Pular para o conteúdo principal

Ícones

Há muito alguém me disse: "ou você influencia, ou é influenciado". Como praticamente tudo em nossa vida é regido por modelos, temos que agradecer a Deus se tivermos a sorte do acaso nos colocar de frente com personagens de valores para nos espelharmos. Tal situação tem muita força quando somos pequenos, quando repetimos tudo que vemos em busca de auto-afirmação. Com o crescimento achamos que somos menos suscetíveis a este movimento de manada. Puro engano. Com a mente ocupada demais para censurar o que nos é colocado, apenas criticamos, mas assimilamos aquela informação. Com a repetição, aquela coisa se integra ao nosso cotidiano, mesmo quando consideramos reprovável, afetando nossas decisões e reações. Então, o que fazer? Minha proposta não é enfrentar o sistema, mas apenas ignorá-lo. Se prestarmos a atenção nas coisas boas da vida poderemos construir um círculo virtuoso é assim afetar nossa maneira de ser. Consequentemente afetaremos àqueles que nos cercam, mas sendo o círculo virtuoso, por que não? Tem tanta porcaria sendo oferecida que... não posso esquecer do círculo virtuoso. Deixa pra lá o resto. 
Voltando, podemos ser exemplos. Ou melhor, somos exemplos. Corredores são arautos da boa saúde e podem ser arautos também de um estilo de vida com muita qualidade. Nestes pouco mais de dois anos (agora transcrevendo o que disse outro dia para Alessandra) “ganhei 45 aliados em um pelotão em pró da corrida, que uma vez aqui outra ali jogam mais uma centelha de motivação para mim”. Só tenho a agradecer por eles e você que lê estas linhas agora pelo elogio, pelos emails e pela companhia de alguns nas provas. Vocês são verdadeiros ícones neste esporte individual e coletivo como alguns poucos.

RUNNER'S WORLD BRASIL - ED. 46
Depois de ler as colunas OXIGÊNIO, NO PIQUE, SENTA A BOTA! e CORRERIA, percebi que seria mais fácil falar delas reunidas. Cada uma delas fala da corrida como esporte. 
Percebe-se que o número de praticantes aumenta a cada ano. Nos últimos dez anos vimos um pequeno grupo de participantes se tornar uma nação. A prova de 10K se tornou a mais querida dos brasileiros e as meias eram desafiadas por poucos incautos. Hoje assistimos a consolidação das meias e as maratonas destino dos incautos. E pensar que para a maioria a corrida começou como uma alternativa para emagrecer. Sejamos sinceros, quantos de nós sonhou quando criança em se tornar um corredor? O futebol foi personagem presente nos sonhos de qualquer criança, seguidos talvez pelo basquete e vôlei. Crescemos a partir de uma necessidade pessoal. Poucos de nós conhece o nome das lendas deste democrático esporte. Eu mesmo já li um bocado, mas confesso que é algo que não faz parte do meu cotidiano. Porém outro dia me dei ao trabalho de assistir a incrível quebra do recorde dos 800 metros. Observar o queniano teve forte influência nos meus treinos.
Retornar as provas curtas para ganhar velocidade foi a firma que encontrei para desenvolver minha técnica e velocidade. Agora vou atrás de vídeos dos titãs dos 5K.

Esta está sendo uma outra maneira de aprender mais sobre técnicas de corrida e estratégias. A bandeira que o Marcos Paulo Reis levantou é pertinente. Encontrar um meio de ligar o público aos ícones deste esporte seria uma maneira fantástica de se criar novas oportunidades para os jovens e oferecer mais qualidade de vida para a população. 

CRÔNICAS DE UM CORREDOR PITAQUEIRO 
Bem amigos. Tentei fazer meu o dever de casa pesquisando na Internet informações sobre os envolvidos neste ensaio, mas peço desculpas pelos possíveis erros. Afinal é apenas um pitaco.
Vou tentar falar de corrida como normalmente falamos do futebol. Espero pela participação de vocês.
Levei um bom tempo para formar o pensamento abaixo, pois eu não sabia quem eram os outros dois corredores que enfrentariam a maratona olímpica com o Marilson. Marilson, sem sobrenome mesmo, pois agora que li sobre alguma coisa de corrida estou pronto para manifestar opinião. Descobri que o Caldeira (29), Paulo Roberto (33) e o Marilson (35) irão enfrentar um prodígio africano (e alguns outros mais) que tem como melhor marca um tempo aproximadamente cinco minutos melhor que os deles. Mas como qualquer competição, a maratona é uma caixinha de surpresas. Vai que no domingo... se não for, tudo bem. Faz parte. Como criticar aqueles pequenos dotados? Chegaram onde chegaram por mérito exclusivamente deles, assim como a maioria dos atletas. Como pitaqueiro, acho a vitória improvável. Como brasileiro, estarei torcendo por eles. Independentemente do resultado baterei palmas, para eles e todos os demais. Ou você é daqueles que acha simples correr a 20 Km/h por pouco mais de duas horas?

Comentários

  1. André, gostei muito do post sobre ser exemplo. Esses dias estava refletindo e pensando sobre a pressão social que as mídias em geral fazem para que as pessoas sigam determinados padrões usando inclusive atletas para vender produtos e etc. e cheguei a conclusão de que ao considerar os benefícios que o padrão de vida saudável traz, é aceitável a "comercialização" dos ídolos, pois o efeito colateral dessa pressão é criar pessoas com hábitos saudáveis e que no longo prazo vão influenciar a geração de novos atletas, que influenciarão novos atletas até que todos sejamos atletas (Utopia, eu sei, mas deixa eu sonhar)!

    Mais uma vez parabéns pela reflexão e pelo post!

    Abraços,
    Bruno
    www.improvavelcorredor.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bruno,
      O mais fantástico desse nosso estilo de vida é que você arrumou um exemplo positivo! Te juro que ao escrever as linhas acima fui muito mais pragmático, ou melhor, pessimista.
      Concordo com a utilização da imagem dos nossos heróis, ela trás inspiração e esperança.
      Obrigado novamente pela visita.
      Abraços
      André

      Excluir
  2. Quando comecei a correr (e olha que não faz muito tempo, rsrs) meus objetivos eram exatamente iguais aos da grande maioria: emagrecer um pouco e deixar de ser tão sedentária. Mas o fantástico da corrida é que a cada objetivo alcançado, me percebo capaz de metas maiores e este círculo vicioso provávelmente não tenha fim. Seu post me levou a pensar em como de fato podemos e somos bons exemplos. Para ser corredor, mesmo que amador, mais do que ter um estilo de vida saudável é necessário ter disciplina, perseverança e muuuuita determinação. É excelente poder contagiar outras pessoas com essa energia, e já estarei plenamente satisfeita se souber que contagiei minha filhota, rsrsrs.
    Mudando um pouco o foco, mas ainda falando sobre exemplos...também estava atenta nas provas de atletismo. É muito legal observar a postura dos corredores, passadas e estratégias.Na maratona vou torcer para os brasileiros mesmo sabendo que os tempos deles nas seletivas estão bem aquém de outros corredores.
    André abraços e um Feliz Dia dos Pais!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Alessandra,
      Neste pouco mais de dois anos correndo já tenho histórias para contas para os netos. Amigos sedentários, outros acima do peso, um caso grave de hérnia na cervical, um fumante com mais de 20 anos de vício... quando paro e penso que de alguma forma os motivei a mudar o jeito de viver me faz mais feliz. É difícil não se emocionar e se motivar com estas histórias de superação. Quando a fraqueza vem, penso no quanto já conquistei e no quanto ajudei algumas pessoas a terem. O melhor disso tudo é poder desejar ao próximo algo melhor sem cobrar nada em troca.
      Em relação a maratona, o que dizer além de excelente? O Marilson fez o papel dele. Ele era a zebra e infelizmente não deu. Porém isso não é demérito para ele. Os africanos ainda estão a alguns passos a frente do mundo nas corridas de longa distância. Por falar, nisso, acho que você vai adorar o próximo post.
      Desculpe a demora para retornar, mas foi um domingo muito longo e divertido.
      Boas passadas!
      André

      Excluir

Postar um comentário

Obrigado por você passar por aqui.
Deixei sua opinião ou comentário sobre o tema. Uma boa conversa é sempre salutar.
Boas passadas!

Postagens mais visitadas deste blog

Asics, Fundação do Câncer e o GEL-Noosa TRI 10

A Asics e a Fundação do Câncer chegam ao terceiro ano de uma campanha, onde 10% da receita da compra de produtos da coleção Accelerate Hope será doada para a Fundação do Câncer. Pesquisando sobre o modelo do tênis envolvido na campanha descobri que este foi feito para pronadores como eu!
A Edição especial da série GEL-Noosa TRI 10 com cores comemorativas da campanha Accelerate Hope, além do visual, a nova entressola Solyte e a placa Propulsion Trusstic garantem melhor amortecimento e resposta mais rápida durante as passadas. A altura do calcanhar reduzida oferece mais performance com um contato mais eficiente.
O que eu sei sobre este modelo?
Praticamente nada. Um verdadeiro tiro no escuro. O blogueiro Victor Caetano deixou seu feedback sobre o modelo no Corrida Urbana. Vale a leitura. O que me chamou atenção foi o menor peso em relação ao Kayano, referência para quem tem pisada pronada (na minha humilde opinião).
O tênis é muito difundido entre triatletas e o cardaço elástico foi feito ju…

André e seu novo tênis: Asics Kayano 20 NYC

Segundo o Garmin Connect foram 771 km corridos em 105 treinos. Foi assim que larguei o aço no meu antigo Asics Kayano 20. Gostei tanto dele que dei um jeito de encontrar seu irmão siamês, criado exclusivamente para homenagear a Maratona de Nova Iorque de 2013. Após o cancelamento da prova em 2012, o retorno de uma das mais tradicionais provas de rua precisava ser cheia de pompa. E a Asics não brincou em serviço. Além de muito bonito, o tênis tem tudo o que preciso para continuar evoluindo até outubro: estabilidade e conforto.
Muito já foi dito sobre a importância (ou não) do tênis na vida de um corredor. Eu sou do time que acredita que um bom tênis faz a diferença, tanto que hoje eu aceito usar qualquer tênis para correr desde que seja o Asics Kayano. Dentre minhas teorias eu acredito que ele seja o tênis mais eficaz para corredores de pisada pronada e que pesem mais de 90 kg. Como já mencionei em outros posts sobre tênis, já tentei utilizar outros modelos sem muito sucesso. Alguns aca…

Rebuild

Umas das coisas que mais admiro nesta vida é a possibilidade de mudar as coisas. De desenvolver, criar, crescer. Uma das coisas que mais tenho receio nesta vida é o imponderável, pois ele é a pitada de improvável em nossos planos, mas como diria Darwin, os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência. E assim vou eu após praticamente cinco meses sem colocar o tênis.
Sair hoje cedo (não tão cedo quanto nos velhos tempos) para meu primeiro treino do ano foi muito bom. Não aconteceu nada de novo ou inesperado. Trote leve por quarenta minutos, coração com frequência alta e algumas dores de um corpo há muito abandonado.
O céu de outono azulado e sem nuvens era mesmo de outros anos. Os poucos corredores que acordam cedo eram praticamente os mesmos. O que mudou? Tudo, pois a cada passo ficamos mais fortes, mais resilientes e capazes de buscar o melhor para nós e para àqueles que nos cercam. É a busca incansável pelo equilíbrio corpo/mente para viver de uma única m…