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RESENHAS: Revista O2 - Divas

A coluna largada e a matéria Rainhas das ruas da Revista O2 de março #95 fazem justa homenagem às mulheres. Eu não poderia deixar passar o mês de março sem prestar uma homenagem. Para tal, falarei mais um pouco deste nosso mundo de treinos, alimentação regrada, equipamentos, tênis, check ups. Para quem está de fora, este universo paralelo pode ser encarado como loucura. Até por que manter uma rotina sem comprometer suas obrigações em família, com amigos e trabalho é um desafio quase impossível. Tento imaginar o quão mais complexo deve ser para uma mulher fazer o mesmo. Não é difícil imaginar o motivo delass serem adoradas como divindades em vários momentos de nossa história. Eu pude presenciar um pouco disso em nossa visita à Roma (eu e minha diva) um exemplo desta fascinação. As antigas construções eram repletas de estátuas femininas, mas não como simples personificação do belo, mas como guardiãs dos templos. Elas em seus corpos esculturais seminus empunhavam arcos e flechas, lanças, espadas e escudos. Personificação da força e zelo que as mulheres almejam para os seus e da pluralidade de sua capacidade, sem perder o charme e a beleza.
Entre outros exemplos, temos mais um no início do século XX. Mulheres russas foram as ruas reivindicarem melhores condições de vida, trabalho e a não participação de seu país na Primeira Grande Guerra. Este evento foi o estopim para a Revolução de 1917 na antiga União Soviética. O dia foi comemorado por muitos anos pelo apelo político do evento, mas na década de 60 os países ocidentais proclamavam o dia 8 de março como dia de homenagem as mulheres em definitivo. Uma homenagem digna para a mulher moderna que geralmente enfrenta duas ou três jornadas de trabalho (trabalho, casa e família) antes de olhar para si. 
Para encerrar, gostaria de falar de um antigo ditado que diz que por trás de todo grande homem, existe uma grande mulher. É a mais pura verdade, pois até da vaidade uma mulher é capaz de abrir mão pelo amor e pela família.
Deixo aqui minhas felicitações, mas faço voto para estas mulheres, exemplo de vida, separem sempre um tempo para si, para que não lhes falte disposição para enfrentar e curtir o que o destino lhes separou. Se correr faz parte do seu dia-a-dia, boas passadas!
Correr pouco faz bem. Renato Dutra criou uma polêmica ao relatar que correr maratonas não é algo saudável. Convenhamos, ele tem razão, pois quem disse que a razão nos move quando nos propomos a correr 42 Km? A prova existe em consequência de um ato heróico e de fidelidade a um ideal. Acho que o objetivo da proposta é desafiar os limites. Sei muito pouco sobre este desafio para criticá-lo positivo ou negativamente, pois ainda preciso de mais tempo de treino para encarar uma maratona. 
Nem tudo está perdido, pois o Renato incentiva ciclos de treino para as provas de 5 e 10 Km. Estes atendem as premissas para se manter um corpo em forma e saudável.
Inimigo intimo. O cigarro é um assunto polêmico e não quero me estender tratando dele, pois existem sites especializados com informações bem mais relevantes as que eu posso incluir tão modestamente neste blog para informar o quão nocivo ele pode ser. Segundo Ricardo Bassani em sua matéria na revista O2, oito em cada dez fumantes tem o desejo de abandonar o vício. Porém apenas três têm disposição para largar o vício imediatamente.
Ainda na linha de coisas prejudiciais, Cesar Candido dos Santos fala sobre outro tipo de sobrecarga ao corpo: o excesso de provas. Participar de muitas provas no ano aumenta as chances de lesão por alguns motivos: correr sempre no limite e possível ausência de ciclos de treinamento.
Vigorexia. Descobri que fazer exercício de forma exagerada é considerado um distúrbio, que se manifesta em indivíduos que se tornam dependentes da serotonina e da endorfina. O "viciado" abre mão de qualquer outra atividade para fazer exercícios físicos em pró de um “bem estar” provocado pelos hormônios. Imaginei algumas situações extremas que um distúrbio como este poderia provocar nas pessoas, mas na minha humilde opinião, o exercício pode ser um contra-ponto para nossos problemas. Mas é preciso promover uma “reforma” mental e encontrar formas de superar o estresse, ou o que lhe incomoda. O exercício como bengala simplesmente adiará as crises, ou gerará novas adversidades.
Corrida de São Silvestre 2011 - Para quem não viu ao vivo
Depois de ler em revistas, jornais, blogs e sites especializados o feito do Marilson, eu tive que tentar assistir a corrida para compreender o que ocorrera definitivamente. O ritmo foi realmente impressionante e a desgarrada do Marilson após o segundo posto de hidratação no sexto quilômetro algo espantoso. E pensar que ele não conseguiu bater o histórico espantoso recorde do queniano Paul Tergat de 43 minutos e 12 segundos. Marilson chegou com um tempo 52 segundos superior. Impressionante foi ver a legenda até o sexto quilômetro indicando uma velocidade média de 24 Km/h, quer dizer, um pace 2'30"!


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