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Cinto de segurança

O intervalado da última quinta-feira tinha tudo para ser um treino como outro qualquer. Na noite anterior me deitei cedo, deixei roupas e tênis arrumados e o Runkeeper configurado. Levantei no horário no dia seguinte, engoli um copo de iogurte, um pedaço de panetone e fui me arrumar. Tudo certo até perceber que o monitor cardíaco não estava na prateleira. Meu pequeno rebento deve ter alcançado o cobiçado relógio e levado para algum lugar da casa. A breve procura foi em vão e eu não tinha muio mais tempo. Ou saía para treinar aquela hora, ou desistiria para não chegar atrasado ao trabalho.
Treinar sem o monitor cardíaco foi mais que vencer o TOC, que todo virginiano adquire com sua rotina minuciosamente planejada. A sensação era de estar dirigindo um carro em velocidade, sem o cinto de segurança. Depois de quase dois anos de treinos era sabido que o nível de esforço daquele treino era moderado e não havia riscos de alcançar níveis extremos na freqüência cardíaca. Foi fácil racionalizar, mas difícil absorver. Fiz o treino, mas o ritmo acabou abaixo da intensidade de outros semelhantes no passado.
O uso do monitor cardíaco é essencial para o auto-conhecimento do corpo e do condicionamento que você possuímos. Além disso, como a maioria das planilhas se fazem do ritmo do seu coração (veja FCM) para determinar a intensidade e duração dos treinos, treinar sem o apetrecho torna-se algo complicado para os iniciantes. É um hábito dos mais experientes, que já possuem noção de seus limites.
De qualquer forma, foi um bom treino e a foto que ilustra este post é a prova de como é bom treinar de manhã em Niterói.
Calendário de corridas 2012. Parece que algumas provas tiveram suas datas alteradas. A meia de Floripa foi para junho, coincidindo com a Maratona do Rio. Ainda não vi se a Golden Four Asics está confirmada e a data da Corrida da Ponte. Certo apenas o Circuito das Estações Adidas, que já está com as inscrições abertas.
A volta aos treinos aguça o interesse pelas provas. Estas são marcos para registrarmos nossa evolução e matar a saudade dos amigos de corrida.
Boas passadas.

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