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Resiliência

No último sábado aprendi uma grande lição, quando resolvi não fazer o longão. Aprendi a respeitar meus limites físicos e mentais após uma nova e cansativa semana de trabalho. Foi bom, pois olhei para vida além do tênis. Foi um ótimo precedente para ir com o rebento para a piscina em companhia da minha mãe. Foi uma manhã muito proveitosa para a alma, corpo e coração. Como é bom fazer aquele pequenino feliz. É algo que não custa dinheiro. Custa apenas dedicação. Nunca foi tão fácil ser feliz. Precisei apenas de uma piscina e um escorrega horas a fio. Daí veio a fome e cansaço e fomos embora para casa.
Tá. E a corrida com isso, não é? O longão ficou para a manhã de domingo. De corpo e alma refeitos, me diverti com os 4 tiros de 4 Km.  Ao todo foram pouco mais de 18 Km, sem exageros ou riscos de lesão. Fechei com chave de ouro a primeira parte (de novo) do ciclo de treinos. Esta semana foi providencialmente preenchida de treinos regenerativos. A marcha era tão lenta que me senti obrigado a colocar ladeiras no percurso para quebrar a monotonia. Consegui dormir um pouco mais, fato também crucial para este breve intervalo de descanso. Cheguei agora há pouco do último treino leve do ciclo. Segunda o bicho volta a pegar. Serão intervalados muito intensos até a semana que antecede a prova, quando a carga será reduzida para chegar o melhor possível na prova.
A corrida me ensionou muito sobre resiliência. Ser fiel aos seus planos (se forem bons) trará uma riqueza sem preço para você. Eu chamo de sabedoria de vida, que me deixa mais resistente para as adversidades da vida, ou melhor mais resiliente. A vida aperta aqui e ali, mas a visão do que me esperava lá na frente me deu forças para continuar seguindo. Essa tal resiliência trouxe mais equilíbrio emocional, ou vice versa, e aumenta gradativamente a cada quilômetro corrido.
Como está muito bem colocado pelo Nuno Cobra, em sua obra entitulada A SEMENTE DA VITÓRIA, o que eu quero é “chegar ao cérebro pelo músculo e ao espírito pelo corpo”.


2700 KM DEPOIS...
Os últimos 100 quilômetros foram bastante complicados. O cansaço provocado pela rotina trabalho, casa, treinos e noites mal dormidas afetou meu desempenho. Mas faz parte. Isso é viver. É saber que a vida ri do nosso planejamento, testa nosso interesse e motivação. Mas como bom brasileiro que levanta e sacode a poeira, tenta dar a volta por cima. Até logo Alagoas. Sergipe, estou chegando.
Boas passadas.

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