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Siga o coelho azul

André e o tênis nos primeiros quilômetros

No filme Matrix o coelho branco tatuado no ombro da garota foi o ponto chave da trama. Na corrida de domingo meu coelho era uma menina de azul. Possivelmente uma jovem atleta de alto nível que resolveu fazer um treino leve na manhã de domingo com o pace para 5'30" por Km.

Os primeiros 5 Km mantive a média de 5’24” por Km ganhando da coelhinha, mas na segunda metade, com o sol cozinhando a minha cabeça, meu pace subiu para 5’48”. Assim, no Km 7 ela me passou e foi se afastando gradativamente sem a menor chance de ser alcançada. O calor já havia roubado minha energia e eu me contentara com a melhor do recorde pessoal.

O pace da prova ficou em 5’36”, 11 segundos mais baixo que na Adidas Inverno. Em matéria de distância, fui 300 metros mais rápido que na Adidas Inverno. Quando cheguei, meu passado realmente ficou para trás.

Comparando com o vencedor deste ano, quando ele chegou com 31', eu estava ali pelo Km 6, em um posto na grande curva que circunda a Glória.

A: eu na Adidas Inverno; B: eu na Adidas Primavera.

Pit stop. Desta vez tenho certeza que corri no limite, pois as dores nas pernas vieram na noite de segunda-feira. Percebi que o descanso seria importante para evitar uma lesão. Assim, tirei o dia para passear em família. A caminhada é uma boa maneira de soltar a musculatura.

Teste ergoespirométrico

Esta questão é uma daquelas questões que dão pano para manga. Marquei consulta com meu cardiologista para solicitar um teste ergoespirométrico e identificar meu VO2max e tentar compreender meus limites, pois a FCM baseada na conta 220 – idade foi por água abaixo este final de semana.

Outro dia lendo a RWResponde, um médico falava sobre o tempo que resistimos manter uma atividade em um nível de intensidade elevada. Pergunta: que nível é este? Minha FC média na prova foi de 171 bpm e a FC máxima chegou a 188. Em português, trabalhei a prova em 94% da FCM e tive um pico de 103% sobre a FCM. Foram 56 minutos no batente.

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