Pular para o conteúdo principal

Nas revistas de novembro

A Revista O2 #91 começa com uma matéria maravilhosa intitulada Generosidade. Ela invoca um sentimento que todo bom esportista possui: o espírito de equipe. Aquela coisa que nos faz ir além do limite por causa do outro, em busca de uma vitória. A reportagem me remeteu a minha época dentro das piscinas competindo o Intercolegial. Época boa, boas pessoas e algumas amizades que venceram os anos. Este sentimento que Zé Lúcio Cardim comenta poderia ser partilhado por todos... na vida além do esporte, no social.

Heróis da resistência

Muitas outras reportagens usaram o limite como tema. A Prazer ou superação do Marcello Butenas, a Que zone é essa?!? da Gabriela Capi, a Dsciplina do corredor do Diogo Andrade e o Lactato é o limite... da Luciane Macias. A matéria do Diogo merece destaque, pois mostra exatamente o momento em que o corredor perde a humildade e se expõe as lesões. Compreender os treinos é tão ou mais importantes que nossa capacidade para realizá-los. Muitas vezes é possível ir além, mas isso significar ser salutar.

Nuno Cobra apresenta em sua coluna o maior de todos os energéticos: o oxigênio. Na matéria A Respiração e a corrida ele apresenta a respiração de uma forma diferente.

A experiência de Cassio Politi na Maratona de Chicago possivelmente irá lhe emocionar, se você já participou de uma corrida. Ele descreveu com maestria a emoção do dever cumprido que sentimos no final de uma corrida.

Abismado fiquei eu com A rota de Fidípedes, a histórica jornada de um militar brasileiro que completou os 246 Km do trajeto entre a Grécia e Espartas. Esta ultramaratona existe para homenagear o saldado grego que foi a Esparta pedir ajuda na guerra contra os persas. Apesar de retornar com a negativa espartana, seu feito não foi esquecido. Parabéns Rosivaldo.

Por fim, depoimentos bastante emocionantes contando como a corrida mudou a vida de gente comum, sem privilégios e muito trabalho para pagar as contas.

Muitas felicidades e anos de vida

A RW Brasil comemora dois anos de idade. Como todo bebê já possui uma gama de habilidades e conquistou seu espaço no coração de muitos com seu trabalho de incentivo a corrida. A matéria Um esporte para todos é a síntese destas 25 edições que tentaram mostrar que a corrida é um esporte simples e acessível. Com disciplina e dedicação qualquer um pode praticar e colher os bons resultados que esta atividade trás para corpo e mente. O chão de cada um é no mínimo uma surpresa, principalmente pelos exercícios funcionais sugeridos para reforçar a musculatura para a atividade.

Antonio Prata em sua coluna Sem pressa tocou em um assunto que definitivamente já passou pela cabeça de todo corredor: e se um dia não der mais para correr? Suas observações com relação a saúde mental são pertinentes e sinceramente não vi nenhuma outra atividade física proporcionar os benefícios que a corrida nos proporciona. Tanto em quantidade, qualidade e tempo para conquistá-los. Digo isso, pois esta semana fiquei de molho. Uma baita gripe resolveu sitiar meu corpo e foi complicado melhorar. Passei a semana sem treinar e os efeitos foram imediatos. O ritmo no trabalho também diminuiu devido a gripe, claro, mas acho que principalmente pela ausência da satisfação e bem estar que a corrida nos trás. Foi uma semana que preferi dormir muito e fazer o tempo passar para o corpo expulsar os invasores indesejados em um verdadeiro choque de ordem. Esta semana também foi complicada de se administrar neste pedaço do Brasil. A guerra urbana que o Rio de Janeiro e municípios ao redor precisaram enfrentar tornaram as ruas pouco salutares para corredores de rua. Uma coisa que não dava para ser nestes últimos dias era incauto. Mas isso eu deixo para vocês lerem nos jornais, que acompanham os acontecimentos de perto. Eu, ainda bem, só ouvi sirenes e o sobrevôo de helicópteros por onde estive esta semana.

Para acabar...

Melhoras para minha madrinha Gabriela, que enfrenta dores no joelho. Ela adora correr na esteira.

O Blog da Patricia Toledo tem uma ótima dica sobre hidratação. Este é um tema que sempre vale uma leitura

Comentários

  1. Um beijo para você também. Estou me cuidando. Logo, logo voltarei.

    ResponderExcluir
  2. Estou na torcida! Você iria adorar a Adidas Verão. Se cuida :-)

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigado por você passar por aqui.
Deixei sua opinião ou comentário sobre o tema. Uma boa conversa é sempre salutar.
Boas passadas!

Postagens mais visitadas deste blog

Garmin Brasil: confiança tem nome!

Dia 11 de agosto, dia do último treino com meu Forerunner 610 funcionando. Não houve mandinga capaz de fazer a tela sensível ao toque responder o lado ocidental simplesmente não respondia mais ao toque.

Em conversa com o compadre Gláucio sobre que a Garmin havia montado uma unidade de reparo no Brasil. O processo foi bem simples. Num primeiro momento (1) descrevi o problema em um pedido de assistência, aos cumprir com os testes padrões sugeridos pelo atendente. Pouco tempo depois (2) recebi um orçamento para resolução do problema e se estivesse interessado, deveria realizar o pagamento do valor. O passo seguinte seria (3) enviar via correio o dispositivo sem acessórios para a Garmin Brasil. Fiz seguro e mandei via SEDEX. Daí foi aguardar pelo atendimento. A Garmin Brasil tem uma SLA de 30 dias úteis, mas não precisei aguardar tanto para rever meu FR 610 funcionando. Na última quarta treinei com ele. Estava como novo. Até a película protetora estava na tela para mostrar que era nova.


Exc…

Do jeito que dá

A crise realmente chegou para todos. Da mesma forma que Lelo Apovian relata (na matéria A corrida não pode parar, publicada recentemente no site da Runners World Brasil) que a vida não está fácil para quem vive da corrida, não está fácil para nós que desafiamos o orçamento do mês para encaixar eventualmente acessórios e inscrições nas despesas mensais. É preciso se planejar e saber quanto é quando gastar. Nestas horas relembro de informações cortadas nestes anos de corrida. Uma que se aplica bem a este momento foi dita pelo nosso melhor maratonista (na minha humilde opinião) de todos os tempos. Vanderlei disse que se preparava para participar em alto nível de suas provas em média num ano. Particularmente algo sensato até para nós amadores, já que a maioria das planilhas treino (genética ou não), sugerem oito semanas de treino para um prova. Além de bom adequado, fisiologicamente dizendo, faz bem para o bolso nos dias atuais. Muitas organizações sabendo que as pessoas serão mais criteri…

Rebuild

Umas das coisas que mais admiro nesta vida é a possibilidade de mudar as coisas. De desenvolver, criar, crescer. Uma das coisas que mais tenho receio nesta vida é o imponderável, pois ele é a pitada de improvável em nossos planos, mas como diria Darwin, os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência. E assim vou eu após praticamente cinco meses sem colocar o tênis.
Sair hoje cedo (não tão cedo quanto nos velhos tempos) para meu primeiro treino do ano foi muito bom. Não aconteceu nada de novo ou inesperado. Trote leve por quarenta minutos, coração com frequência alta e algumas dores de um corpo há muito abandonado.
O céu de outono azulado e sem nuvens era mesmo de outros anos. Os poucos corredores que acordam cedo eram praticamente os mesmos. O que mudou? Tudo, pois a cada passo ficamos mais fortes, mais resilientes e capazes de buscar o melhor para nós e para àqueles que nos cercam. É a busca incansável pelo equilíbrio corpo/mente para viver de uma única m…