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O GPS e a selva de pedra

Não sei quantas vezes pensei que eu havia comprado um monitor cardíaco caro e porcaria. Mas o quebra-cabeça não encaixava, pois este era o segundo aparelho. O primeiro funcionara tão bem até cair da prateleira e virar uma breve recordação de muitos momentos juntos.
Foram inúmeros dias esperando cinco, dez ou às vezes quinze minutos para o Garmin Forerunner 610 sincronizar com os satélites. Muitos deles eu desisti de esperar e corri sem o gps, fazendo a entrada da distância na mão.
Fiz o que todo mundo faz quando tem um problema: fui ao Google. Resolvi pesquisar sobre demora na sincronização e a lista dos principais links estavam apontando para o suporte da própria Garmin. Todos remeteram para uma mesma resposta, onde o aparelho demora de três a cinco minutos para sincronizar o gps se estivesse utilizando em local com ampla visão do céu. Ampla visão do céu... a verdade veio a tona como um balde de água fria. Dos novos prédios foram construídos ao lado do meu. Será que era apenas isso? A dificuldade em sincronizar o gps durante a última etapa do Circuito Rio Antigo reforçaram a teoria. Eu só precisava colocar a teoria a prova.

Era mais uma manhã como outra qualquer. Ao sair do prédio, resolvi caminhar até a próxima esquina, com menos prédios a fechar o céu. Foi ligar o aparelho e... voilà! Menos de um minuto para localizar e sincronizar com os satélites. Outro dia ainda passei um aperto, mas descobri como desligar e ligar o gps no relógio, ato mais eficiente do que desligar e ligar o relógio. Como qualquer dispositivo tecnológico dificilmente utilizaremos todos os seus recursos. Ou melhor, dificilmente saberemos de todo seu potencial. É cutucando que se aprende.
Esta dificuldade com o Garmin me fez lembrar dos tempo com o smartphone e o Runkeeper. Não há como culpá-lo pela falta de precisão. Continuo recomendando este app, pois considero muito importante monitorar os treinos. Eu ainda faço uso dele, para controlar a quilometragem total e o desgaste dos tênis.
Voltando ao assunto gps e seus problemas, hoje vejo ainda mais importante a marcação dos quilômetros nas provas de rua. Se o gps falhar, são estas placas que nos darão algum parâmetro para nosso desempenho. Quantas vezes me peguei fazendo contas enquanto corria as provas para saber se estava em bom ritmo. Infelizmente cada prova marca as distâncias de uma forma. A maioria não informa todos os quilômetros.
Destaque para as provas no Aterro do Flamengo, onde é possível ver todas as marcações. Chega a ser irônico, pois o gps funciona a contento. Provas como o Circuito Rio Antigo precisam dar atenção a este fator, visto o percurso entre prédios. Na primeira etapa do ano me inscrevi para correr a prova de 5K e o gps marcou quase 7 km! Os rabiscos no mapa deveram-se a dificuldade em fechar minha posição na selva de pedra.
Boas passadas!

Comentários

  1. Sempre tive vontade de adquirir um Garmin. Afinal vale a pena ou não?

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    Respostas
    1. Sempre vale ter um Garmin, Japarun. Ele está entre nossas melhores opções. O Sérgio escreveu um outro post que complementa muito minha opinião sobre estes maravilhosos aparelhos da Garmin. Após a leitura você verificará que existem alternativas muito interessantes: o 210, 220, 305, 310, 610 e o master blaster 620 (o tudão). Os preços variam entre US$ 180 e US$ 500. Mas são dispositivos que duram. Aproveite para ver o post do nosso nome companheiro de asfalto.
      http://corredorfeliz.blogspot.com.br/2014/03/que-gps-comprar.html.

      Boas passadas.

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