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Os excessos e suas consequências


Hoje aconteceu a Corrida do Comércio em Niterói, organizada pela Spiridon. Foram 6.7K do MAC até a Estação das barcas no bairro de Charitas. Postos de hidratação ali pelo Km 2.5 e outro ali pelo Km 5.0. A pista lateral das praia de Icaraí e São Francisco foram isoladas e a Estrada Fróes reservada exclusivamente para os corredores e caminhantes. A camisa do kit era tão bonita quanto a da Corrida da Unimed. Pena que não vi divulgação para o evento. Para falar a verdade, acho que pouca gente além dos menos de 300 que largaram viram. Este é um problema constante para as coisas que acontecem do lado de cá da Baía. Como eu soube disso tudo? Soube ontem de noite com meu compadre Gláucio e fomos de pipoca, oras.

A leitura da Runner's de dezembro o quanto a vida moderno nos induz a uma séria de vícios. Não preciso falar dos entorpecentes para ilustrar este post, pois a bebida e o álcool são dois exemplos de drogas sociais que estão disponíveis e sem muita censura. Algumas leituras depois percebia o quanto o meio pode influenciar uma pessoa e induzi-la a algum tipo de vício. No mundo moderno até comer se tornou um vício, uma válvula de escape. Para mim, sempre achei se tratar do quinto pecado capital e motivo de atenção. É óbvio que comer é fundamental para vida, mas depende de quanto e do que. Comer pode ser muito bom, mas não pode ser algo além do saudável. Aquela frase do Ministério da Saúde a cada dia faz mais sentido. As coisas com moderação farão bem, ou não fará tão mal. Até correr.
No embalo do primeiro parágrafo vou falar um pouco dos excessos na corrida. O overtrainning, como bem dito na revista, não depende apenas da quilometragem rodada, senão atleta amador nunca sofreria deste mal. O nosso (digo corredor de rua amador) volume de treinos comparados a elite da corrida de rua é pífio. O overtranning é composto por uma série de fatores, dentre eles o volume de treinos, intensidade, frequência e também do tempo de descanso para o corpo se recuperar. Dormir bem precisa estar na agenda de qualquer correr, melhor, de qualquer praticante de atividade física. O corpo precisa daquelas preciosas horas de sono para se recuperar do esforço a que foi submetido. Sem este descanso, cedo ou tarde o cansaço vai bater. Com sorte uma lesão não será desenvolvida, por isso devemos tomar muito cuidado com esta vida moderna composta de extremos.
Meu caso é um exemplo claro de cansaço. A fadiga detonou minha postura e com isso comecei a compensar o esforço da passada em um movimento incorreto de joelho e quadril. Não foi algo repentino, com certeza. É a consequência de um período relativamente longo de esforço além do devido. Ainda bem que o problema foi identificado e solucionado relativamente rápido, mas conheço histórias de lesões que perseguem amigos e conhecidos por meses, quando não, se tornaram crônicas e objeto de uma angústia permanente. Um grande amigo teve que abandonar nosso rachão de basquete (bons e velhos tempos) por causa dos excessos na musculação. Desenvolveu uma hérnia incapacitante que limitou drasticamente sua capacidade física.
Encerro o post com um apelo, que talvez extrapole o campo esportivo. Seria muito bom ver pessoas menos extremistas e levando uma vida mais saudável e equilibrada.
Boas passadas.

Comentários

  1. André te desejo um Feliz Natal e que 2012 seja repleto de paz, saúde, felicidades e realizações, que a chama da corrida continue sempre forte, e que vc possa desfrutar de muitas largadas e chegadas...

    Abs

    Fábio
    www.42afrente@blogspot.com

    ResponderExcluir
  2. O mesmo para você e para os seus, Fábio.
    Que nosso 2012 seja ainda mais gratificante que este maravilhoso 2011 (apesar do susto e da pequena lesão).
    Espero realizar aos menos uma corrido no Sul ano que vem. Vamos ver o que o destino reservará.
    Abraços.
    André.

    ResponderExcluir

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