Pular para o conteúdo principal

Gana

Toda vez que me deparo com esta palavra (gana) uma frase me vem a cabeça: “do que você é feito, rapaz?” Acho que ouvi esta frase em algum filme, onde o protagonista necessitava superar seus limites para conseguir alguma coisa. Bem americanizado o contexto, mas é realmente importante sabermos o quanto estamos engajados. Não estou falando simplesmente de correr, mas em nossas vidas. Como eu falava no último post, correr é mais que saúde para o corpo, é saúde mental. É desenvolver novos hábitos e trazer qualidade de vida para você e para os seus. Digo por experiência própria. A quantidade de pessoas que se motivaram a praticar a corrida depois que comentei sobre os benefícios e resultados me trouxe uma satisfação sem tamanho. É bom influenciar positivamente as pessoas. Ninguém aqui disse que será fácil, que não haverá momentos de preguiça, mas a sensação de missão cumprida ao final de cada treino rapidamente espanta estes pensamentos levianos.

Li na Revista O2 de dezembro #92 - complemento

A matéria "O caminho para chegar lá" da Carolina Botelho me surpreendeu. Achando que se tratava de uma entrevista sobre ultramaratonas fiz pouco caso. Ainda bem que me permiti ler e me fascinar com seu conteúdo. Nesta Dean Karnazes, o ultramaratonista, fala sobre a importância de se definir metas factíveis de curto, médio e longo prazo. São elas que nos auxiliam a manter o foco e motivação depois de algum tempo. Quando a "paixão" esfria é preciso algo mais para sair por aí antes ou depois do trabalho para mexer o esqueleto. Sair do ostracismo e manter uma rotina de exercícios não é fácil, nem muito menos simples, pois é preciso muita dedicação para não desistir. Ele sugere até a definição de prêmios para cada meta alcançada, indo de novas roupas para treino, acessórios, ou qualquer coisa que lhe motive. Levar este plano de metas para outras áreas de sua vida lhe criará um novo paradigma. Um novo modo de viver, mais intenso e compensador. Dando uma palhinha da entrevista, Karnazes disse: “Não é preciso ser a pessoa mais rápida do mundo, mas é fundamental nos esforçarmos para ser o melhor que pudermos”. Vale a leitura completa.
Seguindo os conselhos de Dean Karnazes, eis minha lista das 10 coisas que desejo realizar nos próximos meses. Sinceramente, resumir minhas ambições a 10 linhas foi complicado. Algumas coisas ficaram de fora da lista... mas só da lista.
1. Passear mais com meu filho e esposa
2. Ler mais
3. Incluir a musculação no meu treino da semana
4. Completar a mandala do Circuito das Estações Adidas
5. Participar de uma meia-maratona
6. Correr 10 Km para 50’
7. Fazer mais em menos tempo no trabalho
8. Me especializar em algumas áreas do trabalho
9. Continuar escrevendo em meu blog
10. Doar o que tenho e não uso
Do que eu falo quando eu falo de corrida
Haruki Marakami, best-seller japonês, escreveu um livro com este título. Ele relata a influência da corrida em sua vida. A reportagem de Zé Augusto de Aguiar dá alguns detalhes, mas fiquei tentado a ler este livro um dia desse. Satisfação senti por ter alcançado praticamente os mesmo benefícios que o Marakami confessou e que detalhe no post Mens Sana In Corpore Sana.

Rodolfo Lucena trouxe-nos uma ótima história sobre o casal Dolphin. Uma esposa dedicada e voluntariosa e um maníaco por corridas que está por completar 500 maratonas. O mais fantástico é que ambos são oitentões.
Para encerrar a revista de dezembro preciso dizer que adoro a sessão Caderno de corridas. As histórias contadas ali na coluna passadas, além de emocianantes são motivadoras.


A novidade da semana é o site corremos.com.br. Depois de um bocado de tempo eu resolvi parar para conhecê-lo e não me arrependi. Apesar do Orkut e Facebook possuírem algumas comunidades sobre corrida, o corremos.com.br foi feito apenas para falar sobre corrida. É bom estar no meio da tribo, compartilhar experiências e aproveitar para ficar antenado em tudo que acontece neste nosso micro universo.

Vi e gostei
Se você tem dúvida de onde você pode correr? Esta propaganda é um bom exemplo do que um corredor descolado faz por uma corrida.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Do jeito que dá

A crise realmente chegou para todos. Da mesma forma que Lelo Apovian relata (na matéria A corrida não pode parar, publicada recentemente no site da Runners World Brasil) que a vida não está fácil para quem vive da corrida, não está fácil para nós que desafiamos o orçamento do mês para encaixar eventualmente acessórios e inscrições nas despesas mensais. É preciso se planejar e saber quanto é quando gastar. Nestas horas relembro de informações cortadas nestes anos de corrida. Uma que se aplica bem a este momento foi dita pelo nosso melhor maratonista (na minha humilde opinião) de todos os tempos. Vanderlei disse que se preparava para participar em alto nível de suas provas em média num ano. Particularmente algo sensato até para nós amadores, já que a maioria das planilhas treino (genética ou não), sugerem oito semanas de treino para um prova. Além de bom adequado, fisiologicamente dizendo, faz bem para o bolso nos dias atuais. Muitas organizações sabendo que as pessoas serão mais criteri…

Asics, Fundação do Câncer e o GEL-Noosa TRI 10

A Asics e a Fundação do Câncer chegam ao terceiro ano de uma campanha, onde 10% da receita da compra de produtos da coleção Accelerate Hope será doada para a Fundação do Câncer. Pesquisando sobre o modelo do tênis envolvido na campanha descobri que este foi feito para pronadores como eu!
A Edição especial da série GEL-Noosa TRI 10 com cores comemorativas da campanha Accelerate Hope, além do visual, a nova entressola Solyte e a placa Propulsion Trusstic garantem melhor amortecimento e resposta mais rápida durante as passadas. A altura do calcanhar reduzida oferece mais performance com um contato mais eficiente.
O que eu sei sobre este modelo?
Praticamente nada. Um verdadeiro tiro no escuro. O blogueiro Victor Caetano deixou seu feedback sobre o modelo no Corrida Urbana. Vale a leitura. O que me chamou atenção foi o menor peso em relação ao Kayano, referência para quem tem pisada pronada (na minha humilde opinião).
O tênis é muito difundido entre triatletas e o cardaço elástico foi feito ju…

Rebuild

Umas das coisas que mais admiro nesta vida é a possibilidade de mudar as coisas. De desenvolver, criar, crescer. Uma das coisas que mais tenho receio nesta vida é o imponderável, pois ele é a pitada de improvável em nossos planos, mas como diria Darwin, os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência. E assim vou eu após praticamente cinco meses sem colocar o tênis.
Sair hoje cedo (não tão cedo quanto nos velhos tempos) para meu primeiro treino do ano foi muito bom. Não aconteceu nada de novo ou inesperado. Trote leve por quarenta minutos, coração com frequência alta e algumas dores de um corpo há muito abandonado.
O céu de outono azulado e sem nuvens era mesmo de outros anos. Os poucos corredores que acordam cedo eram praticamente os mesmos. O que mudou? Tudo, pois a cada passo ficamos mais fortes, mais resilientes e capazes de buscar o melhor para nós e para àqueles que nos cercam. É a busca incansável pelo equilíbrio corpo/mente para viver de uma única m…