Pular para o conteúdo principal

Circuito Light Rio Antigo - Etapa Largo da Carioca

Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro
A etapa Largo da Carioca foi a terceira de um circuito composto por cinco eventos. Cerca de cinco mil participantes, entre caminhantes e corredores das provas de cinco e dez quilômetros acordaram mais cedo no último domingo para celebrar a vida e desafiar os próprios limites. Tive o privilégio de encontrar vários amigos e alguns deles começaram a correr por conta da "mala direta" que promovo  em seus perfis do facebook. Outros são referências de que a continuidade é a palavra chave para este maravilhoso esporte.
Correr no centro do Rio tem um quê de inusitado, pois trabalho lá e vejo aquelas ruas diariamente. Mas invadir o espaço dos ônibus para poder curtir o RIO ANTIGO tem um sabor especial. A começar pelo Convento de Santo Antônio e depois cruzar por outras igrejas, basílicas e catedrais no emaranhado percurso de 10 quilômetros que me propus a fazer. Não sei ao certo e me desculpem por não pesquisar um pouco mais sobre a construções para ilustrar este post.

Eric e Isabel
 A prova
O objetivo desta vez foi encontrar um bom ritmo, pois esta seria minha primeira prova de dez quilômetros em muito tempo. O cuidado foi ainda maior, pois treinei apenas três semanas. Foram longos dois meses parados. Coisas da vida.
Eric e Isabel iriam para uma prova de 5 Km sub-30 e partiram com tudo. Marta, mais comedida, seguiu me acompanhando até o terceiro quilômetro. Depois segui em vôo solo. Lá pelo quinto quilômetro encontrei Renata, debutando nos 10 Km. Acompanhei minha amiga por quase dos quilômetros e segui para o sprint final. Pois é, eu estava me sentindo tão bem que resolvi ignorar o ritmo moderado e esticar um pouco.
Fechei com 1 hora 03 segundos 43 segundos. Inteiro, sem dores e de volta ao esporte que me garante mais que a saúde, a alegria da vida. Em cada medalha se funde um pedaço da nossa história e esta ficará marcada pela superação.
Renata: debutou nos 10K
Para acabar, duas últimas fotos. A primeira com a Renata e o Marcello. A segunda com a Claudia e a Dona Lindalva, exemplo para quem quiser ver. Depois foi seguir para casa e curtir o Dia dos Pais.

Minhas observações sobre a organização da prova
A medalha segue o padrão de qualidade das boas provas. Uma ótima recordação. A área de dispersão atingiu um nível de maturidade há algum tempo e o excelente padrão foi mantido nesta etapa. A organização distribuiu isotônico gelado e boas frutas, digno deste comentário. Afinal elogiar quando se acertar é ser justo.
A organização ainda tem um desafio a vencer: colocar placas de identificação da distância quilômetro a quilômetro. Não é capricho, pois o GPS funciona muito mal em meio a tantos prédios. Ter noção de desempenho é baseada na avaliação da distância x tempo. Mas é minha única crítica o bom evento que nos permite transitar no centro histórico da cidade.

A APPAI
É um projeto que apoio sem pestanejar. Além de me permitir fazer algo que gosto muito, estou colaborando para um projeto social. Mas nem tudo são flores. Com o crescente aumento do número de associados e dependentes participando do evento, a área VIP atende com certa dificuldade o enorme fluxo de pessoas. Seria interessante pensar em alternativas para melhorar o acesso e o trânsito aos serviços disponibilizados. A extensão da fila para entrar antes da prova era significativa e demorada. Tanto que preferi o guarda volumes do evento.
Mas faz parte. É saber tirar proveito das críticas para se tornar grande. Espero isso de vocês.
Até a próxima!
Claudia e Dona Lindalva
Boas passadas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Do jeito que dá

A crise realmente chegou para todos. Da mesma forma que Lelo Apovian relata (na matéria A corrida não pode parar, publicada recentemente no site da Runners World Brasil) que a vida não está fácil para quem vive da corrida, não está fácil para nós que desafiamos o orçamento do mês para encaixar eventualmente acessórios e inscrições nas despesas mensais. É preciso se planejar e saber quanto é quando gastar. Nestas horas relembro de informações cortadas nestes anos de corrida. Uma que se aplica bem a este momento foi dita pelo nosso melhor maratonista (na minha humilde opinião) de todos os tempos. Vanderlei disse que se preparava para participar em alto nível de suas provas em média num ano. Particularmente algo sensato até para nós amadores, já que a maioria das planilhas treino (genética ou não), sugerem oito semanas de treino para um prova. Além de bom adequado, fisiologicamente dizendo, faz bem para o bolso nos dias atuais. Muitas organizações sabendo que as pessoas serão mais criteri…

Asics, Fundação do Câncer e o GEL-Noosa TRI 10

A Asics e a Fundação do Câncer chegam ao terceiro ano de uma campanha, onde 10% da receita da compra de produtos da coleção Accelerate Hope será doada para a Fundação do Câncer. Pesquisando sobre o modelo do tênis envolvido na campanha descobri que este foi feito para pronadores como eu!
A Edição especial da série GEL-Noosa TRI 10 com cores comemorativas da campanha Accelerate Hope, além do visual, a nova entressola Solyte e a placa Propulsion Trusstic garantem melhor amortecimento e resposta mais rápida durante as passadas. A altura do calcanhar reduzida oferece mais performance com um contato mais eficiente.
O que eu sei sobre este modelo?
Praticamente nada. Um verdadeiro tiro no escuro. O blogueiro Victor Caetano deixou seu feedback sobre o modelo no Corrida Urbana. Vale a leitura. O que me chamou atenção foi o menor peso em relação ao Kayano, referência para quem tem pisada pronada (na minha humilde opinião).
O tênis é muito difundido entre triatletas e o cardaço elástico foi feito ju…

Rebuild

Umas das coisas que mais admiro nesta vida é a possibilidade de mudar as coisas. De desenvolver, criar, crescer. Uma das coisas que mais tenho receio nesta vida é o imponderável, pois ele é a pitada de improvável em nossos planos, mas como diria Darwin, os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência. E assim vou eu após praticamente cinco meses sem colocar o tênis.
Sair hoje cedo (não tão cedo quanto nos velhos tempos) para meu primeiro treino do ano foi muito bom. Não aconteceu nada de novo ou inesperado. Trote leve por quarenta minutos, coração com frequência alta e algumas dores de um corpo há muito abandonado.
O céu de outono azulado e sem nuvens era mesmo de outros anos. Os poucos corredores que acordam cedo eram praticamente os mesmos. O que mudou? Tudo, pois a cada passo ficamos mais fortes, mais resilientes e capazes de buscar o melhor para nós e para àqueles que nos cercam. É a busca incansável pelo equilíbrio corpo/mente para viver de uma única m…