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2100 Km depois...

Há quatro anos eu e minha esposa saíamos da Polícia Federal com os passaportes para fazermos a viagem de nossas vidas. Atravessar o Atlântico em direção à Europa, mais especificamente para Itália. Nossa lua-de-mel em Roma. Ler a matéria" O caminho de Roma, de Adriana Marino, trouxe lembranças maravilhosas a tona de um passeio marcado por longas andanças. Foi uma maravilhosa semana com bem mais de 20 km caminhados.
Em 2008 eu não me imaginava corredor, mas já possuía um tênis como companheiro em um dos momentos mais emblemáticos de minha vida. Eu poderia escrever parágrafos e mais parágrafos sobre Roma, mais resumirei dizendo que aquela cidade é o berço da civilização ocidental e que deveria ser estar na lista de coisas a fazer antes morrer de qualquer pessoa.
As pouco mais de três horas de um trotão descritos pela Adriana Marmo provocaram saudades... de Roma e de uma boa corrida :-)
A matéria de John Hanc, entitulada Temperatura Máxima deveria ser incluída como matéria permanente no site da RW. Corri uma etapa de verão do Circuito das Estações Adidas e a Corrida da Paz. O som mais ouvido nos 10 Km foi o da sirene das ambulâncias. Muita gente teve que ser socorrida por causa da hipertermia. A tentativa de melhorar meu recorde pessoal se transformou em um treino leve como alguns amigos em ambas oportunidades. Desde então evito as provas no período de verão. É um esforço que o corpo de um atleta amador não precisa ser submetido. Até meus treinos decidi manter na parte da manhã, em uma temperatura mais amena (se é que podemos considerar 24 graus às cinco e meia da manhã ameno) e com menos poluição.
Por falar em treino, a coluna pelotão da frente fala sobre ritmo nos treinos, ou melhor nos tempo runs que fazemos freqüentemente para avaliar nossas condições para uma prova. É uma das melhores formas de se aumentar a resistência. Eu, particularmente gosto muito também de realizar o Teste de Cooper ao final de cada ciclo. Herança das poucas semanas que pude trabalhar com uma assessoria esportiva.
Normalmente eu não externo opiniões sobre a alimentação. Acho algo muito particular a um indivíduo, mas achei uma novidade nesta edição. Todos sabemos sobre a vantagem de uma alimentação a base de carboidratos às vésperas de uma prova, mas eu nunca havia lido que fazê-lo apenas no dia anterior não acumularia uma reserva de energia suficiente para uma prova de grande esforço. Em alguns casos a matéria da coluna energia recomenda iniciar a alimentação a base de carboidratos até três dias antes da prova, para sua reserva de glicogênio estar ao máximo. Claro que devemos nos atentar a proporção de comida a prova que disputaremos. Vale a leitura.
A coluna Boca livre trás de forma quase cômica formas para você justificar a seus amigos o motivo pelo qual você abandonou velhos e maus (para quem resolve cuidar da saúde com a corrida) hábitos. Ela mostra que é possível manter uma vida social e correr, com alguns poucos ajustes de hábitos e jogo de cintura.
Para os adeptos dos exercícios funcionais a coluna Pronto-socorro trás outros exercícios. Confesso que o número 3 e 4 são novidades para mim. Não fique irritado com o comentário simplista e sem detalhes dos exercícios, pois em breve penso em publicar uma resenha sobre exercícios funcionais.

Para quem está me lendo pela primeira vez, eu comecei a pesquisar sobre exercícios funcionais, devido a falta de tempo para frequentar uma academia e o receio de me lesionar por não efetuar um reforço muscular.
A história do Marcel Mendes e os 100boleto.com uma prova de amor a corrida. Confesso que sinto falta de uma tribo, mas meu horário não colabora. Pagar por uma assessoria esportiva neste momento seria rasgar dinheiro.

A coluna oxigênio fala sobre o retorno cadenciado aos treinos para àqueles que deram férias para os tênis neste verão. Voltar sem se preocupar com velocidade é uma prerrogativa salutar. O corpo vai ter que abandonar a letargia e os músculos precisarão de algum tempo para trabalhar no velho e bom ritmo. Mário Sérgio radicaliza e sugere que nem o relógio deve ser usado nesta pré-temporada.
Marcos Paulo foi taxativo: amadores deveriam correr apenas uma maratona ao ano na coluna No pique. As alegações giram em torno do óbvio: treinamento adequado, tempo de recuperação e alimentação regrada.
Deixei o fartlek do Iberê para o final. A paixão pela corrida é quase tátil ao ler sua coluna Senta a bota!. A insurreição contra as máquinas sugerida por ele é reflexo do seu amor pelo esporte, mas eu não tenho forças para superar meu TOC (transtorno obsessivo compulsivo) por meu Runkeeper.
Foi bom escrever muito depois de tanto tempo. Foi bom voltar a pensar em corrida depois de tantos fantasmas. É bom comemorar 2100 Km, quase 200 treinos, um blog com quase 6 mil visitas, vários amigos e outros muitos novos por causa de um objetivo em comum: a corrida. Reclamar do que? A corrida me permitiu conhecer a faceta mais positiva das mais diferentes pessoas neste últimos dois anos. É talvez o mecanismo de integração social mais poderoso de nossos tempos.
Google Maps. Sergipe já passou e Maceió vai ficando para trás. Falta um "cadin" para chegar em minha terra natal, Recife.
Boas passadas. Espero revê-los ou lê-los em breve.

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