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Circuito Light Rio Antigo - Etapa Tiradentes

Eram cinco e dezessete quando acordei. É muito bom acordar antes do alarme, sinal de que o corpo descansou. O ritual foi o mesmo dos últimos quatro anos. Às coisas já estavam separadas, o que sempre possibilitou tomar o café da manhã com tranquilidade. O dia amanheceu nublado e o vento carregava certo frescor. Para minha surpresa o smartphone marcava 19°C e o céu repleto de nuvens grandes e cinzas em cima do centro do Rio. Me animei, pois o cenário era prefeito para uma boa corrida! Não havia chances de sofrer com o sol e a baixa temperatura ajudaria na manutenção da velocidade.
Assim fui, de barcas desta vez, sem pressa e animado para mais uma prova. Às sete e meia pois amigos começaram a aparecer. Primeiro a Joyce, depois o Bruno, Eric, Isabel e o Rafael. A Renata aparecer virtualmente, mas combinamos o encontrou da fito para depois da corrida.
Trocamos impressões e expectativas e nos despedimos, pois era hora dos preparativos finais para a largada.

Meu Garmin me enganou
Enquanto conversava com o Rafael resolvi configurar (pela primeira vez) o corredor virtual. Ajustei o relógio para marcar um pace de 5'24"/km, o que garantiria uma prova em 27 minutos.
Desta vez preferi não ficar muito distante da largada, para não me desgastar com as ultrapassagens. Em meio aos milhares de corredores ouvimos a buzina informando o começo da prova e depois de um "boa prova" segui para meus 5K e ele para os 10K.
Apesar de ter me enfiado no primeiro terço da multidão que largava, os primeiros dois quilômetros foram bem tumultuados. A ansiedade aumentava, pois o Garmin apitava a cada trinta segundos desde a largada. Eu olhava para o visor e vida a distância entre os dois bonequinhos aumentar, apesar de todo o esforço para manter um bom ritmo.
A placa anunciando que havia completado três quilômetros estava na curva de acesso à avenida Rio Branco. Dei uma conferida no visor e vi que a distância só aumentava. Resignado com o fracasso, mudei o visor para o modo cronômetro e tomei um susto ao ver que meu pace médio estava em 4'56"/km! Eu estava fazendo a leitura ao contrário. Quem estava vencendo a corrida virtual era eu!
A injeção de ânimo me trouxe de volta para a prova e o desafio passou a ser a manutenção daquele ritmo. Como a Rio Branco e a Presidente Vargas são largas, não tive mais problemas com ultrapassagens forçadas. Mirei num rapaz e iniciei a perseguição, que durou até a Uruguaiana quando o deixei para trás. Daí já peguei o vácuo em uma moça. Sinistra. Foi difícil acompanhá-la. A ultrapassagem só aconteceu nos últimos metros da corrida. O resultado saiu rápido. Completei a prova em 26.06". Cheguei a pensar que o resultado seria ainda melhor, mas o gps funcionou mal em meio a tantos prédios. A parte boa foi que mesmo assim consegui correr muito mais rápido do que eu vinha praticando nos treinos, sem nada sentir. 
Aos poucos fui encontrando o pessoal. Trocamos impressões da prova, alguns cumprimentos e fotos antes de seguirmos para casa.


Minha avaliação da preparação para esta prova
Nestas horas eu fico realmente satisfeito pelas planilhas, mesmo as genéricas. Eu sempre fiz uso das planilhas do site da Runners e mais recentemente da O2. As planilhas oferecem um plano de desenvolvimento, onde os treinos começam leves e vão crescendo em intensidade, para que no final desta você esteja em ponto de bala para participar da prova. Mesmo os corredores menos competitivos deveriam adotar uma planilha, pois no mínimo garantiriam a saúde de seus músculos. Um outro benefício indireto é o compromisso firmado. Nada como cumprir com um projeto para elevar a  moral. Ainda mais um projeto que trará mais saúde e alegria.

Os bastidores do evento
Quando cheguei, a praça ainda estava vazia. Após frutas, medalha e o velho companheiro Powerade segui em direção à tenda da APPAI, mas percebi que a organização havia montado uma grande área com massagistas. Haviam três pessoas na fila e não pensei duas vezes.  Vou me lembrar de batalhar boas largadas em provas que oferecerem serviços extraordinários. A massagem caiu como uma luva para acabar com qualquer chance da panturrilha dar problemas.
Uma semana depois possui dizer que o desconforto pós-treino acabou... e o medo também. Mas como gato escaldado tem medo de água fria tirei a semana para descansar corretamente. Cheguei a pensar em treinar hoje cedo, mas por conta de viagens do trabalho acabei ficando meio gripado. Para que arriscar? Tenho umas 10 ou 12 semanas para treinar para a terceira etapa!

A área da APPAI
Cada vez mais associados e familiares parecem tomar gosto pela corrida graças ao projeto. O lanche oferecido após a prova estava muito bom, tão bom que proveio até o açaí com guaraná (e gostei). Oito fato legal foi que um pequeno vaso de flores foi oferecido para as mães. E para animar a festa houve um sorteio de vários pares de tênis de corrida.

Quanto a organização do evento
O número de participantes cresce a cada prova e fico satisfeito em dizer que a organização tem acompanhado o crescimento. Os pontos de hidratação sempre com bastante água e a medalha de muito bom gosto.
A camiseta é meu objeto de críticas há tempo. Poliéster é coisa do passado, num mundo de já deixou o dry-fit para trás por causa da poliamida. Mas como todo bom corredor tingido na endorfina, enxergo um lado bom para coisa toda. Como corri com a camiseta (de poliamida) da APPAI, usei a camiseta depois da corrida no lugar da suada. Mas recomendo. Trata-se de uma boa corrida e com valor um pouco abaixo das demais.
Boas passadas!

Comentários

  1. Bacana, André. Parabéns pelo desempenho. Tenho vontade de correr esse circuito um dia!
    abs
    Sergio

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É no mínimo diferente. Curvas, prédios, gente amontoada (dependendo de onde você largar). Muitos estímulos. Atravessar a Rio Branco e a Presidente Vargas a pé ganha uma nova conotação em meio esta questão caótica de trânsito no centro do Rio. É maneiro. A prova é bem organizada.
      Bom ver você por aqui novamente.
      Abraços

      Excluir

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