Pular para o conteúdo principal

A musculação e a corrida

Nas últimas semanas a carga de treinos têm subido vagarosamente e meu condicionamento junto com ela. O volume semanal que iniciara com poucos mais de 23 Km, hoje beira os 30 Km. Nada absurdo, pois foi um aumento gradual e sem abusos. Apesar do cuidado, eu sentia um leve desconforto irradiar do quadril. Era a bursite me dando bom dia e me lembrando do reforço muscular recomendado pelo ortopedista. Se pretendo continuar correndo com qualidade, eu tenho que dar um jeito de incluir a musculação na agenda semanal.
Como não imagino uma vida saudável sem corrida (ainda mais de rua), fiz a inscrição em uma academia. Descobri que estou mais baixo e mais pesado do que pensava. Assim, não tenho mais 1,98m. Depois de três aferições eu agora tenho 1,94m. Conversando com um dos professores sobre o resultado, ele me disse que a avaliação no final do dia tende a apresentar alterações. Quanto ao peso, veio o susto: foram marcados 96 Kg naquela balança mequetrefe. Confesso que esperava estar aos menos 2 Kg mais magro. O índice de gordura corporal ficou em 18% e o IMC beirando 26 pontos. Muito alto para quem convivia com ele perto de 23. Lembrarei destes números nas próximas festas de final de ano. Transcrevendo meu camarada e blogueiro Fábio (visitem http://42afrente.blogspot.com/), tenho que "queimar o bacon".
Ter esta avaliação é interessante para comparação futura do esforço, desempenho ou simplesmente do que temos colocado no prato como fonte de energia. Outro item que será colocado a prova é o tempo de recuperação. Com uma agenda semanal com mais atividades, as horas de sono serão cruciais para um desenvolvimento físico mental adequado. Minha capacidade de organização vai ser posta a prova para eu não desenvolver um quadro de overtraining e conciliar família, trabalho e esporte.
Musculação. Ficou definida para as primeiras semanas uma série para adaptação. O objetivo é informar ao corpo sobre os novos estímulos. Depois virão os exercícios com carga maior. Com esta linha de trabalho, recomendada inclusive na última RW, possivelmente chegarei melhor condicionado no inverno, onde estão minhas provas alvo.
Escadas. Com esta agenda complicada que tenho, ao menos o interesse em fazer os treinos em escadas parece ter retornado. Eu preciso ir à musculação ao menos duas vezes na semana. Três seria um sonho, porém distante. Nos dias que eu furar a academia vou me obrigar a fazer algumas séries nas escadas aqui do condomínio. É o jeito...
Ainda falando da musculação, vai uma informação interessante da matéria divulgada pelo Iberê na coluna SENTA A BOTA. De forma muito simples o Iberê divide os grupamentos musculares que usamos para correr em dois: o de resistência e o de força. O primeiro obviamente muito solicitado para exercícios prolongados e o segundo para as atividades de explosão. Porém estudos comprovaram que as fibras musculares de força também são exigidas nas corridas de longa distância, quando os grupos musculares de resistência apresentam sinais de fadiga. Em teste controlado, ficou provado que realizar séries de força na musculação (poucas repetições e muito peso) trazem melhores resultados que simplesmente correr, ou realizar as séries convencionalmente conhecidas com muitas repetições e pouco peso. Assim, além de evitar lesões ainda posso ganhar velocidade para minhas passadas.
Coração. Continuando a reflexão sobre limite saudável para nossos corações, a RW fala sobre a importância de se alimentar em pequenos intervalos. Esta rotina ajuda a manter o metabolismo acelerado, mantendo o coração funcionando em uma freqüência razoável e de quebra auxilia na queima de gordura. Logo, comer emagrece, mas apenas se o que escolher para e quando comer forem adequados. Por exemplo, eu particularmente tenho dificuldades para carregar frutas, ótimas opções para o meio da manhã e para o lanche da tarde. Assim, optei pelo damasco seco e pelo grão de soja salgado e torrado. Eventualme arrumo um biscoito integral. Se você já entrou na casa dos trinta, esta estratégia é muito importante, visto que se metabolismo já começou a desacelerar.
Por fim, a matéria que havia chamado a atenção na capa da RW. Cerveja compromete o desempenho de um corredor? Responderei esta pergunta com outra pergunta: alguém sai para tomar um, ou dous chopinhos com os amigos? Se sua resposta for sim, você gostará do que vai ler. Se sua resposta for não, você precisa saber o que acontece consigo quando resolver correr transpirando a cerca rua a fora.
Circuito Athenas 10K. Depois de oito meses, voltarei a correr uma prova oficial. Tô pilhado novamente!
Boas passadas!

Comentários

  1. Então vamos junto queimar todo o Bancon... rsrsrsrsrsrs

    Abs

    Fábio
    www.42afrente@blogspot.com

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigado por você passar por aqui.
Deixei sua opinião ou comentário sobre o tema. Uma boa conversa é sempre salutar.
Boas passadas!

Postagens mais visitadas deste blog

Do jeito que dá

A crise realmente chegou para todos. Da mesma forma que Lelo Apovian relata (na matéria A corrida não pode parar, publicada recentemente no site da Runners World Brasil) que a vida não está fácil para quem vive da corrida, não está fácil para nós que desafiamos o orçamento do mês para encaixar eventualmente acessórios e inscrições nas despesas mensais. É preciso se planejar e saber quanto é quando gastar. Nestas horas relembro de informações cortadas nestes anos de corrida. Uma que se aplica bem a este momento foi dita pelo nosso melhor maratonista (na minha humilde opinião) de todos os tempos. Vanderlei disse que se preparava para participar em alto nível de suas provas em média num ano. Particularmente algo sensato até para nós amadores, já que a maioria das planilhas treino (genética ou não), sugerem oito semanas de treino para um prova. Além de bom adequado, fisiologicamente dizendo, faz bem para o bolso nos dias atuais. Muitas organizações sabendo que as pessoas serão mais criteri…

Asics, Fundação do Câncer e o GEL-Noosa TRI 10

A Asics e a Fundação do Câncer chegam ao terceiro ano de uma campanha, onde 10% da receita da compra de produtos da coleção Accelerate Hope será doada para a Fundação do Câncer. Pesquisando sobre o modelo do tênis envolvido na campanha descobri que este foi feito para pronadores como eu!
A Edição especial da série GEL-Noosa TRI 10 com cores comemorativas da campanha Accelerate Hope, além do visual, a nova entressola Solyte e a placa Propulsion Trusstic garantem melhor amortecimento e resposta mais rápida durante as passadas. A altura do calcanhar reduzida oferece mais performance com um contato mais eficiente.
O que eu sei sobre este modelo?
Praticamente nada. Um verdadeiro tiro no escuro. O blogueiro Victor Caetano deixou seu feedback sobre o modelo no Corrida Urbana. Vale a leitura. O que me chamou atenção foi o menor peso em relação ao Kayano, referência para quem tem pisada pronada (na minha humilde opinião).
O tênis é muito difundido entre triatletas e o cardaço elástico foi feito ju…

Rebuild

Umas das coisas que mais admiro nesta vida é a possibilidade de mudar as coisas. De desenvolver, criar, crescer. Uma das coisas que mais tenho receio nesta vida é o imponderável, pois ele é a pitada de improvável em nossos planos, mas como diria Darwin, os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência. E assim vou eu após praticamente cinco meses sem colocar o tênis.
Sair hoje cedo (não tão cedo quanto nos velhos tempos) para meu primeiro treino do ano foi muito bom. Não aconteceu nada de novo ou inesperado. Trote leve por quarenta minutos, coração com frequência alta e algumas dores de um corpo há muito abandonado.
O céu de outono azulado e sem nuvens era mesmo de outros anos. Os poucos corredores que acordam cedo eram praticamente os mesmos. O que mudou? Tudo, pois a cada passo ficamos mais fortes, mais resilientes e capazes de buscar o melhor para nós e para àqueles que nos cercam. É a busca incansável pelo equilíbrio corpo/mente para viver de uma única m…