Pular para o conteúdo principal

2300 Km depois...

Minha primeira infância
Agora falta pouco. Esta brincadeira que tinha o simples objetivo de me manter motivado despertou mais que meu interesse na corrida. Me proporcionou uma oportunidade para relembrar das velhas viagens de carro e de um caminhão de momentos a elas associados. Me pergunto se conseguirei localizar a minha antiga casa em Boa Viagem, digo se ela ainda estiver de pé depois de tantos anos. 2300 Km, segundo o Google Maps seria uma viagem de quase 500 horas andando. 19 dias sem parar. Hoje me pergunto, o que marcarei depois? Talvez descer em direção à  Florianópolis, outro lugar que conheci e nunca esquecerei. Rabiscar este mapa é divertido. Tem sua eficácia.
2300 Km depois o que mais me impressiona é que todos os dias são novos dias. O aprendizado é constante. A experimentação e a leitura dos blogs, revistas e matérias online criando um mosaico fantástico de informações que me possibilitam evoluir. Quem diria que depois de deixar tanto asfalto para trás eu estaria trabalhando uma nova forma de correr? Descobrindo um novo jeito de ganhar velocidade? É... vivendo e aprendendo.

2300 Km depois, me pergunto: quantos amigos foram feitos? Quanto de saúde foi conquistado? Quanta gente estas linhas ajudaram a sair do ostracismo para uma vida de mais qualidade? Quanto minha perseverança foi fundamental para os mais descrentes acreditarem que correr é algo muito bom? Os poucos meses no novo emprego já foram suficientes para chamar a atenção de algumas pessoas. Uma nova tribo se forma em torno deste círculo virtuoso chamado corrida.
2300 Km depois eu comemoro quase 7.000 visitas a este blog. Obrigado pelo carinho e pela oportunidade de conhecer as histórias de suas vidas.
Tanto já foi feito, mas o "quero mais" não sai da cabeça.
Boas passadas!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

André e seu novo tênis: Asics Kayano 20 NYC

Segundo o Garmin Connect foram 771 km corridos em 105 treinos. Foi assim que larguei o aço no meu antigo Asics Kayano 20. Gostei tanto dele que dei um jeito de encontrar seu irmão siamês, criado exclusivamente para homenagear a Maratona de Nova Iorque de 2013. Após o cancelamento da prova em 2012, o retorno de uma das mais tradicionais provas de rua precisava ser cheia de pompa. E a Asics não brincou em serviço. Além de muito bonito, o tênis tem tudo o que preciso para continuar evoluindo até outubro: estabilidade e conforto.
Muito já foi dito sobre a importância (ou não) do tênis na vida de um corredor. Eu sou do time que acredita que um bom tênis faz a diferença, tanto que hoje eu aceito usar qualquer tênis para correr desde que seja o Asics Kayano. Dentre minhas teorias eu acredito que ele seja o tênis mais eficaz para corredores de pisada pronada e que pesem mais de 90 kg. Como já mencionei em outros posts sobre tênis, já tentei utilizar outros modelos sem muito sucesso. Alguns aca…

Asics, Fundação do Câncer e o GEL-Noosa TRI 10

A Asics e a Fundação do Câncer chegam ao terceiro ano de uma campanha, onde 10% da receita da compra de produtos da coleção Accelerate Hope será doada para a Fundação do Câncer. Pesquisando sobre o modelo do tênis envolvido na campanha descobri que este foi feito para pronadores como eu!
A Edição especial da série GEL-Noosa TRI 10 com cores comemorativas da campanha Accelerate Hope, além do visual, a nova entressola Solyte e a placa Propulsion Trusstic garantem melhor amortecimento e resposta mais rápida durante as passadas. A altura do calcanhar reduzida oferece mais performance com um contato mais eficiente.
O que eu sei sobre este modelo?
Praticamente nada. Um verdadeiro tiro no escuro. O blogueiro Victor Caetano deixou seu feedback sobre o modelo no Corrida Urbana. Vale a leitura. O que me chamou atenção foi o menor peso em relação ao Kayano, referência para quem tem pisada pronada (na minha humilde opinião).
O tênis é muito difundido entre triatletas e o cardaço elástico foi feito ju…

Rebuild

Umas das coisas que mais admiro nesta vida é a possibilidade de mudar as coisas. De desenvolver, criar, crescer. Uma das coisas que mais tenho receio nesta vida é o imponderável, pois ele é a pitada de improvável em nossos planos, mas como diria Darwin, os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência. E assim vou eu após praticamente cinco meses sem colocar o tênis.
Sair hoje cedo (não tão cedo quanto nos velhos tempos) para meu primeiro treino do ano foi muito bom. Não aconteceu nada de novo ou inesperado. Trote leve por quarenta minutos, coração com frequência alta e algumas dores de um corpo há muito abandonado.
O céu de outono azulado e sem nuvens era mesmo de outros anos. Os poucos corredores que acordam cedo eram praticamente os mesmos. O que mudou? Tudo, pois a cada passo ficamos mais fortes, mais resilientes e capazes de buscar o melhor para nós e para àqueles que nos cercam. É a busca incansável pelo equilíbrio corpo/mente para viver de uma única m…