Toda corrida tem sua história e está
não foi diferente. No último domingo em meio aquele mar de gente vestindo azul
larguei para meu desafio de 10 quilômetros.
Era uma bela manhã de céu azul,
temperatura amena e sol no Rio de Janeiro. Às sete da manhã já era possível
perceber que o Circuito das Estações seria como em anos anteriores com milhares
de corredores a atravessar o Aterro do Flamengo. Apesar de correr há cinco anos
eu estava ansioso com a prova. Foram quatro meses de treinos para chegar até
aqui. Eu queria saber o quanto evolui neste período, após um 2014 sofrível.
Para controlar a expectativa participei do aquecimento junto com amigos e
depois seguimos para área de largada.
Um esquema de currais foi montado para
distribuir os corredores em quatro grupos: Quênia (para os mais rápidos),
depois azul, verde e por último o branco. Este tipo de organização traz mais
segurança a largada, pois diminui a chance de pessoas mais lentas bloquearem o
caminho e acabarem sendo atropeladas por outros mais rápidos. Orientados pela
equipe de apoio a maioria das pessoas respeitou a divisão por ritmo, mas um ou
outro com seus fones de ouvido e fingiram não entender o que o staff da prova
lhe falava para avançar no grupo que não pertencia. Paciência.
Os momentos que antecederam a prova
serviram para verificar o Garmin e desejar boa sorte aos amigos. Era hora de
saber se eu superaria os 58'59" realizados em março. O corredor virtual do
Garmin estava preparado para ser meu coelho. Tentei me concentrar no objetivo e
tentar não incorrer no erro de largar muito forte.
Às oito horas a sirene tocou e a sorte foi lançada. A primeira boa notícia foi perceber que a divisão por ritmo funcionou, pois tive poucos problemas com ultrapassagens. Fechei o km 1 mais rápido do que o planejado, mas dentro do esperado. A meta era me manter na zona 3 de esforço até o final da primeira metade da prova, para garantir energia para o final da prova. Com uma média de 5'30"/km eu sabia que estava bem mais rápido que o corredor virtual. Tentei controlar a euforia, pois os meses de treino prevaleceram sobre a asma que me tomou nas últimas semanas. Segui rigorosamente o plano e me mantive na zona 3.
Às oito horas a sirene tocou e a sorte foi lançada. A primeira boa notícia foi perceber que a divisão por ritmo funcionou, pois tive poucos problemas com ultrapassagens. Fechei o km 1 mais rápido do que o planejado, mas dentro do esperado. A meta era me manter na zona 3 de esforço até o final da primeira metade da prova, para garantir energia para o final da prova. Com uma média de 5'30"/km eu sabia que estava bem mais rápido que o corredor virtual. Tentei controlar a euforia, pois os meses de treino prevaleceram sobre a asma que me tomou nas últimas semanas. Segui rigorosamente o plano e me mantive na zona 3.
Me animei ao ver o Garmin marcando
27'15" ao completar os primeiros 5 km. Minha melhor marca do ano para os 5
km, mesmo sendo a passagem para os 10 km. Seguindo o plano no km 6 comi uma
paçoca para repor energia e comecei a apertar o ritmo. Gradativamente vi o
Garmin avisar que eu avancei para 4,5 na zona de esforço e ali tentei ficar.
Não queria quebrar e o melhor tempo do ano já estava garantido. Nos pontos de
hidratação eu pegava dos copos, sendo um para jogar na cabeça e nas pernas e o
segundo para beber. A água gelada regulava a temperatura e me permitia manter o
ritmo.
O contorno do Glória, apesar de longo
traz certo desgaste por conta de um aclive. Foi o momento de dificuldade da
prova, depois foi curtir a grande reta, contornar os arredores do Catete para
ouvir a música eletrônica. A felicidade era grande que havia sobrado energia
para o sprint final. Terminei com o Garmin berrando, pois cheguei a zona de
esforço 6 para fechar a prova em 54'58"! (27:42 na segunda metade) Melhor tempo do ano. Durante
vários momentos nos treinamentos achei que este seria o tempo a ser alcançado,
mas tive receio de criar expectativas por conta da crise de asma que tive há
duas semanas.
Impressões do evento
Eu ainda tentava recuperar o fôlego do
sprint, mas percebi que água era o que não faltava na zona de dispersão. Sem
pressa avancei para distribuição de isotônico. Depois, como esperado, para a
mesa com boas frutas. De medalha no peito fui ao encontro dos amigos.

A O2 mantém seu espaço reservado para os assinantes da revista
Os assinantes ganham pulseiras para
garantir seu livre acesso a área que possui uma mesa de frutas e alguns outros
quitutes, massagistas e banheiro exclusivo. É um conforto a mais para quem se
torna cliente fidelizado da organizadora da prova. Vale ressaltar que o
benefício se estende a todas as provas da O2. Vivi esta experiência e
posso afirmar que é bom ter este conforto.
E para acabar...
A escada do Monumento dos Pracinhas se
tornou o ponto de encontro do grupo. Trocamos impressões da prova e tiramos a
tradicional foto da vitória antes da despedida. Agora é replanejar, treinar e
definir a próxima corrida.
Que legal, hein André, está voando!!
ResponderExcluirabs
Sergio
Está sendo uma viagem no tempo, meu amigo. Mais alguns meses e começo a acreditar que consigo completar uma meia abaixo de duas horas novamente.
ExcluirObrigado pela presença.
Abraço