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RESENHAS: Revista Runners #49

Há algum tempo recebo elogios sobre as resenhas que realizo das revistas. Não me preocupo em falar sobre todas as matérias, mas chamar a atenção a assuntos importantes ou que de alguma forma tenham me chamado atenção. Mas este mês eu tenho uma nova proposta. Gostaria que estas RESENHAS se tornassem fóruns de discussão, onde suas percepções trarão valor inestimável para todos os visitantes da página.
Não peço para ninguém defender cientificamente nada, mas apenas dividir suas experiências com o tênis quando convir. Esta é minha forma de comemorar meus 3.300 km corridos!

Espero que este novo formato lhes seja atraente.


Um brinde a corrida!
Galera ... sabe aquela sede que dá no final da prova, ou do longão do final de semana? Na próxima vez que você superar seus desafios brinde com uma cerveja! É assim que a RUNNERS #49 se inicia. Falando dos benefícios da cerveja APÓS treinos ou competições. Mas isso não é desculpa para encher o pote, senão mesmo fora do carro você vai acabar se acidentando.
Faça o que eu digo...
Ao contrário do ditado popular, o Maurício Barros fez um editorial muito feliz sobre ser um exemplo. Extrapolando o ato de correr, se fazer ver pelo que se faz (de bom) é capaz de trazer resultados direto e indiretamente àqueles que nos cercam. Você sabe dizer o quanto você influencia suas crianças mostrando que você obedece uma rotina positiva, que inclui atividade física? E em relação aos amigos? Você, blogueiro, deve ter um cem número de histórias de gente que se esmerou nos seus atos e começou a correr, ou a praticar alguma outra atividade física. Isso só reforça minha tese de que a vida é feita de pequenos atos. Pequenos e grandiosos exemplos.
Chegando inteiro para a prova
A coluna TREINO trás sugestões de treinos para a semana que antecede uma prova, de 5K as maratona. Atenção a redução planejada do volume de treinos, positiva para descansar os músculos para o dia D. D de detonar seus recordes pessoais.
Mais velozes e nada furiosos
A coluna PELOTÃO DA FRENTE complementa a coluna TREINO com sugestões de intervalados elaboradas por alguns técnicos famosos por seus feitos. Segue os nomes para o cado de você querer saber mais sobre o assunto: Ron Warhurst, Matt Centrowitz e Steve Prefontaine.
Reabastecimento energético
Muito já se falou sobre a importância de se ingerir carboidratos a cada 40 minutos, seja em treinos ou provas. Mas a Patricia Julianelli levantou uma questão do QUANTO devemos ingerir. Sabe o que ela concluiu? Não chegou a um quanto, mas que devemos ingerir. O auto-conhecimento é muito importante nestas horas.
Alguns meses em algumas páginas
A matéria jogo de cintura fala sobre corrida eficiente. Digo, o que deveríamos fazer para nossas passadas serem as melhores possíveis. Fala também sobre os desvios comumente realizados pela ausência de conhecimento técnico, ou mesmo força para realizar o movimento correto. A falta de força é um termo complexo, pois podemos enquadrar a esta definição músculos fracos ou músculos fatigados. O excesso de treinos também pode levar a má postura e eu sou a prova viva disso. Um "aspira" com pouco mais de um ano de treinos meter três meias maratonas em menos de setenta dias teve seu preço. Principalmente pela intensidade com que corri as provas.
Existem formas de evitar ou contornar as lesões do quadril através de exercícios funcionais, musculação, treinamento na areia e ladeiras, ou até com pilates e ioga. Quanto maior a intensidade da sua corrida, maior a necessidade de complementação física. O desempenho tem um preço.
A história de Karolina e Pedro
Enquanto uma maioria deixa o tempo passar e a saúde ir junto, fico feliz em ler relatos como o da família Cordeiro na coluna GENTE QUE CORRE. Mãe corredora leva o filho com uma raríssima síndrome, que lhe
tirou a mobilidade, para os treinos em um carrinho. O estímulo que a corrida oferece ao garoto tem afetado positivamente suas reações. Gostaria que a mídia se ocupasse em divulgar mais histórias de sucesso, ao invés de nos alertar incessantemente contra as mazelas da vida. Todo mundo sabe que existe um lado obscuro no ser humano em todas as partes do planeta, mas só eventualmente sabemos ou lembramos do brilho que também ostentamos.

Politicamente correto
Nesta onda de responsabilidade social, muitas empresas tem se prestado a bancar as inscrições de seus colaboradores para as corridas de rua. Algumas já chegaram a tal nível de maturidade e consciência sobre os ganhos que uma pessoa saudável trás para a produtividade da corporação, que montam barracas e agregam preparadores físicos, nutricionistas e fisioterapeutas aos grupos de corrida.
O Mário, na coluna OXIGÊNIO, levanta uma questão interessante: qual o motivo para muitos participarem dos eventos, mas não conseguirem estabelecer uma rotina saudável em suas vidas? Além dos pecados capitais (preguiça e cobiça), seja do empregado ou do empregador, não consigo imaginar muitos outros motivos. Afinal, quando é importante arruma-se tempo para tudo nesta vida.
O paradoxo do Marcos e do Iberê
Na coluna NO PIQUE o Marcos defende a glória de se completar uma maratona e na SENTA A BOTA! o Iberê faz o mesmo pela prova de cinco quilômetros. Um defende um grande feito baseado na distância e o outro baseia-se na velocidade para contar seus feitos.
Particularmente ainda sonho correr uma maratona, mas no momento sonho me tornar mais rápido. Tirando meu tempo de meia maratona como base, eu correria "a inteira" entre 4h30min e 5h. Acho muito sacrificante, por isso o desejo de ganhar mais velocidade, antes de topar esta pauleira. E você, qual sua opinião sobre isso?
Papo de Supernanny
A forma como a matéria BRINCAR DE CORRER aborda a inserção do esporte na vida de uma criança, tornou impossível não fazer a comparação. A matéria me fez pensar o quanto a corrida pode ser uma ferramenta de integração e de cuidado com a saúde para a família. Mas não apenas física, mas também emocionalmente. É uma forma simples de inclusão do esporte na vida da criança que pelo menos até os dez anos não deveria entrar em ritmo de treinos (eu concordo). Fazer diferentes esportes garantirá um dinamismo saudável contra a mesmice em um momento de desenvolvimento que anseia novidades.
A proposta leve e saudável se reflete em uma única palavra: diversão. Os pais não deveriam fomentar um pensamento em resultados em momento tão tenro, mas vai entender aqueles que o fazem. Incentivar sem critério e principalmente encorajar alguém em busca de auto-afirmação deveria ser motivo suficiente para não transferir para o desejo de conquista, ou orgulho, para os pequenos.
Boas passadas!

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