveitando a dica, queria lhe lembrar a importância dos intervalados nas semanas que antecendem a prova. Se a rotina de treinos foi mantida desde de a última prova, com este "polimento" poderemos chegar voando na próxima prova. No meu caso, a Adidas Outuno/11 - Rio de Janeiro, no segundo domingo de março.
Um pouco mais distante. Não bastasse as novidades da revista, esbarrei em uma matéria no site da Revista O2 para reforçar os conceitos apresentados na matéria rumo aos 21 Km. Estou falando da matéria Correr longas distâncias, assinada por Miguel Sarkis. Até ler esta matéria eu considerava longão o treino do final de semana, por ser o mais extenso dos três que pratico durante a semana. Para que mantém uma média de 7 Km na terça e na quinta, fazer 12 Km no final de semana pareceu algo significante, até ler que um longão é caracterizado por distâncias superiores a 15 Km.
O plano. Mordido, pensei em como eu poderia alcançar tal distância. Além de ter que planejar um novo trajeto, já imaginava o que representaria aumentar em mais 25% este longo treino. Até então, eu utilizava um circuito para cumprir os 12 Km, mas eu precisava dar duas voltas entre a praia de São Francisco e Charitas para cumprir a distância. Mas fazer 15 Km seria diferente. O desafio era mais que logístico, seria mental. Assim, optei por deixar o carro em Icaraí e fazer um trajeto de forma que para voltar ao carro, teria que correr os 15 Km, ou pegar um ônibus se caisse cansado.
O treino. Saindo da praia de Icaraí segui em direção para São Francisco pela Estrada Fróes, pois achei melhor enfrentar o maior trecho e com menos sombras primeiro. Na volta ainda havia a esperança dos prédios da orla estarem encobrindo o calçadão da Praia de Icaraí. Todos os pesadelos de treinamentos mais longos e com calor excessivo vieram a tona neste longão. A necessidade de se ir ao banheiro por causa da quantidade de água consumida para me sentir hidratado, a fadiga muscular em detrimento do calor e do tamanho do treino. Mais que beber a água, utilizei-a para molhar inúmeras vezes a cabeça e as costas. Para completar os últimos 5 quilômetros, molhei as cochas e os braços, pois molhar apenas a cabeça não estava mais surtindo efeito. Juntando a isso os grandes trechos de sombra no final da Estrada Fróes e do início da Praia de Icaraí, consegui ânimo suficiente para correr os 15,8 Km de treino em pouco menos de 1 hora e 50 minutos.

Em invasão 3G fui apresentado a quatro programas que podem substituir os relógios com GPS. Falo do RunKeeper, Nike+, iMap My Run e Runtastic. Dos quatro, me simpatizei com o terceiro e iniciei os testes para verificar a eficiência do programa.  Em breve passo os detalhes da experiência para você.
Coisas da Internet. O site webrun.com.br lançou a matéria “Tênis caro e de grife não garante melhora na perfomance dos atletas, revela estudo”. Para os curiosos, vale a leitura, mas ao ler as duas páginas da matéria coloco minhas críticas. A tecnologia dos tênis atuais são a última geração, digo, é o que se tem de melhor no mercado baseado e fundamentado por alguém em algum momento. Se o novo tênis propõe um novo paradigma mais eficiente, só o tempo dirá. Em relação a correr descalço, acho que existem pessoas excepcionais nesta vida para se tentar proezas do gênero, mas que dificilmente precisam utilizar sapatos em seu dia-a-dia. Esta situação me pareceu tão extrema, pois Bikila (veja o vídeo no final da matéria) ao conquistar seu bi-campeonato olímpico não o fez descalço. Curioso, não?
Veja em Tênis caro e de grife não garante melhora na perfomance dos atletas, revela estudo

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