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A vida de coelho

Ao final da RW #42 eu me perguntava sobre o que mais havia me chamado a atenção nesta edição. A reportagem com o Drauzoi Varella é épica, tanto que foi para o site da revista. Inusitado foi saber que o Marcos Paulo Reis, da coluna NO PIQUE, tem raízes em Niterói. As ilustrações do Roberto Negreiros são de babar e justamente o "coelho" que ele desenhou como capa para a fantástica matéria PROFISSÃO: PERNA LONGA, despertou o interesse pelo conteúdo deste post. Apenas para ilustrar, coelho no mundo da corrida é o atleta que puxa o ritmo de uma prova por uma distância específica, pois normalmente ele não tem condições de manter aquele ritmo por uma prova inteira. Ele realmente auxilia os corredores de elite a conquistarem tempos melhores. Tem gente que aprova a estratégia e outros não. Mas a verdade é que correr em "bando" propicia melhor rendimento do corredor seja em treino, ou nas provas. Eu mesmo já me beneficiei desta tática, ao escolher alguém para "perseguir" durante uma prova, ou mesmo quando o Sérgio fez de tudo para eu não desistir na subida do elevado do Joá (Golden Four Asics 2011), fato que depois se materializou em minha primeira meia maratona sub-2h. Também quando o Lindemberg me ajudou a fazer 50'18" na Adidas Inverno 2011
Eu também já estive do outro lado, quando puxei meu compadre para a primeira meia maratona sub-2h dele (até hoje choro por não ter aquela linda camiseta) e veja onde ele está agora. Pré-maratonista. Muita sorte nesta sua empreitada, meu amigo. Outro exemplo foi a fantástica experiência com meu parceiraço de longa data Diego. Ser o coelho para sua primeira prova de 5K não teve preço, principalmente pelo marco que se instituiu naquele dia após aqueles 30 minutos e 18 segundos. Eu estava ao lado de um debutante e ex-fumante inveterado.
Ser coelho pode ser uma forma também de se manter motivado e dentro das provas. Pensei agora em uma situação interessante. Durante a preparação para uma prova alvo, participar de eventos é um tanto complicado, pois somos tentados a sentar a bota. Fazendo isso, acabamos comprometendo a agenda de treinos e o desempenho no dia D. Assim, ser o pacer de alguém que esteja ainda num ritmo menor que o seu pode ser uma alternativa. Além de ajudar alguém é uma baita desculpa para justificar a presença em provas menores, ou que podem servir de preparatórias para a prova alvo.
As 10 Milhas no início de maio será uma boa alternativa para pegar ritmo. Correr com a infra de uma corrida organizada pela O2 é uma boa e como a prova não tem o apelo do Circuito Adidas e a distância não é para iniciantes, coloca a prova como uma boa alternativa para definir uma estratégia para a Corrida da Ponte, que também será um ensaio para a Golden four Asics 2012, minha prova alvo. Alguém considerou participar da prova 10 Milhas? Espero o retorno.
Boas passadas!

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