Passei os últimos dias pensando em um cem número de maneiras de abordar este assunto, mas percebi que não há como tratar com leveza algo tão mortalmente silencioso. A obesidade é descrita em muitos periódicos como uma epidemia e as ações de especialistas e do governo mais parecem apelos em um mundo tomado pela gula. Sejamos justos, uma gula nem sempre consciente.
Um estudo mostra que o enriquecimento da classe D não trouxe hábitos saudáveis para esta faixa da população. Percebeu-se o aumento do consumo de alimentos preparados, com alta concentração de sódio e gorduras saturas. Logo, mais peso para dentro do corpo.
Obesidade e a gordura visceral também foi tema de uma das reportagens da Revista Runnes (ainda na edição 47), que poderia ser o roteiro para um filme de sabotagem.
A gordura visceral é um elemento extremamente perigoso, que a longo prazo forma os conhecidos pneuzinhos, o tal acúmulo de gordura na cintura. O detalhe é que para aparecer na cintura, a gordura já se alojou entre os órgãos. Em ordem cronológica podemos citar os órgãos e áreas mais afetadas do corpo: fígado, veias e finalmente o coração.
A gordura é um agente tão eficaz que ela mesma cria um processo de destruição perfeito. Ele programa seu alvo para o suicídio. Ao afetar o fígado, ele inicia um processo que leva a diabetes e também a letargia. A pessoa fica com preguiça de se mexer (quanto mais se exercitar!). Assim, mesmo que a vitma encontre meios de medicar a diabetes, ainda estará silenciosamente entupindo suas veias e artérias. Até que um dia uma entupa e a situação fique ainda mais complicada e mortal. Com a passagem dentro das veias menores, o coração trabalha mais... mais... mais... até que o esforço seja grande demais para ele. Um coração forte sim, porém grande e cansado.
A narrativa é para chocar, apesar de pouca base médica ou científica. Mas é a minha interpretação de uma realidade nua e crua em uma linguagem coloquial. Refletindo sobre toda esta questão, fica claro o motivo pelo qual precisamos de apoio psicológico para tratar a obesidade. O corpo não está mais no comando e a cabeça trabalhando sob referências errôneas. O "comando" tomou geral... invadiu! Fica praticamente impossível combater esta situação sem apoio.
Resolvi escrever estas linhas para sintetizar um sentimento que carrego como uma cicatriz. Perdi alguns familiares e amigos em decorrência da falência cardíaca. Alguns (muitos) por causa do sobrepeso. Então, deixo aqui meu manifesto e alerta. Deste (pelo menos) mal não morrerei e espero que você que me lê também não.
A parte boa da história é que a esperança é a penúltima a morrer. Com a atividade física, que vai de caminhadas à corrida, aliada a uma dieta hipocalórica rigorosa, existe salvação. Se mexer é a palavra da hora. Caminhando ou correndo. HIstórias de sucesso não falta. Seja você mais uma.
Boas passadas.
Um estudo mostra que o enriquecimento da classe D não trouxe hábitos saudáveis para esta faixa da população. Percebeu-se o aumento do consumo de alimentos preparados, com alta concentração de sódio e gorduras saturas. Logo, mais peso para dentro do corpo.
Obesidade e a gordura visceral também foi tema de uma das reportagens da Revista Runnes (ainda na edição 47), que poderia ser o roteiro para um filme de sabotagem.
A gordura visceral é um elemento extremamente perigoso, que a longo prazo forma os conhecidos pneuzinhos, o tal acúmulo de gordura na cintura. O detalhe é que para aparecer na cintura, a gordura já se alojou entre os órgãos. Em ordem cronológica podemos citar os órgãos e áreas mais afetadas do corpo: fígado, veias e finalmente o coração.
A narrativa é para chocar, apesar de pouca base médica ou científica. Mas é a minha interpretação de uma realidade nua e crua em uma linguagem coloquial. Refletindo sobre toda esta questão, fica claro o motivo pelo qual precisamos de apoio psicológico para tratar a obesidade. O corpo não está mais no comando e a cabeça trabalhando sob referências errôneas. O "comando" tomou geral... invadiu! Fica praticamente impossível combater esta situação sem apoio.
Resolvi escrever estas linhas para sintetizar um sentimento que carrego como uma cicatriz. Perdi alguns familiares e amigos em decorrência da falência cardíaca. Alguns (muitos) por causa do sobrepeso. Então, deixo aqui meu manifesto e alerta. Deste (pelo menos) mal não morrerei e espero que você que me lê também não.
A parte boa da história é que a esperança é a penúltima a morrer. Com a atividade física, que vai de caminhadas à corrida, aliada a uma dieta hipocalórica rigorosa, existe salvação. Se mexer é a palavra da hora. Caminhando ou correndo. HIstórias de sucesso não falta. Seja você mais uma.
Boas passadas.
Oi André!
ResponderExcluirEsse é um assunto bastante pertinente.
A obesidade é mesmo uma epidemia e a meu ver a situação só tende a piorar. Primeiro por que o preparo de uma alimentação sáudavel é algo que requer mais tempo, sendo muito mais prático consumir alimentos industrializados. Segundo ter uma alimentação de qualidade e variada tem um custo alto, por incrível que pareça consumir frutas e verduras sai mais caro que consumir farináceos e guloseimas. Outro fator que me preocupa é que nossas crianças tem cada vez menos espaço e liberdade de se movimentar, vejo alguns pais que se sentem até satisfeitos com seus pimpolhos hipnotizados em frente a jogos eletrônicos.
Acredito que o incentivo a prática de atividades físicas seja uma das melhores iniciativas ao controle da obesidade, pois vejo muitas pessoas que ao deixarem de ser sedentários também passaram a ter um cuidado maior com alimentação.
Abraços!
Verdade, Alessandra.
ExcluirUma coisa acaba levando a outra. A FISSURA por ganhar velocidade ou correr mais longe naturalmente nos leva a novos cuidados (ou melhor, hábitos).
Eu vi a cerveja deixar de ser algo frequente e se tornar esporádico sem esforço. Biscoitos recheados deram a vez para as frutas, pois quem já sentiu aquela cólica intestinal correndo, entende o motivo para abandonar tal guloseima.
As crianças são mero reflexo de seus pais. Pais saudáveis geram um ambiente propício para filhos saudáveis. Se o pai corre na rua, no mínimo o filho pode ir de bicicleta junto. Quem se acostuma a uma vida "outdoor" carrega a família.
O exemplo continua sendo a maior ferramenta de ensino do ser humano.
Obrigado pela visita.
Boas passadas!
Leio o seu blog a não mais que 10 minutos e já sou seu fã, parabéns pelo conteúdo..
ResponderExcluirComecei a malhar, acabou de completar 2 meses e já no primeiro mês senti a diferença. Resolvi começar a me mexer pois jogo futebol uma vez na semana e com pouco tempo de jogo já sentia o coração acelerado, como estava bem acima do peso (29,90% gordura no corpo), fiquei com muito medo.
Agora já jogo 3 vezes na semana e ainda malho nos dias que jogo, não sinto mais o coração saindo pela boca e acordo até de bom humor..
Vou à algumas consultas com nutricionista e cardiologista, espero estar em forma, com muita saúde e servir de exemplo pra muitas pessoas em breve..
Parabéns, Marcos.
ExcluirEspero que você seja o primeiro de um grande círculo VIRTUOSO entre os seus. A idéia do post era criar uma mensagem em que não ficasse dúvida de que saúde e estética são coisas distintas. Ou talvez uma seja consequência da outra (que sabe?).
Como eu disse em outro post, nós somos o que fazemos. Se a atividade física continuar como parte do cotidiano, os frutos deste esforço tendem a ser magníficos no que confere a saúde.
Obrigado pela visita a este humilde espaço de reflexão e pelos rasgados elogios.
Boas passadas.
André