A fórmula de Karvonen Fox tem como objetivo estimar a frequência cardíaca máxima (fcm) segura que seu citação desse ser exposto durante a atividade física. Para tal, foi sugerido a seguinte equação: 220 - sua idade. Me utilizando como voluntário para exemplo ficaria: 220 - 42 = 178. Em tese, eu não deveria me expor a um esforço que elevasse meus batimentos a frequência superior a 178 batimentos por minuto (bpm).
A fórmula há tempos é contestada, pois existe uma margem de erro de 7 batimentos para mais ou para menos. Achei aproximadamente uma dúzia de outros estudos, mas que não apresentaram números mais precisos. A prova de que a fórmula de Karvonen Fox é poderosa está em sua presença nos monitores cardíacos das mais diferentes marcas, mas como toda regra tem uma exceção, o mais correto a ser feito para determinar sua fcm é o teste de esforço. Inclusive este já devia ser feito antes mesmo do seu primeiro trote. É importante saber se temos condição de realizar de forma segura a atividade física.
Sabedor da sua fcm, o que fazer com ela para treinar? A maioria das planilhas indicam zonas de esforço para os treinos, tais como: caminhada (1), corrida leve (2), corrida moderada (3), corrida forte (4) e corrida muito forte (5), que gosto particularmente de chamar de fugir do doberman - risos. Cada site trabalha com uma escala, mas as variações não são expressivas para os níveis de esforço de amadores iniciantes e intermediários. Caso seu monitor cardíaco esteja no idioma inglês, possivelmente você verá em algum lugar a sigla TE, que significa training effect, que não foi traduzido ao pé da letra para o nosso idioma. Normalmente chamamos está informação de zona de esforço. Voltando à fcm, teríamos a seguinte tabela com a zonas de esforço para um corredor de 42 anos:
(1) entre 50% e 60% da fcm (89-107)
(2) entre 60% e 70% da fcm (107-125)
(3) entre 70% e 80% da fcm (125-142)
(4) entre 80% e 90% da fcm (142-160)
(5) entre 90% e 100% da fcm (160-178)
(6) acima 100% e 110% da fcm (178-196)
O banquinho que me encostei quando a casa caiu |
O primeiro treino desta semana teve: 20' CL + 4X (3' CMF + 2' CM) + 20' CL. Os primeiros vinte minutos o Garmin reclamou para eu manter o trote, afinal era o aquecimento. O trote (para mim) é um movimento lento de nível 2, que dá vontade de acelerar e repetidas vezes o Garmin berrava para desacelerar quando o Training Effect (TE) passava de 125 bpm. Eu estava no meio da praia de São Francisco quando o aquecimento chegou ao fim. A missão era alcançar um ritmo com TE acima de 5 (160 bpm), isto é, sentar a bota! Quando eu cheguei a curva que levava para Charitas uma pontinha de medo bateu no coração. Não tinha como não lembrar da lesão, afinal foi ali logo depois do sinal (de frente para o Lido) que a coisa complicou em fevereiro. Fazia tanto tempo que não treinava com tamanha intensidade, que demorei quase dois minutos para alcançar a zona de esforço 5. Os três minutos quase asfixiantes foram seguidos de dois minutos em corrida leve. Não podia parar. Era respirar o máximo possível para suportar as outras três repetições.
O momento mais marcante foi no último tiro, quando olhei para o Garmin, quando eu fazia a leve subida em curva voltando de Charitas para São Francisco, e vi o danado marcando um TE de 5.7!!! Terminei o tiro sentindo os calafrios da falta de oxigênio, mas feliz. Feliz por poder fazer tamanho esforço e não sentir a antiga lesão na panturrilha. Estava orgulhoso, pois os esquisitos exercícios de aquecimento antes de iniciar o treino e a dedicação ao alongamento após o treino trouxeram resultado nestas poucas semanas. Agora é manter a rotina e celebrar a saúde.
Boas passadas.
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