Faltando 56 dias para a Golden Four Asics completei 2400 Km corridos. Ufa! Em algum lugar alguém escreveu que manter o foco era fundamental, pois estabelecida a rotina, a endorfina daria conta de reforçar o hábito. Assim, além de manter este blog, eu tinha um objetivo: marcar minha quilometragem no trajeto do Rio até Recife, fazendo o mesmo caminho que meu pai fazia em nossas viagens de verão. A missão foi cumprida. Cheguei a porta da minha antiga casa em Recife. Foram pouco mais de dois anos de treino, onde corpo e mente foram reciclados. Não sou mais a mesma pessoa. As prioridades mudaram. O estilo de vida mudou. Aprendi a ver a vida com mais alegria e a enfrentar as adversidades como lições a serem aprendidas. Treinar e correr para uma meia-maratona me fez mais paciente, pois é um legítimo teste de resiliência.
PARA ONDE IR AGORA?
2400 Km depois eu cheguei a minha antiga casa. Fiquei pensando para onde eu iria depois disso, então decidi VOLTAR! Acho que vou descer até Floripa, outro lugar que gostei muito de conhecer.
O que vou escrever não é regra, mas tão pouco é algo incomum. Na própria Revista O2 o assunto é abordado de duas formas distintas. O Marcello Butenas no início da revista fala o quanto gosta de ouvir música enquanto corre. Lhe dá mais ritmo, mais ânimo. Confesso que já corri muito com música, mas parece que atingi alguma etapa, ou nível de concentração há alguns meses e tudo mudou. Parece que eu estava tendo acesso a um conhecimento maior, antes adormecido. A situação me lembra a cena onde Luke Skywalker estava para disparar contra a Estrela da Morte no filme Star Wars Episódio IV: Uma nova esperança. Faltando poucos instantes para o momento mais importante da batalha, ele simplesmente desliga o computador de mira depois de ouvir Obiwan lhe dizer "Luke, confie na força". Naquele momento algo mudara na vida daquele aprendiz de jedi. Algo mudara em mim naquele dia.
Eu atravessava a Praia de Icaraí em direção ao Museu de Arte Contemporânea, quando a música começou a atrapalhar mais do que ajudar. Nenhum dos álbuns que eu possuía no aparelho pareciam bons o suficiente aquele dia. Então simplesmente desliguei o MP3 e continuei correndo, agora ouvindo o que realmente precisava, minha respiração e minhas passadas. Chegara o momento da integração plena entre corpo e mente.
Aquele momento de introspecção trouxe uma satisfação muito grande. Em meio ao devaneio temi que aquele instante de plenitude fosse contaminado com preocupações ou problemas, mas a mente trabalhava de outra forma. Lendo as palavras da Monge Coen eu compreendo que consegui entrar em alfa (ou algo do gênero), apesar de estar correndo. Foi uma experiência fascinante. Na verdade continua sendo, pois nos últimos meses raramente coloquei meu MP3 para correr.
Boas passadas!
PARA ONDE IR AGORA?
2400 Km depois eu cheguei a minha antiga casa. Fiquei pensando para onde eu iria depois disso, então decidi VOLTAR! Acho que vou descer até Floripa, outro lugar que gostei muito de conhecer.
Hoje dou mais valor ao tempo, a família e aos amigos que compreenderam a mudança. Tenho mais saúde, menos vícios (salvo correr) e menos urgências. Aprendi a valorizar o presente e perceber que o futuro nada mais é do que a continuação do que semeamos.
Tudo isso para falar de qualidade de vida. O tema veio depois da leitura da Revista O2 do mês de abril (#108), que veio transpirando o tema bem estar provocado pelo ato de correr. Foram tantas boas matérias que é difícil destacar uma. A história da monge corredora, os grupos de corridas incentivados em empresas, a coluna do Marcos Caetano, o Deep Running, os benefícios do chocolate, além de algumas outras notas. Mas o destaque deste mês ficará para a coluna no Nuno Cobra. O artigo CABEÇA DE PROFISSIONAL fala sobre a ansiedade humana. Sobre o imediatismo exigido em todas as coisas, inclusive na corrida. Mas o Cobra lembra que o desenvolvimento físico e técnico é um processo gradativo, que tentar queimar etapas não trará benefícios ao corredor. Pelo contrário, o colocará em rota de colisão com o lado ruim da corrida. Falo do overtranning, contusões, desmotivação, estresse, entre outros. Ele lembra que até o Ayrton Senna passou por esta ansiedade, mas que sua crença em métodos e seu incomparável desejo de vencer o fez seguir o plano de treinamento com muito rigor. Tal dedicação se tornou um diferencial na condução daqueles maravilhosos bólidos. Seu condicionamento permitia a ele fazer coisas que outros não tinha condições. Uma verdade revolução no condicionamente físico lhe permitiu usar da sua técnica com mais primazia.
Se tudo que escrevi lhe despertou curiosidade, compre a revista, ou navegue nos posts mais antigos deste humilde blog para você perceber que todo mundo tem um início. Conheça a história de outros corredores em seus blogs. Alguns eu freqüentemente visito e tive a honra de correr ao lado de deles! A corrida é universo de conquistas e descobertas constantes. Não dá para não se viciar. Não dá para não se transformar. Ninguém sai incólume depois de aprender a correr.
Tudo isso para falar de qualidade de vida. O tema veio depois da leitura da Revista O2 do mês de abril (#108), que veio transpirando o tema bem estar provocado pelo ato de correr. Foram tantas boas matérias que é difícil destacar uma. A história da monge corredora, os grupos de corridas incentivados em empresas, a coluna do Marcos Caetano, o Deep Running, os benefícios do chocolate, além de algumas outras notas. Mas o destaque deste mês ficará para a coluna no Nuno Cobra. O artigo CABEÇA DE PROFISSIONAL fala sobre a ansiedade humana. Sobre o imediatismo exigido em todas as coisas, inclusive na corrida. Mas o Cobra lembra que o desenvolvimento físico e técnico é um processo gradativo, que tentar queimar etapas não trará benefícios ao corredor. Pelo contrário, o colocará em rota de colisão com o lado ruim da corrida. Falo do overtranning, contusões, desmotivação, estresse, entre outros. Ele lembra que até o Ayrton Senna passou por esta ansiedade, mas que sua crença em métodos e seu incomparável desejo de vencer o fez seguir o plano de treinamento com muito rigor. Tal dedicação se tornou um diferencial na condução daqueles maravilhosos bólidos. Seu condicionamento permitia a ele fazer coisas que outros não tinha condições. Uma verdade revolução no condicionamente físico lhe permitiu usar da sua técnica com mais primazia.
Se tudo que escrevi lhe despertou curiosidade, compre a revista, ou navegue nos posts mais antigos deste humilde blog para você perceber que todo mundo tem um início. Conheça a história de outros corredores em seus blogs. Alguns eu freqüentemente visito e tive a honra de correr ao lado de deles! A corrida é universo de conquistas e descobertas constantes. Não dá para não se viciar. Não dá para não se transformar. Ninguém sai incólume depois de aprender a correr.
OS TREINOS
Estou recuperando rapidamente o ritmo do ano passado, mas tento me manter comedido para não cair na asneira de fazer exageros e me machucar novamente. Ter incluído os treinos em escada estão sendo um diferencial importante, mas esta semana senti dores (graças a Deus musculares) na altura da canela. Coisa de doido. Estou colocando gelo para acelerar a recuperação, mas não parei os treinos. O treino moderado da segunda foi bom, pois sem esforços mantive o pace em 6'/Km. Na quarta-feira realizei uma série de tiros de 6 minutos e me surpreendi com o resultado, pois o pace rodou em torno de 4'30"/Km! O longão, para variar vem acompanhado de uma história.
O DIA EM QUE LARGUEI MEU MP3
Eu atravessava a Praia de Icaraí em direção ao Museu de Arte Contemporânea, quando a música começou a atrapalhar mais do que ajudar. Nenhum dos álbuns que eu possuía no aparelho pareciam bons o suficiente aquele dia. Então simplesmente desliguei o MP3 e continuei correndo, agora ouvindo o que realmente precisava, minha respiração e minhas passadas. Chegara o momento da integração plena entre corpo e mente.
Aquele momento de introspecção trouxe uma satisfação muito grande. Em meio ao devaneio temi que aquele instante de plenitude fosse contaminado com preocupações ou problemas, mas a mente trabalhava de outra forma. Lendo as palavras da Monge Coen eu compreendo que consegui entrar em alfa (ou algo do gênero), apesar de estar correndo. Foi uma experiência fascinante. Na verdade continua sendo, pois nos últimos meses raramente coloquei meu MP3 para correr.
Boas passadas!
Não tem muito o que falar do seu post, só uma coisa: MARAVILHOSO.
ResponderExcluirAbraços e bons treinos para Floripa.
Obrigado pela visita e pelo elogio ;-) e vamos que vamos!
ExcluirBoas passadas
André
André,
ResponderExcluirMuito boa realmente a O2 deste mês, principalmente a materia do Nuno. Ele é praticamente o mestre Yoda da atividade física! Quanto ao MP3, eu fiz alguns poucos treinos sem o MP3 porque meu celular "morreu" mas para falar a verdade, a corrida sem música tem sido mais produtiva realmente. Eu acho que vale cada um fazer a experiência e descobrir o que funciona melhor.
Muito legal o Post!
Abraços!
Bruno,
ExcluirObrigado pela visita e pelo elogio.
Acho que são as fases da vida e o tipo de treino que acabam determinando o uso ou não da música. Às vezes os problemas são tantos que o melhor é ensurdecer a cabeça para não ficar ruminando as adversidades do dia-a-dia.
Boas passadas!
MP3
ResponderExcluirOlá André.
Comecei a me interessar a correr lendo um livro bem conhecido, chamado A semente da vitória, de autoria de Nuno Cobra. No livro ele fala exatamente isto. É melhor correr sem música. Assim podemos observar nossa respiração, nossos musculos, etc... Como se fossem momentos de meditação.
Parabéns
Japa,
ExcluirEstou correndo atrás desse livro há algum tempo, mas não consigo comprá-lo. Pesquisando hoje novamente vi que o danado chegou na 100ª edição!!! Se souber de algum lugar que eu possa comprar, lhe agradeço.
Ouvir ou não música... depende muito da pessoa, mas uma coisa é certa: com o tempo a corrida nos leva à este estado de transe... e a música incomodará com certeza.
Obrigado pela visita.
Boas passadas pra ti!
André,
ResponderExcluirshow de bola, amigo! fico feliz que esteja correndo sem música, realmente ficamos em uma comunhão grande com nosso corpo e o que está em volta. Sua preparação vai de vento em popa!
parabéns e abração,
Sergio
corredorfeliz.blogspot.com
A dedicação ao planilha e o rigor quanto as cuidados com descanso e intensidade me ajudaram a retomar o equilíbrio, meu amigo.
ExcluirTenho acompanhado suas passadas e rezo para que exista um ponte de equilíbrio entre saúde e lesões para ti. Vejo o quanto ama este esporte e estarei na torcida.
Forte abraço.
André
Já corri muito com MP3, meio que obrigado porque eu usava no nike+ que era conectado ao Ipod. Até que um dia o Ipod estragou e eu nem senti falta dele. Com toda certeza correr sem ouvir música é muito mais interessante! Abcs.
ResponderExcluirLeo,
ExcluirAo que parece os mais rodados não tem predileção a música. Já se acostumaram a" ouvir" e "conversar" com o corpo durante a corrida, seja um treino ou uma prova.
Obrigado pela visita.
Boas passadas.
André
parabéns pelos treinos!
ResponderExcluire por toda essa mudança boa que a corrida trouxe pra sua vida!
também me sinto enriquecida com tudo o que a corrida tem me ensinado, sobre superação, desafios, limites!
é um fascinante mundo este!
parabéns pelo longão!
eu sinto mais falta do mp4 nos treinos de velocidade...
mas no resto, não faz diferença!
bjs
http://elismc.blogspot.com
Elis,
ExcluirEu teria,
um desgosto profundo.
Se faltasse a CORRIDA
no mundo!
O longão realmente é um momento ímpar para reflexões e se desconectar do mundo, Elis. É a chance de resolver com nosso id, ego e superego nossos desejos e anseios :-)
Mais desse assunto em outro... blog! http://karinabessamundopsi.blogspot.com.br/2010/09/id-ego-e-superego.html
Vez outra uso o MP3 nos treinos de escada, ouvindo um Robbie Zombie e Linkin Park.
Boas passadas!
André
Olá, André! Sou café-com-leite no mundo da corrida, mas posso dizer que já me sinto completamente viciada!!!
ResponderExcluirO problema é que acho que a temida canelite chegou com tudo... Muito chato...
E como achei seu blog justamente numa busca no google por ortopedista esportivo em Niterói, resolvi vencer a timidez e escrever para perguntar se você achou algum. Você encontrou?
Parabéns por suas conquistas na corrida!
Vou continuar acompanhando o blog, com certeza!
Renata.
Renata,
ExcluirObrigado primeiramente pela visita e "segundamente" pelo elogio, pois este humilde espaço realmente tem como objetivo falar da corrida e tudo com ela envolvido.
Tenho uma boa e uma má notícia para você. A boa é que achei um bom local para tratamento e a má notícia é que não foi em Niterói.
Eu fui bem atendido na clínica Paulo Monte (www.clinicapaulomonte.com.br), que fica no centro do Rio. É um local que parece acostumado a tratar as lesões provocadas pela prática esportiva. Lá inclusive oferece fisioterapia, o que o tratamento mais tranquilo.
Não gosto de criticar, mas o mercado está repleto de ortopedistas que recomendam anti-inflamatório e repouso para qualquer coisa. A Paulo Monte foi o único local que encontrei que teve uma linha diferente de tratamento. Além disso, para evitar o ostracismo, existe o deep running. Um exercício de piscina fantástico que pode substituir a corrida enquanto você estiver fazendo o tratamento. Sites como o O2porminuto.com.br e o runnersworld.abril.com.br podem lhe fornecer informações sobre esta modalidade de exercício.
Desejo-te pronta recuperação e boas passadas... dentro e fora d'água.
André